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Plataforma para os centros urbanosO Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) quer contribuir para que os municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo reduzam as iniqüidades que separam, em mundos à parte, crianças e adolescentes que vivem em comunidades populares daquelas que estão nas regiões mais ricas e desenvolvidas da cidade. Metodologia, que deve ser reaplicada para outras capitais do país, incluirá a “certificação”, em 2011, das comunidades que avançarem mais na salvaguarda destes direitos.
Para tentar provar que é possível alterar estes números a partir da mobilização comunitária, o Unicef começou a implementar, em 2008, um novo e amplo programa nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: a Plataforma para os Centros Urbanos, construída a partir de consultas com mais de 150 representantes de organizações governamentais, não-governamentais e empresariais. Na prática, o Unicef vai promover a articulação dos diversos atores da comunidade e seu entorno para que juntos realizem um conjunto de atividades e alcancem metas concretas para a melhoria das condições de vida de seus meninos e meninas. Aquelas comunidades que alcançarem os avanços propostos serão certificadas publicamente pelo Unicef ao final de 2011. Gestores municipais e submunicipais, vereadores, empresas, organizações sociais, veículos e profissionais de comunicação também serão mobilizados e reconhecidos pelas melhorias que ajudarem a concretizar. Entre as metas já definidas estão a redução da mortalidade neonatal e da taxa de homicídios de adolescentes, a ampliação da cobertura pré-natal, dos programas de atendimento à saúde da família e das vagas em creches e escolas de educação infantil e a diminuição da diferença percentual entre negros, brancos e indígenas em diversos indicadores sociais. "O Unicef deseja fortalecer sentimentos de pertencimento, de responsabilidade coletiva e coesão social a fim de reduzir a vulnerabilidade, o isolamento e a exclusão de crianças e adolescentes das comunidades populares dos centros urbanos." afirma Luciana Phebo, coordenadora do Unicef para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. As comunidades que quiserem participar da Plataforma precisam se organizar internamente e formar um Grupo Articulador, composto por representantes de
Premiação Para ser premiada, cada comunidade deverá formar Grupos de Adolescentes Comunicadores, que serão capacitados a desenvolver ações e produtos de comunicação para mobilizar suas comunidades em torno das metas. Em seguida virá o Desenvolvimento de Capacidades, a partir de atividades de formação que ampliem as competências e fortaleçam os membros do Grupo Articulador Local, agentes e comunicadores comunitários e adolescentes multiplicadores. A Mobilização Local deve se dar por meio de ações permanentes de comunicação, promoção de eventos locais e estímulo ao envolvimento de toda a comunidade para o alcance das metas, enquanto a Participação Social será avaliada a partir da realização de atividades coletivas, como o mapeamento das forças e dos problemas da comunidade, a construção de um plano de ação, a promoção de campanhas e mutirões, entre outras ações que a comunidade considere relevantes. Por fim será feito o Monitoramento e a Avaliação das ações, com a realização de pesquisas de percepção e fóruns comunitários que analisarão a qualidade dos serviços voltados para a infância e a adolescência na comunidade e seus arredores, comparando dados de 2009 e 2011. O monitoramento será acompanhado de um sistema de pontuação, que também avaliará a qualidade das ações de participação social. Os resultados valerão pontos, que definirão as comunidades que serão certificadas.
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