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Prêmio FBB de Tecnologia Social: Região SudesteJulgamento das 24 certificadas considera inovação, modelo, transformação social e reaplicabilidade
A premiação é concedida, a cada dois anos, para identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais. O conceito compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social. Todas as 24 Tecnologias Sociais selecionadas nessa fase receberão o troféu de “Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social – Edição 2007”. O resultado final será conhecido às 19h30 de 12 de novembro, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil, em Brasília (DF) e cada uma das oito instituições vencedoras receberá R$ 50 mil. Os recursos deverão ser destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da Tecnologia Social premiada. O Prêmio foi dividido em oito categorias: “Região Geográfica – N/NE/CO/SE/S”, “Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos”, “Direitos da Criança e do Adolescente” e “Gestão de Recursos Hídricos”. A quarta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é realizada em parceria com a Petrobras, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da KPMG Auditores Independentes. Conheça um pouco das Tecnologias Sociais. Nesta matéria, veja as finalistas da categoria “Região Sudeste”: Médicos levam a saúde em barco O Brasil possui milhares de pessoas em condição de isolamento. É o caso de 40 mil índios da região do Alto Rio Negro, na Amazônia. Para eles, procurar atendimento médico especializado implica no deslocamento para os centros urbanos, na interrupção do trabalho na lavoura, geralmente de subsistência, e, ainda, na mobilização de toda a família para a viagem, que pode durar vários dias de barco. Além de acarretar gastos com deslocamento, alimentação, hospedagem, os indígenas podem, ainda, não encontrar pronto-atendimento. Preocupado com a situação, um grupo de médicos-cirurgiões voluntários do interior de São Paulo criou a Associação Expedicionários da Saúde com a proposta de contribuir para a melhoria da saúde indígena no Brasil. As viagens do grupo começaram em 2005 e, até abril de 2007, a equipe já tinha realizado 2.416 consultas e 489 cirurgias, a maioria oftalmológica, geral, ortopédica e ginecológica, em comunidades do município de São Gabriel da Cachoeira. No início do projeto, o trabalho era realizado nos hospitais mais próximos. No entanto, para ficar ainda mais perto da população, os voluntários criaram o Centro Cirúrgico Móvel, montado a cada viagem com equipamentos doados ou emprestados e o apoio das comunidades e dos profissionais da rede de saúde local. É deles a responsabilidade de fazer a triagem e o diagnóstico dos pacientes antes da chegada dos expedicionários, compostos por médicos, enfermeiros, engenheiros e técnicos.
Programa capacita mulheres no diagnóstico do câncer de mama O projeto Mamamiga – Saúde em nossas mãos capacita profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) e lideranças comunitárias para a detecção precoce do câncer de mama por meio de exame clínico e auto-exame. Desenvolvido no município mineiro de Santa Luzia, com 219 mil habitantes, a ação foi baseada em pesquisas que indicaram ser o diagnóstico tardio o responsável pela alta taxa de mortalidade entre as mulheres da cidade. A base do problema era a falta de conhecimento e informação de pacientes e profissionais da saúde sobre a conduta clínica apropriada em relação à doença. “A tecnologia de ponta é inútil para mulheres que não têm plano de saúde. Para salvar suas vidas, tínhamos que apostar em uma Tecnologia Social”, explica o médico Thadeu Rezende Provenza, diretor presidente da Associação de Prevenção do Câncer de Mama na Mulher, entidade responsável pelo projeto. O modelo didático Mamamiga é, portanto, um instrumento facilitador para a compreensão das possíveis alterações mamárias. Ele é composto por um CD interativo com vídeos educativos que explicam a prática correta e completa do auto-exame e do exame clínico, exemplos de oficinas, dinâmicas de grupo e auto-cuidado, além de um protótipo, construído em silicone, com quatro possibilidades de diagnóstico. Suas funcionalidades são apresentadas ao público-alvo em oficinas de capacitação. Entre junho e dezembro de 2004, 135 agentes do PSF foram capacitados. Eles atendem mais de 63 mil mulheres com 20 anos ou mais. Entre outros indicadores de resultados, ficou demonstrado que 99% delas sentiram-se capazes de identificar alterações nas próprias mamas durante o auto-exame. Antes da prática educativa, a parcela era de 12,6%.
Nova Iguaçu possui 103 escolas e cerca de 60,6 mil estudantes matriculados em 2007. O município tem um desafio universal a vencer: como abrir a escola à participação comunitária. Outro problema enfrentado passa pela vida da criança fora do horário regular e a relação estabelecida com a família. As famílias não têm recursos para que seus filhos aprendam línguas estrangeiras, informática, teatro ou pratiquem esportes. Para enfrentar essas questões, a Prefeitura de Nova Iguaçu criou o projeto Bairro-Escola, que permite a oferta, em horário integral, de atividades no contra-turno escolar. As atividades foram pensadas como meio de interagir com o bairro, não apenas a partir dos conteúdos desenvolvidos, mas também pela ocupação de seus espaços. Assim, a sala da Igreja antes utilizada somente aos domingos, passou a abrigar as aulas de xadrez; a piscina do clube, ociosa nos dias de semana, vem sendo utilizada para natação; e a associação de moradores do bairro cedeu o pátio externo para realização de oficinas teatrais. As crianças saem da escola acompanhadas por um monitor e caminham pelo bairro até o espaço das atividades. Para isso, foi preciso conversar com comerciantes, motoristas de ônibus, agentes de trânsito e outros agentes do bairro, para que compreendessem em que medida sua contribuição seria fundamental para a educação. Foi criado, ainda, uma instância para decidir sobre as novas demandas criadas: o Conselho Bairro-Escola, que vem sendo formado nos bairros e é composto por lideranças locais, representantes da escola, moradores, comerciantes, parceiros e membros do governo. A partir da primeira Escola de Horário Integral, em março de 2006, o programa foi expandido para outras 19 escolas de 15 bairros da cidade. Isso significa que o Horário Integral vem sendo oferecido a 11.805 estudantes da rede e tem a participação de 359 oficineiros e 360 voluntários. Outras Informações: Fonte: Assessoria de imprensa da Fundação Banco do Brasil (FBB) |
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