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Instituições da RTS participam de reunião em Belém


Encontro semelhante foi realizado em Manaus, dia 9 de julho

 Foto: Arquivo RTS
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 Integrantes da RTS farão outras reuniões presenciais
17/07/2008 - Na última segunda-feira, 14 de julho, instituições que integram a RTS e têm atuação no estado do Pará participaram de uma reunião, em Belém, no Instituto Universidade Popular (Unipop). Também compareceram membros do Comitê Coordenador da Rede. A iniciativa faz parte da estratégia de atuação, pactuada este ano, que prevê a realização de encontros locais, com “pontos” da Rede, sempre que possível. “A RTS foi criada com o objetivo de desenvolver relações horizontais e democráticas. Isso é um processo e estamos aproveitando todas as oportunidades de encontro. Trata-se do fortalecimento da RTS”, explica a secretária executiva Larissa Barros.

Durante a abertura da reunião, Aldalice Otterloo, diretora geral da Unipop e representante da Abong no Comitê Coordenador da RTS, fez um convite para que todos/as pensassem “o que nos levou à Rede e o que queremos”. Na seqüência, houve a exibição de vídeo sobre Tecnologias Sociais (TSs) e uma reflexão sobre esse conceito. Os/as participantes tiveram oportunidade de compartilhar suas experiências considerando o que identificam como TSs. No estado paraense, há iniciativas em diversas áreas: fruticultura, horticultura, cadeias produtivas, manejos sustentáveis, educação, comunicação, cultura, alfabetização digital, confecção de brindes sociais, direito humano à alimentação, medicina popular, prevenção à DST/Aids etc.

Tais ações têm o protagonismo da comunidade, representam efetivas soluções de transformação social e, por isso, algumas já foram reconhecidas por meio de prêmio. É o caso da Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (Apacc), finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, com as “Redes Locais Tecendo Saberes Agroecológicos”. Outra iniciativa da Apacc foi certificada e está no Banco de TSs da Fundação: “Aprimorando o Manejo de Açaizais Nativos”.

Durante a reunião, foi possível perceber a preocupação em se considerar os processos que envolvem uma Tecnologia Social. “Produzimos um jornal. O importante não é a ferramenta por ela mesma, mas o que vivenciamos durante a construção desse material. Esse processo permite a integração entre grupos e o surgimento de idéias”, explica Alex Pamplona, articulador da Unipop.

Déa Santos Melo, coordenadora geral da organização Mana-maní, ressaltou que é preciso conscientizar as comunidades sobre suas riquezas: “Devemos recuperar o saber e utilizá-lo no cotidiano. Também precisamos nos fortalecer enquanto povo. Por exemplo: nas férias, os brasileiros que viajam costumam ir para o Sudeste ou o Nordeste. Não vão para a Amazônia, não optam por conhecer as regiões ribeirinhas. Então, como vamos cuidar da floresta? Isso não será possível se não nos reconhecermos como tal”.

As reflexões também abordaram a importância da RTS para que as instituições desenvolvam dinâmicas de rede e aprofundem as atividades no âmbito das Tecnologias Sociais. A presidente do Forproex e pró-reitora de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), Ney Cristina, afirmou que trata-se de uma nova caminhada para a extensão universitária: “Nossa participação na Rede facilita aprendizados. Também pretendemos provocar a socialização do conceito de TS. Fazer parte da RTS significa, portanto, aproximar a universidade da realidade social, para que ela se reveja enquanto formadora de novos sujeitos, de uma consciência social e ambiental, da transformação social para um mundo que desejamos. É um movimento mútuo, para dentro e para fora da universidade”.

 Foto: Arquivo RTS
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Instituições com atuação no Pará participam de encontro

Encaminhamentos

Ao final do encontro, realizado em Belém, a Unipop colocou-se à disposição para garantir a continuidade dessa dinâmica, por meio de reuniões presenciais. “Temos nosso papel no que diz respeito ao funcionamento da RTS. Temos a responsabilidade de fazer com que essa Rede seja bem sucedida. A criação de um calendário para reuniões freqüentes fará com que a gente se comprometa mais com a Rede e possa fortalecê-la”, reflete Luís Augusto Ramos, educador da Unipop.

Também foi sugerido que as instituições compartilhassem, cada vez mais, informações sobre Tecnologias Sociais. Ainda este ano, a RTS iniciará a construção de sua Plataforma de Gestão do Conhecimento, uma espécie de banco de dados participativo que deverá armazenar grande quantidade de informações sobre TSs. “A colaboração das instituições na alimentação dessa Plataforma será fundamental. É preciso divulgar, o máximo possível, todos esses saberes”, completou Larissa.

A seguir, as instituições que participaram da reunião:

-    Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong)

-    Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (Apacc)

-    Cifor/Embrapa

-    Coletivo Jovem de Meio Ambiente - Pará

-    Fórum da Amazônia Oriental (Faor)

-    Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex)

-    Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

-    Instituto Universidade Popular (Unipop)

-    Mana-maní

-    Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA)

-    Movimento de Promoção da Mulher (Moprom)

-    Novos Curupiras

-    Petrobras

-    Rede de Educação Cidadã (Recid/PA)

-    Universidade Federal do Pará (UFPA)

Reunião em Manaus

Encontro semelhante, com o objetivo de “tecer a Rede”, foi realizado em Manaus, dia 9 de julho. Na capital amazonense, houve a participação das seguintes instituições:


-    Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab)

-    Fundação Vitória Amazônica

-    Grupo de Trabalho Amazônico (Rede GTA)

-    Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia

-    Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela)

-    Organização Solidária Amigo Cidadão

-    Sociedade Brasileira de Educadores pela Paz (Sbep)


Por Michelle Lopes – Assessora de Comunicação da RTS

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