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Álcool é produzido com energia obtida de bagaço


Resíduo de cana-de-açúcar deixou de ser problema ambiental e é usado nas caldeiras para abastecer complexo industrial

Foto: Cooperativa Pindorama
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Material antes jogado no lixo gera economia
mensal de R$ 100 mil

Na Cooperativa Pindo- rama, em Coruripe (AL), o bagaço da cana-de-açúcar beneficiada deixou de ser um problema para o meio ambiente. As 100 mil toneladas de resíduos que são produzidas todos os anos na usina estão sendo transformadas em energia elétrica, adubo para as lavouras e peças artesanais. O aproveitamento do bagaço começou há três anos, quando os cooperados constataram que o material estava causando transtornos para a cooperativa, que já não tinha espaço suficiente para armazenar os resíduos. Ao invés de ser jogado no lixo, o bagaço passou a ser queimado em caldeiras, onde gera energia elétrica para o complexo industrial da entidade, que envolve a produção de etanol (álcool combustível), açúcar e suco de frutas. A eletricidade gerada a partir do bagaço da cana abastece a destilaria de álcool, além da fábrica de açúcar e da fábrica de sucos. “Com a co-geração, estamos economizando R$ 100 mil por mês, que seriam gastos com a compra de energia elétrica”, calcula o presidente da Pindorama, Klécio José dos Santos.


Artesanato ecológico

 
Foto: Arquivo Sebrae
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Josefa e Cleide: renda extra mensal de até R$ 300
Parte do bagaço produzido na Cooperativa Pindorama é destinada à fabricação de peças artesanais, complementando a renda das mulheres dos cooperados. O processamento é feito em um galpão situado na sede da cooperativa, onde foram instalados tanques e painéis para secagem do produto. Depois de moídas, as fibras são lavadas e secadas no sol. O material é aproveitado na confecção de papel, caixas, bijuterias e objetos decorativos. Atualmente, seis artesãs dedicam- se à produção das peças. Além de Maceió, os objetos são vendidos em Fortaleza, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Sergipe. “Há meses em que cada artesã fatura até R$ 300 com a venda da produção”, comemora a agricultora Josefa Ferreira.

 
BIOADUBO

 
Metade do bagaço produzido na Pindorama é destinada à obtenção de biofertilizante. Por força da compostagem, os restos da cana são adicionados a outros resíduos, resultantes do processo de fabricação de açúcar e álcool na cooperativa. Depois de decomposto, o produto é distribuído para os associados, que utilizam o adubo nas lavouras e nos pomares. Além de melhorar a produtividade, os cooperados estão orgulhosos da contribuição ecológica do composto orgânico. “Estamos conseguindo devolver para a natureza parte da matéria orgânica que a cana retirou do solo”, destaca o presidente da entidade, Klécio José dos Santos
 


Outras Informações:

Telefones: (0xx82) 3328-7000 ou 3328-6500
Sítios: www.cooperativapindorama.com.br
www.fat-al.edu.br/cursos_cooperativas.php

Fonte: Revista Sebrae Agronegócios - nº5

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