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Encontro sobre Agroecologia e Inovação dá visibilidade a TSsO Sebrae lançará um edital de apoio financeiro a projetos de difusão de Tecnologias Sociais (TSs) de interesse de micro e pequenos empreendimentos e produtores rurais De 5 a 7 de março, foi realizado, em BrasÃlia, o Encontro “Agronegócios e Inovação”. A iniciativa, do Sebrae Nacional, teve o objetivo de discutir experiências inovadoras em agronegócios. Dentre outras ações, foram apresentadas Tecnologias Sociais (TSs) ligadas à s cadeias produtivas, produtos inovadores, agroecologia e agroenergia. Logo na abertura, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, afirmou que a inovação pode mostrar caminhos para milhares de empresários/as, em suas atividades diárias: “Cada ato que agregou valor, diminuiu tempo, aumentou a produtividade, abriu mercado é um processo de inovação. Portanto, inovar nem sempre significa fazer uma grande revolução, criar um grande produto ou fazer uma grande descoberta. Mas significa uma atitude permanente de melhorar mercadorias, processos e formas de trabalho”. Na seqüência, o diretor administrativo-financeiro do Sebrae Nacional, Carlos Alberto Santos, fez uma análise de conjuntura: “O momento atual, do Brasil, apresenta um crescimento econômico com bases sustentáveis, estabilidade nos preços e aumento de renda”. Para o diretor, o cenário leva a um aumento de demandas e vendas. Mas, ao mesmo tempo, cresce a exigência de qualidade, por parte do consumidor. Também faz parte desse novo panorama a busca de alternativas para a confecção de produtos, técnicas ou metodologias desenvolvidas em interação com comunidades e que representem efetivas soluções de transformação social. Esse conceito é identificado nas Tecnologias Sociais. A fim de estimular essas iniciativas, o Sebrae lançará um edital de apoio financeiro a projetos de difusão de TSs de interesse de micro e pequenos empreendimentos e produtores rurais. “Vamos fazer uma chamada para identificar projetos, Brasil afora. Nosso paÃs já conseguiu desenvolver um certo cardápio de boas Tecnologias Sociais. Há iniciativas de baixo custo, voltadas para a agricultura. Queremos contribuir para que essas TSs, aplicadas em pequena escala, sejam colocadas à disposição de muitas outras pessoas”, anunciou o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza. O edital deverá apoiar propostas que se enquadrem nos seguintes temas: -utilização de bioenergia; -sistemas de produção com aproveitamento sustentável de resÃduos; -sistemas de cultivos agroecológicos; -aproveitamento sustentável de produtos da floresta. APRESENTAÇÕES – Durante o Encontro “Agronegócios e Inovação”, as primeiras Tecnologias Sociais apresentadas foram aquelas existentes na cadeia produtiva de algodão. Na mesa “Experiências inovadoras em marketing e encadeamento produtivo”, Nelsa e Idalina apresentaram a experiência da Justa Trama, a marca de uma cadeia ecológica da qual participam trabalhadores/as ligados a empreendimentos da economia solidária. Agricultores/as, coletores/as de sementes, fiadores/as, tecedores/as e costureiras cobrem todos os elos da indústria têxtil - do plantio do algodão orgânico até a confecção das roupas. “É possÃvel pensar em uma outra economia, com ideologia coletiva. Em todo o processo, um de nossos debates mais importantes foi discutir qual o valor justo a ser pago pelo trabalho que desempenhamos. Talvez, se formos muito justos, não teremos mercado. Então, também neste caso estamos falando de conquistas”, revelou Nelsa Inês Fabian Nespolo, coordenadora da Justa Trama e responsável pela Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens), de Porto Alegre/RS. Cada pessoa ligada à Justa Trama contribui com experiências de empreendimentos anteriores. “Juntar os elos de todos os trabalhadores é um grande negócio coletivo e inovador. Estamos conseguindo fazer com que seja viável uma cadeia produtiva de Norte a Sul do paÃs”, reflete Nelsa. As atividades da Justa Trama têm, como caracterÃstica, envolver produtos e trabalhadores/as de distintas regiões do Brasil, por meio de instituições do Ceará, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O algodão também é a matéria-prima do Consórcio Natural Fashion, que tem, como missão fortalecer a cadeia têxtil do algodão que já nasce colorido, comercializando produtos ecologicamente e socialmente corretos através da valorização da agricultura familiar e do artesanato local. O Consórcio foi fundado no ano 2000 com o objetivo de fortalecer as empresas têxteis e de confecções da cidade de Campina Grande/PB para enfrentar a concorrência acirrada no mercado externo. Para tal, integrantes do Consórcio buscaram um produto que pudesse servir como diferencial competitivo: o algodão colorido. Posteriormente, foi necessária a criação da cooperativa CoopNatural para que a entrada de novos parceiros e a comercialização crescente dos produtos fosse viabilizada. “Campina Grande já foi o segundo maior entreposto comercial de algodão do mundo. Estamos resgatando tudo o que aqueles agricultores vivenciaram, mas agora de forma extremamente moderna, com agregação de valor”, explica a diretora-presidente da Natural Fashion, Maysa Gadelha. Ao final dessas apresentações, o gerente de agronegócios e territórios do Sebrae Nacional, Juarez de Paula, fez uma reflexão enfática, destacando que “a intenção do Sebrae é que, cada vez mais, a economia solidária seja vista como cliente e como oportunidade de negócio”. No perÃodo da tarde, dentre as apresentações sobre produtos inovadores, houve grande interesse pelas embalagens ecossustentáveis derivadas da mandioca. O engenheiro e executivo Cláudio Bastos compartilhou a longa trajetória da CBPAK – Embalagens Eco-sustentáveis no desenvolvimento e comercialização de embalagens de produto que contribuÃssem com o desenvolvimento sustentável. Com uma reflexão teórica, Bastos abordou aspectos ligados ao negócio: tecnologia, risco, capital, mercado e foco. Entre um conteúdo e outro, o palestrante levantou questões pertinentes, como o produtor que trabalha com alimentos orgânicos, mas que o comercializa em embalagens de isopor. Os suportes feitos com derivados da mandioca seriam uma alternativa não-poluente, portanto mais coerente. Bastos também falou sobre as barreiras ultrapassadas pela CBPAK ao longo do processo de inovação tecnológica. Dentre outras, a falta de registro de experiências anteriores, a questão financeira, a burocracia, os atrasos na obtenção de certificados e a inexistência de incentivos fiscais. Mas concluiu otimista: “Há sete anos, trabalhamos nesta área. Para o sucesso de nosso trabalho, considero que houve três aspectos fundamentais: disciplina, persistência e determinação”. PROGRAMAÇÃO - Nos dias 6 e 7 de março, as apresentações e discussões do Encontro foram realizadas com base nas seguintes temáticas: -Empreendimentos Inovadores de Produtos Orgânicos -Empreendimentos Inovadores de Agroenergia -Experiências Inovadoras em Certificação e Indicações Geográficas -Painel de Estudos de Mercados Setoriais O Encontro “Agronegócios e Inovação” contou com a participação de 250 convidados/as, das unidades estaduais do Sebrae e de instituições parceiras. Foi elaborado pelas Unidades de Agronegócios, de Inovação e Acesso à Tecnologia e de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional. Contou, também, com a parceria da Unidade de Parceria e Relações Institucionais e da Unidade de Marketing e Comunicação, do Sebrae Nacional, e da Rede de Tecnologia Social (RTS). Clique aqui para acessar a programação do Encontro “Agronegócios e Inovação” Outras Informações Por Michelle Lopes - Assessoria de Comunicação da RTS
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