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Grupo da UFMG desenvolve banco de dados para facilitar escolha de componentes e materiais construtivos


Objetivo do sistema é disponibilizar informações para projetos de construção habitacional de pequeno ou médio porte, à autoconstrução e propostas habitacionais de gestão participativa.

Foto: Permacultura sem fronteiras
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Projeto da UFMG faz parte da rede cooperativa de pesquisa Desenvolvimento e difusão de tecnologias construtivas para a Habitação de Interesse Social

10/09/20008 -
O grupo de pesquisa Morar de Outras Maneiras, da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está desenvolvendo uma “wikipedia” para o setor de habitação. A equipe trabalha em um banco de dados de componentes e processos construtivos que será disponibilizado na internet para ser ampliado por usuários da comunidade da construção civil. O desafio do grupo é desenvolver uma ferramenta de mediação de caráter aberto e contribuir com a troca de informações, para facilitar a escolha de componentes e materiais construtivos e auxiliar na distribuição de conhecimento sobre processos construtivos.

“No horizonte da proposta está a idéia de democratização do acesso aos recursos técnicos e ao conhecimento a eles relacionado”, explica a professora Silke Kapp, coordenadora do projeto Instrumentos de apoio ao projeto de habitação com sistemas construtivos alternativos (IDA), que tem apoio do Programa de Tecnologia de Habitação (Programa Habitare), da Finep, e também do CNPq. Atualmente o projeto faz parte da rede cooperativa de pesquisa Desenvolvimento e difusão de tecnologias construtivas para a Habitação de Interesse Social, financiada pelo Programa Habitare.

Segundo a professora, o objetivo do sistema IDA é disponibilizar informações para auxiliar projetistas, construtores e outros interessados nas decisões de projeto e construção – especialmente aquelas relacionadas à construção habitacional de pequeno ou médio porte, à autoconstrução e propostas habitacionais de gestão participativa.

O sistema proposto é interativo e colaborativo, com diversos ambientes. Entre eles, glossário de termos da construção; mecanismos de busca de processos e componentes com opções de filtros  –  para localização geográfica, porte da obra, tipo de mão-de-obra a ser empregada, tipo de equipamentos e de material, por exemplo. Permite também consulta a fichas técnicas de processos, componentes, materiais, equipamentos e fornecedores. O banco de dados vai possibilitar ainda experiências com visualização 3D e manipulação de componentes em modelos digitais, além do ambientes de introdução de conteúdo.

"Todas as pessoas que participam do sistema têm, em princípio, as mesmas possibilidades de utilização de qualquer um dos ambientes, numa relação que podemos denominar interatividade real”, explica Silke. Ela lembra que o termo "interatividade" tem comparecido no contexto de muitos sistemas digitais para indicar simplesmente a possibilidade de um usuário escolher entre conteúdos pré-programados, sem inserção (input) de informações e geração de respostas adequadas a partir do cruzamento dessa inclusão com conteúdos já existentes.

“Algo como um website de diversas páginas vinculadas entre si não é, em rigor, um sistema interativo, pois o usuário não interfere decisivamente em nada do que a ele se apresenta. Em contrapartida, a interatividade real é aberta e receptiva a dados novos, com a possibilidade de qualquer usuário acrescentar informações, tal como acontece, por exemplo, nos websites do tipo wiki e em softwares colaborativos”, explica Silke.  Segundo ela, como nos demais sistemas, a responsabilidade pela informação também deve ser compartilhada.

 “O sistema IDA não pretende constituir um novo mecanismo de controle ou certificação de produtos, nem um novo veículo publicitário. Suas informações não são avaliadas ou censuradas previamente por nenhuma equipe técnica ou gerencial. O conjunto dos usuários – sejam eles fabricantes, pesquisadores, arquitetos, mestres de obra, operários experientes ou leigos – detém a responsabilidade tanto da inserção como da utilização”, alerta Silke. “A informação adquire mais valor, relevância ou utilidade a partir do momento em que é construída por e para uma diversidade de pessoas”, considera a professora.

Saiba Mais

O Grupo MOM (Morar de Outras Maneiras) é direcionado ao desenvolvimento de processos que possibilitem a indivíduos ou comunidades:

-  obter e trocar informações em todas as etapas de construção e/ou reforma de moradias;

- estabelecer diretrizes e regras conjuntas para a ocupação coletiva ou compartilhada de espaços urbanos;

- projetar o espaço de moradia;

- obter desenhos e outros documentos úteis aos processos de decisão ou construção junto a instituições;

- adquirir componentes e materiais construtivos adequados e passíveis de reuso e reciclagem;

- adquirir conhecimentos e habilidades para a construção segundo processos convencionais ou alternativos.

Leia mais no artigo  Sistema IDA: informação colaborativa para a produção autônoma, apresentado no III Encontro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção Civil.

Outras Informações

Professora Silke Kapp
Endereço eletrônico: skapp@arq.ufmg.br
Telefone: (31) 3227-2371 ou 3269-1839
Professora Denise Morado Nascimento
Endereço eletrônico: dmorado@arq.ufmg.br
Telefone: (31) 3313-3044 ou 3269.1816


Fonte: Assessoria de Comunicação do Programa Habitare/Finep

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