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Para sobreviver, uma Rede precisa extrapolar e quebrar paradigmasAs comunidades locais só sobreviverão, se ultrapassarem os limites dos territórios e da realidade social nas quais estão inseridas.
Para o consultor, as comunidades locais só sobreviverão, se ultrapassarem os limites dos territórios e da realidade social nas quais estão inseridas. Isso significa que elas devem ligar-se a outras comunidades, de diferentes locais, sem haver hierarquia entre elas. “O centro dessa rede pode ser qualquer um dos pólos, basta mudar a referência”, explicou. Chegar a esse estágio, segundo ele, requer muitas discussões a respeito do tema e vontade para modificar os paradigmas instituídos. “Além de debates em espaços como este, as pessoas precisam procurar o novo, o diferente, conhecer coisas inusitadas. Só assim, as inovações de hoje poderão ser as relações institucionalmente aceitas de amanhã”, disse. Cotidiano Cássio explicou que as relações entre os órgãos de uma Rede devem ser como as relações sociais entre amigos e namorados. “A vida cotidiana está repleta de ações em rede. Entre os amantes, não há uma relação de hierarquia, mas de reciprocidade e compartilhamento”, disse. A questão da territorialidade, segundo o palestrante, também deve ser extrapolada. “Quando falamos em nossa comunidade, nosso bairro, estamos nos limitando. A relação entre Redes extravasa isso”, completou Cássio, lembrando que as relações em Rede devem ser feitas por interesses comuns e não por espaços físicos. Por Jorge de Castro Fonte: www.expobrasil.org.br
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