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Engenheiro e químico criam máquina de tijolos ecológicos


Além de gerar uma economia de 40% no custo da obra, tijolo ecológico não demanda desmatamento nem queima de carvão durante sua fabricação

Foto: gaiaterranova
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10/12/2008 - Os cordeiropolenses Fábio Celote e Marco Gomes desenvolveram uma prensa hidráulica de tijolos ecológicos, que utiliza entulhos, sobras industriais, argilas e areia na confecção do material.

A prensa foi concluída após dois anos de desenvolvimento e pesquisa da técnica de construção do solo cimento, que vem sendo bastante utilizada no Brasil e que gera uma economia de 40% no custo da obra.

Segundo o químico Marco Gomes, o tijolo é ecológico porque durante o processo de fabricação não há desmatamento e nem queima de carvão, portanto não há lançamento de resíduos tóxicos no meio ambiente. “A natureza é rica em exemplos de utilização do solo na construção de moradias. Diversos pássaros e animais misturam palha picada, crina ou gravetos à massa de terra para dar resistência a seus ninhos. O João de Barro é um dos exemplos, com seu ninho em forma arredondada, em argamassa armada”, contou.

A primeira aplicação conhecida do solo cimento para edificação residencial foi realizada na construção da Cidade de Jericó, que tem aproximadamente 10 mil anos. A Cidade foi totalmente construída com solo, porém o estabilizante utilizado era urina animal e dejetos vegetais.

De acordo com o engenheiro de automação Fábio Celote, o tijolo ecológico é um módulo com texturas, medidas regulares e acabamento bem definido, por isso as correções comuns no assentamento são mínimas, agilizando a obra.

O projeto despertou interesse de vários ambientalistas e construtoras, principalmente do interior de São Paulo, devido ao crescimento da construção civil. Segundo Gomes, há projetos que vão desde a construção de casas populares até as de alto padrão. “Estamos tentando fechar acordos com algumas prefeituras, afim de processar resíduos de construção civil, transformando-os em tijolos, como um novo conceito de reciclagem”, concluiu.

Fonte: Instituto Ethos

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