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Ações brasileiras disputam prêmio da ONUPremiação contempla iniciativas que conciliem conservação da biodiversidade e combate à pobreza.
A premiação, chamada Prêmio Equatorial (http://www.equatorinitiative.org), recebeu 310 inscrições de países da Ásia, África e América do Sul e Caribe. Cinco dos finalistas vão receber um prêmio em dinheiro de US$ 20 mil, como um reconhecimento por estarem entre os que apresentam melhor exemplo comunitário de adaptação às mudanças climáticas e respeito à biodiversidade na agricultura. Entre os 25 finalistas, há de trabalhos em apicultura a ecoturismo, de reflorestamento a restauração de mangue, de fazendas de ostras a plantação de algodão, de bancos de sementes a empréstimo de microcrédito, de proteção de elefantes a de hipopótamos. O Brasil será representado pela COOPYAWA (Cooperativa Agro-extrativista Yawanawa) e pelo POLOPROBIO Rio Branco (Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais). A COOPYAWA ajuda a gerar renda por meio da conservação e promoção do urucum na comunidade indígena Yawanawa. Os yawanawas passaram a explorar a planta, usada em cosméticos, em substituição ao látex, em 1992. Em 2003, o grupo assinou um acordo com a Corporação Aveda, que vende cosméticos feitos de urucum explorando a marca Yawanawa. O POLOPROBIO é um instituto científico e tecnológico que pesquisa a conservação da biodiversidade e de meio de vida sustentáveis. A principal realização do grupo foi o desenvolvimento de tecnologia usada no processamento de borracha nativa — um processo que combina técnicas tradicionais com conhecimento científico e equipamento industrial adaptados para o uso na floresta. A aplicação dessa tecnologia tem contribuído significativamente para a redução da pobreza na região de Rio Branco, ao gerar oportunidades de emprego e renda de uma forma que contribui para a proteção da biodiversidade. "Os selecionados para o Equator Prize 2008 são modelos de comunidades pelo mundo”, diz Veerle Vandeweerd, diretor do Grupo de Meio Ambiente e Energia do PNUD Internacional, sobre a cerimônia desta segunda-feira. “Grupos locais estão na linha de frente da conservação e da redução da pobreza, e é fundamental que nós reconheçamos suas práticas sustentáveis e usemos seus sucessos como uma bússola para formação de políticas.”
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