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CC/RTS debate tecnologia de inclusão de catadoresTecnologias de inclusão de catadores de materiais recicláveis despontam como oportunidades nos grandes centros urbanos
A proposta de construção de uma rede nacional de cooperativas de catadores de materiais recicláveis foi apresentada durante a última reunião do Comitê Coordenador da Rede de Tecnologia Social (CC/RTS), em Brasília, dia 21 de fevereiro. Em discussão pela Petrobras, Fundação Banco do Brasil e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), a iniciativa prevê o desenvolvimento de tecnologias de inclusão social e econômica dos catadores por meio de ações de integração logística, capacitação, incubação, comercialização e difusão de tecnologias de agregação de valor. Um dos principais fundamentos da tecnologia é a articulação em rede entre as cooperativas, tendo em vista estabelecer uma relação comercial direta dos catadores com a indústria recicladora. “Há intermediários que alugam os carrinhos de coleta aos catadores ao mesmo tempo em que compram o material coletado a preços irrisórios, gerando ganhos de até 600%”, alerta o diretor do Centro de Estudos Socioambientais Pangea, Antônio Bunchaft. Durante o encontro, ele apresentou a experiência do Projeto Rede CataBahia, que rompeu este ciclo ao implantar uma rede solidária de coleta e comercialização de materiais recicláveis, em grande escala, a partir da união de seis cooperativas. A iniciativa, que conta com patrocínio da Petrobras e parcerias da Fundação Banco do Brasil, Fundação Avina e MNCR, possibilitou a diminuição dos custos operacionais e melhorias nos preços de venda dos resíduos, aumentando para mais de dois salários mínimos a renda média gerada para cada catador. Entre julho de 2003 e dezembro de 2007, o grupo coletou 15 mil toneladas de recicláveis. Metodologia A metodologia de construção do Projeto Rede CataBahia abarca seis etapas, não necessariamente subseqüentes. A primeira consiste no diagnóstico da composição gravimétrica, quando são aferidos os valores de contribuição de resíduos per capita (kg/habitante/funcionário x dia) e os percentuais da composição dos resíduos domiciliares (matéria orgânica, materiais recicláveis e rejeitos), de modo a orientar o planejamento na hora da coleta. A segunda etapa envolve a assistência social integrada, quando os catadores são cadastrados no Bolsa Família, alfabetizados em articulação ao Programa Mova Brasil da Petrobras e têm seus documentos regularizados. Só então é realizada a capacitação, que traz módulos profissionalizantes com princípios de gestão de cooperativas e de comercialização do material coletado. Por fim, são realizadas a incubação, quando começam a ser estruturados os sistemas de logística de captação de resíduos, padronização da triagem e comercialização em Rede, e as ações de comunicação e mobilização social, com a formação de multiplicadores e ações de educação ambiental. Na reunião do CC/RTS, também foram apresentadas iniciativas da Petrobras na área de reciclagem e a experiência da ONG fluminense Guardiões do Mar, cujo objetivo é disseminar práticas cooperativistas pautadas na economia solidária e no comércio justo por meio da construção de Tecnologias Sociais. Todos os produtos desenvolvidos pela entidade, resultantes de materiais recicláveis, têm valor agregado, o que possibilita ganhos de competitivade no mercado aliados à produção ambiental e socialmente responsável. Clique aqui para acessar a apresentação realizada pela Petrobras Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal RTS |
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