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Associação Santa Fé participa de evento no MéxicoO evento discutiu a urgência no direcionamento de ações de atendimento integral a crianças e adolescentes que vivem nas ruas
Representantes da Associação Beneficente Santa Fé acabaram de participar do Seminário Atenção Integral a Meninos e Meninas em Situação de Rua na América Latina. Realizado no México, o evento foi promovido pela Agência Internacional de Cooperação Japonesa e pela Secretaria das Relações Exteriores mexicana. Na ocasião, os/as integrantes da Santa Fé dialogaram sobre a construção de um plano de atendimento integral a beneficiários/as de programas sociais, em 15 países da América do Sul e da América Central. As iniciativas previstas são semelhantes às atividades da Associação que, desde 1993, atua em São Paulo com projetos de atendimento a crianças e adolescentes que vivem nas ruas da cidade. Segundo José Queiroz, coordenador de Desenvolvimento Institucional, “o objetivo do Seminário foi trocar experiências e alertar os países envolvidos a respeito da urgência do direcionamento de ações e soluções ligadas a crianças e adolescentes que vivem nas ruas”. INSTITUCIONAL - Em 2005, a Associação foi premiada pela Fundação Banco do Brasil, na categoria Direitos da Criança e do Adolescente, com a Tecnologia Social Escola Ambulante. Esse programa consiste na intervenção e atendimento a crianças e adolescentes que estão nas ruas. É realizado um mapeamento e fortalecimento das redes de escolas temporárias em praças públicas com a realização de oficinas – teatro, dança, circo, artes plásticas, leitura, entre outras. Essa intervenção possibilita o conhecimento aprofundado da realidade do grupo e do/a indivíduo/a encontrado/a, promovendo o desenho de ações adequadas para o resgate e o seu retorno para casa. Esse projeto já foi desenvolvido em diversas regiões de São Paulo, com o atendimento a mais de 500 crianças e adolescentes em situação de rua. A propostade trabalhoda Santa Fé é sistêmica e composta também por três programas. O De Volta para Casa utiliza a metodologia de ambiento-terapia e é desenvolvido em três casas-residência para um total de 60 crianças e adolescentes. O Mudando a História, por sua vez, promove a necessária transformação do quadro de miséria das famílias que têm crianças abrigadas em instituições, por meio do desenvolvimento de ações de formação profissional e empregabilidade, orientação para acesso aos serviços e programas públicos e à rede de apoio do local de residência, atendimentos emergenciais, regularização de documentação, encaminhamentos para cuidados com a saúde, tratamentos especializados, além de apoio para elaboração de projeto de vida, reforma de casa e geração de renda. Já o programa Usina Cultura prevê a capacitação para a emancipação, estendendo-se além dos 18 anos, provendo o apoio afetivo, material e emocional, assim como, a troca de experiência com os/as já emancipados/as, promovendo a formação de uma rede de relações solidárias necessárias para que esses/as jovens alcancem autonomia e emancipação sustentável. Todos os programas e projetos da Santa Fé são norteados por uma metodologia que tem como fundamento a crença de que somente faz sentido resgatar esse menino ou menina e seus familiares, reconhecendo sua condição de sujeito. “Além de prover seus direitos fundamentais de cidadão, é necessário resgatar sua auto-estima, capacitando-os para o pleno exercício da cidadania. Ou seja, torná-los capazes de ler e compreender o mundo para agir, transformar e gerir suas condições e responsabilidades pessoais e comunitárias”, explica Queiroz. DESAFIOS - Em 2006, a Associação Beneficente Santa Fé atendeu a mais de 200 pessoas, entre crianças, adolescentes e seus familiares. Com recursos insuficientes para se manter, o principal desafio da Santa Fé é construir sua sustentabilidade. O objetivo dos/as coordenadores/as e dos/as voluntários/as para 2007 é captar recursos para implementar a Escola Ambulante. A Associação quer aprimorar ainda mais seus processos e procedimentos para conferir maior eficiência e capacidade de intervenção na sociedade. Outras Informações: Por Cláudia Mohn – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) |
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