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Comitê Coordenador da RTS debate ações para o segundo semestre


O próximo encontro está previsto para o mês de agosto, em Brasília

 Foto: Arquivo RTS
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Reunião do CC/RTS em Belém


18/07/2008 - O Comitê Coordenador da RTS realizou mais uma reunião, terça-feira (15/07). Desta vez, o encontro ocorreu na Universidade Federal do Pará, a convite do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). Na ocasião, houve discussões e decisões sobre: o Sistema de Monitoramento e Avaliação da RTS (Smarts), aprendizados e desafios ligados ao Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), oficina de reciclagem de resíduos sólidos, preparativos para o 2o Fórum Nacional da RTS e 2a Conferência Internacional sobre Tecnologias Sociais.

O Sistema de Monitoramento e Avaliação da RTS (Smarts) deverá ficar pronto ainda este ano. Trata-se de um espaço virtual onde haverá informações sistematizadas sobre: reaplicação de Tecnologias Sociais financiadas por mantenedoras da Rede; e dinâmicas da RTS no que diz respeito à difusão (adesões, eventos, publicações etc.). As atividades ligadas ao  desenvolvimento do Smarts vêm sendo desenvolvidas pelo Grupo de Monitoramento e Avaliação da RTS (GT de M&A), em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). A construção do Smarts é a principal atividade prevista no projeto “Monitoramento e Avaliação das Ações da RTS: um processo de construção coletiva”, patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Para o dialogo sobre os aprendizados e desafios ligados ao P1+2, o coordenador do Programa, Antônio Barbosa, fez uma explanação sobre “O (des)envolvimento rural que queremos”. Ao iniciar com um breve histórico, o sociólogo lembrou que já se gastou, para o combate à seca, na região Nordeste do país, quase o dobro de recursos utilizados para se estruturar toda a Europa após a 2a Guerra Mundial. Isso porque, ao longo dos anos, o caminho apresentado era a construção de grandes obras. Como alternativa a esse modelo, desde 1999, a Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) luta pelo desenvolvimento social, econômico, político e cultural da região, numa opção real pelo mundo rural.

Lançado em abril de 2007, com financiamento da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, o P1+2 tem, como objetivo, ir além da captação de água de chuva para o consumo humano, avançando para a utilização sustentável da terra e o manejo adequado dos recursos hídricos para produção de alimentos (animal e vegetal), promovendo a segurança alimentar e a geração de renda. Recentemente, o Programa encerrou sua etapa demonstrativa. “Nesse período, tivemos um nível de troca de experiências entre agricultores e agricultoras, no Semi-Árido, jamais visto no país”, informou Barbosa. A ASA permanece apostando na troca de informações por meio de intercâmbios: “Nesses processos, ocorrem trocas de mudas e sementes. Estamos falando de biodiversidade. Os intercâmbios também permitem o fortalecimento da auto-estima das pessoas”.

Quanto aos desafios, é preciso refletir sobre a organização das ações ligadas ao P1+2 e como agricultores e agricultoras se percebem dentro desse processo. Outra questão é explicitar sempre o papel da ASA enquanto sujeito político que não pretende ser uma empreiteira, tampouco um “ministério” na região. A Articulação tem, como prioridade,  trabalhar pela captação de água para beber.  Na obtenção de recursos para a realização de suas ações, percebe-se que o Brasil vem enfrentando sérios problemas relacionados ao marco regulatório entre Estado e sociedade civil.

Foto: Arquivo RTS
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Barbosa apresenta avanços do P1+2

Em relação aos próximos passos do P1+2, já estão em andamento as atividades ligadas à fase piloto do Programa, que terá duração de um ano e beneficiará pelo menos três mil  famílias dos estados de Pernambuco, Ceará, Piauí, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba e Minas Gerais. Nesta etapa, houve a ampliação das parcerias, com a adesão do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf/Ministério da Integração Nacional).

Reciclagem

Ainda na reunião do Comitê Coordenador da RTS, foram compartilhadas informações sobre a Oficina de Reciclagem de Resíduos Sólidos, realizada em São Paulo/SP, dia 4 de julho, no Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso). O encontro contou com a presença de cooperativas de catadores e organizações de apoio com reconhecida experiência no tema. Essa foi mais uma etapa da construção da Tecnologia Social “incubação de redes de cooperativas de catadores de materiais recicláveis”.

O objetivo é modelar uma TS capaz de estabelecer uma relação comercial direta das cooperativas com a indústria recicladora, eliminando a figura dos intermediários a partir da estruturação de sistemas integrados de logística, padronização, capacitação e comercialização em rede, entre outros. Terezinha Martins, representante da Fundação Banco do Brasil no Comitê Coordenador da RTS, ressaltou que a meta é “fazer incubações de redes e não de cooperativas, pois essas já estão num determinado patamar de organização. Já as redes deverão perceber as necessidades das cooperativas ligadas, por exemplo, à assistência social, educação escolar e capacitação”.

No primeiro semestre deste ano, foi possível construir um documento sobre essa Tecnologia Social, apresentado na reunião em São Paulo. Para analisá-lo, os/as participantes dividiram-se em quatro grupos, com base nos seguintes itens: diagnóstico, planejamento, execução do projeto e avaliação. Tanto o documento, quanto as contribuições estão disponíveis na Comunidade Virtual da RTS, no espaço sobre Reciclagem. Clique aqui e acesse a comunidade.

Datas

21 de fevereiro de 2008 – Durante reunião do Comitê Coordenador da RTS, o Centro de Estudos Socioambientais Pangea, a ONG Guardiões do Mar e a Petrobras fazem apresentações sobre reciclagem de resíduos sólidos. Discute-se a proposta de construção de uma rede nacional de cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

13 de maio de 2008 - Representantes de instituições da RTS, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e organizações de apoio iniciam a construção de uma proposta de metodologia de incubação de redes de reciclagem.

10 de junho de 2008 - O Comitê Coordenador da RTS discute e faz contribuições à proposta de metodologia de incubação de redes de cooperativas de catadores de materiais recicláveis voltadas à comercialização, passível de reaplicação em escala nos grandes centros urbanos.

4 de julho de 2008 - Oficina de trabalho, tendo vista o detalhamento e a validação da metodologia.

Por Michelle Lopes – Assessora de Comunicação da RTS

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