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RTS inicia construção de metodologia de incubação de redes de reciclagemProcesso agregará novas instituições e deve resultar em oficina para o detalhamento de proposta para médios e grandes centros urbanos
O processo de contribuição estará aberto, via internet, até o dia 09 de junho, quando será marcada uma oficina para o detalhamento de uma primeira versão da metodologia. "É só o início de um processo que envolverá outras instituições. Nosso objetivo é identificar quais são os desafios comuns e como a articulação da RTS pode contribuir para superá-los", diz a secretária-executiva da RTS, Larissa Barros. A nova metodologia deve ser aplicada nos médios e grandes centros urbanos, com ênfase na articulação de cooperativas de catadores baseadas na auto-gestão. “A idéia é identificar pontos gerais comuns a todas as experiências e sistematizar isso em uma metodologia. É claro que há particularidades nas diversas iniciativas que terão de ser respeitadas”, avalia Márcia Amaral, representante da Petrobras. Segundo Pedro Ivo Dapper, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico, Educacional e Associativo (Ibraes), o grupo também deve se debruçar sobre os atuais obstáculos em curso na implementação de redes de reciclagem. “O grande fim deve ser a emancipação econômica, social e política do catador. As redes de cooperativas caminham nesse sentido, mas nem sempre dão certo. Temos de ver também estes erros”, afirmou. Participaram da reunião representantes da Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico, Educacional e Associativo (Ibraes), Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento, Emprego e Cidadania (Ceadec), Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UnB (CDT/UnB), Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop) e das organizações Ecoidéia, Guardiões do Mar e Pangea. Dificuldades Estimativas do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) apontam para a existência cerca de 800 mil catadores no Brasil. De acordo com levantamento do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a maioria ainda enfrenta condições degradantes de trabalho. Apenas 4% dos seus associados participam de empreendimentos organizados, ao passo que 74% vivem desarticulados e desprovidos de capital e qualquer tipo de equipamento de segurança individual. "A estrutura brasileira certamente não é muito diferente disso", avalia Jéferson Souza, consultor em projetos de políticas sociais da Petrobras. De acordo com representantes de cooperativas presentes à reunião, estes problemas são fortemente agravados pela falta de infra-estrutura e equipamentos básicos, provocando dificuldades em estocar a matéria-prima e a diminuição do valor de venda. Também conta contra a capacidade de negociação da categoria a existência de poucas experiências de comercialização centralizada e de captação de materiais a partir dos chamados grandes geradores, o que gera dificuldade de trabalhar em escala e superar os intermediários. “É mais fácil convencer cinco grandes empreendimentos para doar muito ou 20 mil pessoas para doar pouco? A coleta a partir de grandes geradores ainda é pouco explorada”, diz Antônio Bunchaft, do Pangea. Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS
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