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Pesquisador inventa tijolo feito de casca de coco e de castanha


No lugar da argila, são usados restos de casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no processamento dessas frutas.

Foto: Olhares – Fotografia online
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15/06/2009 - Um novo tijolo inventado pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) não utiliza barro em sua composição. No lugar da argila, são usados restos de casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no processamento dessas frutas.
Segundo o pesquisador Jadir Rocha, da área de recursos florestais do Inpa, o novo tijolo é mais resistente que o original, com a vantagem de oferecer mais proteção contra o calor amazônico. “Como as matérias-primas são de vegetais, proporcionam um ambiente muito agradável, faça chuva ou faça sol”, afirma.

Para conseguir agrupar as cascas duras das frutas e formar um bloco compacto, os restos são triturados, misturados com uma resina e prensados. Além de reciclar esses materiais, o tijolo vegetal tem a vantagem ecológica de não precisar ser cozido, evitando que árvores sejam cortadas para alimentar fornos.

Outra vantagem enumerada por Rocha é que o novo tijolo dispensa cimento, pois tem um encaixe que une as peças. Água e cupim, graças à resina utilizada para colagem, também não serão problema. “Utilizamos resina fenólica, uma cola irreversível. Ela é derivada de petróleo. O ideal seria que tivéssemos resinas naturais, mas infelizmente as pesquisas ainda estão começando”, diz o pesquisador do Inpa.

Madeira artificial

Uma outra novidade apresentada pelo laboratório de Rocha é uma chapa resistente fabricada com folhas. Ela serve para fazer móveis e divisórias, substituindo as chapas de aglomerado, feitas de serragem.

“As folhas passam por um processo de trituração e depois são secas e juntadas com resina. Para dar mais sustentação, colocamos mantas de fibras de vidro. Futuramente, vamos substituí-las por um vegetal, mas isso ainda é segredo industrial."

As chapas de folhas e os tijolos vegetais ainda não são produzidos comercialmente, e estão sendo patenteados pelo Inpa. Para que indústrias possam fabricar os produtos, o instituto conta com um setor especializado em vender tecnologias desenvolvidas lá.

Fonte: Iberê Thenório/ Globo Amazônia

Tijolo de casca

Enviado por Augustin T. Woelz em 14/10/2009 16:34
Colegas,
como disseminadores da tecnologia do aquecedor solar pelo Brasil afora, oferecendo-a gratuitamente à nossa sociedade, gostaria de sugerir que este vosso tão especial trabalho não se esconda atráz de patentes ou complexos contratos.

A forma mais interessante seria a preparação de um completo manual de montagem destes produtos, colocando-o em um site e acompanhar o seu deenvolvimento pelo Brasil.

Sua equipe operaria como um grupo de conselheiros para que o projeto se multiplique corretamente.

PATENTE: Eventualmente ela pode ser depositada com fim específico de proteger o vosso esforço, impedindo que alguém faça um depósito para usufruir destas duas especiais novidades para fins próprios.

Parabéns Augustin
www.sociedadedosol.org.br

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