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Sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, meta de ampliação do atendimento pela rede de esgoto não deve ser cumprida no BrasilUma pesquisa do Ministério das Cidades apontou que, mantida a atual tendência, o Brasil dificilmente conseguirá diminuir pela metade a proporção de pessoas sem rede de esgoto até 2015, como prevê o sétimo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU. A probabilidade de que a meta seja atingida é de apenas 30%. A boa notícia é que outra meta de saneamento, a de reduzir pela metade o número de pessoas sem água potável, tem 71% de chances de ser cumprida. O trabalho, chamado Déficit e Metas do Milênio, integra uma série de 11 pesquisas produzidas para o Programa de Modernização do Setor Sanitário, do Ministério das Cidades, que tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A iniciativa tem a intenção de desenvolver e subsidiar políticas públicas para universalizar acesso a serviços do setor. O programa de saneamento básico inclui acesso à rede de esgoto, à água tratada, à coleta de resíduos sólidos e a programas de manejo de rios e córregos nas cidades. Para que a meta da ONU seja cumprida, o Brasil deve reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso a água potável e esgotamento sanitário de 1990 até 2015. Isso significa que, até o ano limite, 84,88% dos brasileiros deverão ter água encanada e 69,71% deverão ser atendidos por rede de esgoto. Chegar à meta de acesso à água não vai ser tão difícil. De acordo com os dados do trabalho, em 2004 chegamos à proporção de 84,23% das pessoas com acesso ao serviço. Para chegar aos 84,88% desejados, considerando o aumento da população até 2015, falta garantir água potável para mais 18.121.852 pessoas. A chance de isso acontecer, segundo o estudo, é de 71,39%. Já quando se trata da meta referente à rede esgoto, a situação se inverte. Até 2004, o Brasil só conseguiu chegar à proporção de 47,95% da população com acesso a esgotamento. Se quisermos chegar à proporção fixada pelo Objetivo do Milênio, deveremos nos esforçar para garantir acesso ao serviço para mais 53.524.405 pessoas. O estudo não é animador quanto à possibilidade de isso acontecer. Mantendo-se o atual nível de investimentos e a mão-de-obra disponível para obras sanitárias, há apenas 29,81% de chances de dar certo. Para chegar aos números os autores do estudo utilizaram dados do Censo 2000 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Fonte: Programa das nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) |
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