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Fundação BB inaugura 100 fossas sépticasNo entorno do Distrito Federal, mais de mil famílias utilizam a tecnologia
05/03/2008 - Uma Tecnologia Social, de saneamento básico na área rural, está modificando a vida de famílias que vivem nos municípios ocupados pela usina hidrelétrica de Corumbá 4, em Goiás. O objetivo é substituir as fossas negras das propriedades rurais - responsáveis pela disseminação de inúmeras doenças, como diarréia, hepatite e cólera - por fossas sépticas biodigestoras, que tratam o dejeto humano e produzem adubo orgânico líquido para culturas perenes. Às 10h do dia 8 de março, cem unidades do projeto serão inauguradas na cidade de Santo Antônio do Descoberto/GO e outras 195 serão construídas em outros municípios da região, como Abadiânia e Luziânia. No total, a Fundação Banco do Brasil já reaplicou a tecnologia em propriedades de mais de mil famílias no entorno do Distrito Federal. Na cidade de Cristalina (GO), a Tecnologia Social foi reaplicada em dois assentamentos, de forma a garantir a saúde dos agricultores. No município, os agricultores já colhem os frutos do uso do adubo orgânico: plantam arroz, feijão, milho, mandioca, maracujá, manga, goiaba, laranja, chuchu, batata baroa, além de verduras e legumes. Além de garantir a subsistência, as famílias estão se organizando para comercializar o excedente. Algumas, por meio de outra tecnologia, a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), já conseguem uma renda mensal de R$ 450,00 com a venda dos alimentos produzidos. O custo de implantação do projeto de saneamento básico rural é de R$ 1,2 mil. Sobre a TS A Tecnologia Social de saneamento básico rural, composto por clorador de água e fossa séptica biodigestora, evita a contaminação de água, uma vez que o processo de fermentação elimina os coliformes fecais, agentes causadores de doenças, como diarréia, hepatite e cólera, entre outras. O clorador é utilizado para purificar a água na dose recomendada de 1ppm a 3ppm por cada caixa de 500 litros ou 1000 litros. Dessa forma, evita a contaminação de doenças transmitidas por via hídrica. O uso de ambas tecnologias soluciona, de forma simples, barata e eficaz o problema de saneamento rural. O sistema é adotado desde 2000 e a avaliação dos usuários é positiva. O projeto de fossa séptica é composto por três caixas d'água de 1000 litros cada, conectadas entre si por tubulações de PVC. Apenas o encanamento dos vasos sanitários é ligado ao sistema de caixas, que são enterradas no solo e vedadas para impedir a entrada de ar. Na primeira caixa, esterco fresco é colocado para agilizar o processo de fermentação no ambiente anaeróbico e a eliminação dos coliformes fecais.O efluente produzido por ação da digestão bacteriana das fezes é utilizado como adubo líquido orgânico, com elevado potencial nutricional, servindo para fertilizar hortas e pomares. A tecnologia, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de São Carlos/SP (Embrapa Instrumentação Agropecuária), foi vencedora, em 2003, do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Outras informações estão no Banco de Tecnologias Sociais: Corumbá 4 A hidrelétrica está localizada a 100 quilômetros de Brasília. Cinco vezes maior que o lago Paranoá, a usina será usada no abastecimento do Distrito Federal e de várias cidades, podendo atender até 30 milhões de habitantes. Segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), o lago de Corumbá 4 conseguirá suprir 15% da atual demanda do DF. As fossas sépticas ajudam a preservar o lençol freático e as nascentes, evitando a contaminação da represa. Sugestão de programação Visita a projeto de Saneamento Básico na Área Rural, em Cristalina/GO Inauguração de 100 fossas sépticas em Santo Antônio do Descoberto/GO Outras Informações Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da RTS |
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