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Projeto incentiva aproveitamento de resíduos da cadeia do leite


Objetivo é estimular o desenvolvimento de produtos a partir do aproveitamento do soro rejeitado nos laticínios

Foto: Envolverde
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Projeto utiliza soro rejeitado nos laticínios

25/03/2008 - O Programa Universidade Sem Fronteiras, do Governo do Paraná, investe R$ 96 mil em projeto da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que incentiva o aproveitamento de resíduos da cadeia produtiva do leite na produção de fertilizantes agrícolas e biogás combustível. O dinheiro paga cinco bolsas para profissionais de nível superior, compra de equipamentos e outras despesas do projeto “Otimização, aproveitamento e tratamento de subprodutos e de resíduos oriundos da cadeia produtiva do leite de pequenas propriedades no município de Bonsucesso”.

O projeto estimula o desenvolvimento de produtos a partir do aproveitamento do soro rejeitado nos laticínios, explica Maria Magdalena Ribas, professora doutora da UEM e coordenadora do programa. “Oferecemos palestras, treinamentos e visitas técnicas aos produtores de Bonsucesso. Depois, acompanhamos o desenvolvimento do trabalho em coletas periódicas de amostras de leite para análise e monitoramento de qualidade. É aí que verificar os resultados do trabalho”, conta.

A equipe trabalha no desenvolvimento de sistemas de tratamento que convertem matéria orgânica em biogás combustível, que pode ser aproveitado na propriedade. Um deles é o filtro anaeróbio de fluxo descendente seguido de “terra alagada” (wetland, em inglês), que já apresentou bons resultados em pesquisas realizadas na Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais. “Além disso, na wetland é possível cultivar o capim tifton, usado na alimentação animal”, diz Magdalena Ribas.

No Campus do Arenito da UEM, em Cidade Gaúcha, acadêmicos de Engenharia Agrícola levantam dados para mostrar à comunidade que a utilização de águas residuais do processamento do leite podem servir como biofertilizantes de hortas e pastagens. “Atualmente, a água residual de um laticínio está sendo aplicada no capim colonião, usado na alimentação do gado leiteiro”, explica a coordenadora.

Fonte: Envolverde/Governo do Estado do Paraná

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