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Cooperativa chama atenção na Mostra de Empreendedorismo e Inovação TecnológicaEm Cuiabá, a Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro de Caprinos e Ovinos de Cabaceiras (PB) mostra por que é um sucesso
Uma cooperativa formada por curticultores e artesãos de um pequeno distrito do interior da ParaÃba é um exemplo de sucesso. Criada há seis anos, a Cooperativa dos Curtidores e Artesãos em Couro do Distrito de Ribeira (Arteza), localizada no municÃpio de Cabaceiras, teve seu trabalho apreciado na Mostra de Empreendedorismo e Inovação Tecnológica, evento paralelo ao XII Encontro Latino-americano de Empreendedores, realizado em Cuiabá, no perÃodo de 12 a 14 de outubro.
Em parceria com o Sebrae da ParaÃba, os cooperados profissionalizaram a atividade e conseguiram ampliar o mercado. A capacitação, além do aprendizado de novas técnicas, incluiu inicialmente a consultoria de um designer que acompanhou a qualidade e a adequação das peças fabricadas pelos artesãos. Hoje, a cooperativa beneficia cerca de 50 pessoas, que recebem um salário mensal de aproximadamente R$ 400,00.
Segundo José Itamar Ramos, presidente da Arteza, o maior problema enfrentado pela cooperativa é a falta de recurso para maior investimento e a necessidade de capacitação das pessoas envolvidas. “Para resolver o problema da capacitação, recorremos a parceiros, como o Sebrae e o Senai, e ao programa ParaÃba em suas Mãos, mantido pelo governo do estado. Mas ainda não conseguimos resolver efetivamente esse problema”, comenta Ramos.
As máquinas utilizadas para cortar o couro, importadas da Alemanha, foram compradas com a ajuda do governo federal e do governo do estado da ParaÃba. A produção mensal é de cerca de 10 mil peças de artesanato. No entanto, a cooperativa tem capacidade para beneficiar um volume maior. "O que falta é mais mão-de-obra especializada", explica Ramos.
A atividade coureira em Cabaceiras teve como estÃmulo o fato de o municÃpio ser um dos principais produtores de caprinos e ovinos da região. A confecção de chapéus, bonés, sapatos, artigos de vaquejada e cintos, é passada de pai para filho/a.
Todos os anos, a cooperativa marca presença em feiras interestaduais, o que garante a venda dos produtos. Alguns compradores já exportam os produtos para outros paÃses. Os contatos feitos durante as feiras viram pedidos, normalmente fechados diretamente com os lojistas e importadores.
Outras Informações:
Por Cláudia Mohn – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Colaboração: Agência Sebrae de NotÃcias |
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