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Pesquisa reduz custo de equipamentos de geração de energia solarPrevisões apontam que será possível reduzir o preço dos módulos em até 15%
25/03/2008 - O Brasil poderá ter equipamentos para geração de energia solar mais baratos. A iniciativa é de pesquisadores do Rio Grande do Sul que querem colocar o país entre os grandes no mercado mundial de energia solar. Desde 2004, Adriano Moehlecke e Izete Zanesco coordenam o desenvolvimento de uma planta-piloto para produção industrial de módulos fotovoltaicos - placas que absorvem radiação solar e a convertem em eletricidade. Adriano Moehlecke diz que as pesquisas permitiram a descoberta de matérias-primas e processos mais econômicos. Segundo ele, as previsões preliminares apontam que será possível reduzir o preço dos módulos em até 15%. "Nosso objetivo é produzir equipamentos com a mesma eficiência dos concorrentes internacionais, porém a custos menores", destaca. O projeto é realizado no Núcleo Tecnológico de Energia Solar (NT-Solar), da Faculdade de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Até o fim do projeto, previsto para maio de 2008, serão investidos R$ 6 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões aplicados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT). O mercado de energia solar, que cresce em média 40% ao ano, movimentou cerca de US$ 15 bilhões em 2006. A capacidade de produção de todos os módulos vendidos ao redor do mundo no ano passado foi de 2.536 megawatts, o que equivale a 15% da potência de Itaipu, hidrelétrica responsável por 30% do abastecimento brasileiro. "Não a vejo como fonte principal, mas acho perfeitamente viável que a energia solar, no futuro, seja responsável por até 30% do abastecimento de qualquer país", diz Moehlecke. O apoio ao projeto faz parte do esforço da Finep em estimular o desenvolvimento de novas tecnologias em energias renováveis. O objetivo principal é substituir os combustíveis fósseis, responsáveis por 80% das emissões de gases que geram o efeito estufa. Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, vencedor do Prêmio Nobel da Paz deste ano e principal autoridade mundial em mudanças climáticas, a temperatura global poderá se elevar em 6 graus até 2099. Dessa forma, o aumento do nível dos mares seria inevitável, assim como o derretimento de grandes superfícies de gelo e neve. Com isso, aproximadamente 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar podem ser atingidas. Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) |
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