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Tubo biodegradável substitui saco plástico


Recipiente biodegradável feito com o bagaço da cana será utilizado para o plantio de mudas e deve chegar ao mercado entre 2009 e 2010

Foto: Márcia Gouthier/ASN
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Recipiente biodegradável feito com  bagaço da cana

28/03/2008 - Encontrar alternativas para lidar com os altos índices de poluição ambiental é uma tarefa que mobiliza estudiosos em todo o mundo. Em Araguari (MG), uma pequena empresa do setor de biotecnologia desenvolveu uma solução que substitui os sacos plásticos usados no plantio de mudas. É um recipiente biodegradável, feito com o bagaço da cana. “Estamos prestando um serviço duplo à natureza: primeiro, não descartando materiais poluentes no solo e, segundo, retirando dele um resíduo”, avalia José Rafael da Silva, sócio da Flora Brasil.         

Por ter uma degradação lenta, que pode levar mais de cem anos, o plástico é um dos principais poluentes ambientais. A decomposição do tubo desenvolvido pela Flora Brasil leva entre três e nove meses para se degradar. “O que influencia neste prazo é a camada de polímero do tubo. Quanto maior a camada, mais tempo para se degradar”, explica Silva. O tubo também dispensa preparação para o plantio e não abala a raiz do vegetal, que não perde o embalo do crescimento.

O produto deve chegar ao mercado entre 2009 e 2010, a um custo aproximado de R$ 0,04 a unidade, preço equivalente ao dos sacos plásticos. A produção inicial do recipiente biodegradável para acomodação de plantas, nome técnico do invento, deve alcançar 30 milhões de recipientes por ano. “Será o primeiro tubo biodegradável feito com tecnologia brasileira”, frisa Silva.

Para desenvolver a inovação, a empresa utilizou um recurso de R$ 460 mil, destinado em 2007 pelo edital Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Há 12 anos no mercado, a Flora Brasil tem 15 empregados e uma produção de 120 mil mudas de árvores frutíferas. A empresa atua no desenvolvimento de soluções para o melhoramento genético de plantas e atende o Sudeste do país e os estados de Goiás e Bahia. “Nosso diferencial é a pesquisa. Buscamos dotar os clientes de plantas mais produtivas, menos sujeitas a pragas e doenças e com frutos mais adequados ao mercado”.

Por Aline de Freitas

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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