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Participantes da Expo Brasil discutiram Slow Food


Foto: Arquivo Slow Food
Diversidade de batatas
Diversidade de batatas
17/01/2008 - O que é Slow Food? Esta foi uma das perguntas feitas por Roberta Marins de Sá, em sua apresentação durante a VI Expo Brasil Desenvolvimento Local, realizada em Natal/RN, de 3 a 5 de dezembro de 2007. De forma didática, a representante do Slow Food no Brasil explicou que o termo não significa comer devagar. Sua tradução é mais profunda. Consiste em valorizar produtos de excelência gastronômica, defender a biodiversidade dos alimentos, preservar produtos artesanais e educar o gosto. “Aqui em Natal, comi rapidamente uma saborosa tapioca. Esse alimento corresponde aos princípios do Slow Food, pois contém uma riqueza tradicional, local”, exemplifica Roberta.

Fundado por Carlo Petrini em 1986, o Slow Food se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos em 1989, com sede internacional em Bra, na Itália. Atualmente conta com pelo menos 80 mil membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 122 países. No Brasil, as atividades ocorrem por meio de uma parceria entre o Slow Food e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no mundo, e defende a necessidade de que os/as consumidores/as estejam bem informados, se tornando co-produtores.

 Foto: Yeda Mello
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 Apresentação de Roberta Sá
Os integrantes do movimento estão organizados no que denominamos "Convivia", explica Roberta. Convivium é uma palavra latina que significa ‘um festim, entretenimento, um banquete'. O Slow Food usa este termo para nomear seus grupos locais, que realizam diversas ações: articulam relações com produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os chefs a usar alimentos regionais, indicam produtores para participar em eventos internacionais e buscam levar a educação do gosto às escolas. Sobretudo, cultivam o gosto ao prazer e à qualidade de vida no dia-a-dia. Atualmente há cerca de 850 Convivia, em 45 países.

Além dos Convivia, o Slow Food promove eventos como o Slow Fish, o Salone Del Gusto e o Terra Madre, com o  objetivo de aproximar consumidores de produtores, reunindo pessoas interessadas em ecogastronomia. O movimento também criou a Fundação Slow Food para a Biodiversidade, que tem a função de apoiar projetos, e a Universidade de Ciências Gastronômicas, na Itália. “É o primeiro curso de graduação em gastronomia com uma grade que não aborda cozinha francesa, cozinha japonesa etc. Aborda antropologia, história da alimentação, agroecologia e outras temáticas. É a gastronomia completa, de tempos anteriores. Não é um conceito novo”.

Após a apresentação de Roberta, o público manifestou grande interesse pelo tema, realizando diversas perguntas sobre: a equipe do Slow Food no Brasil; investimentos realizados no país, por parte da Fundação Slow Food; formas de adesão; e o funcionamento dos Convivia, entre outros assuntos.

Ao ser questionada sobre a relação entre o Slow Food e o comércio justo, Roberta explicou que há muita ligação: “O próprio MDA dá um apoio grande nesse sentido.  A Fundação Slow Food também trabalha com comércio justo na Europa. Além disso, estão realizando seminários na África e na América Latina, abordando o consumo sustentável e consciente, ligado ao comércio justo”.


Faça Parte

Qualquer pessoa pode aderir ao Slow Food, a associação é individual. Para tal, há dois caminhos: fazer uma inscrição on line, por meio do sítio internacional (http://store.slowfood.com/store/welcome_eng.lasso); ou entrar em contato com um Convivium de sua cidade.

Os/as integrantes fazem parte de uma associação internacional - grande e diversificada – e de uma associação local menor, o Convivium. Também são apoiadores dos projetos da Arca do Gosto e das Fortalezas em defesa da biodiversidade. Uma parte da cota associativa (cinco euros) é destinada à Fundação Slow Food para a Biodiversidade.

Todos/as têm a oportunidade de integrar a Delegação do Convivium ou de abrir um novo Convivium. Todos/as podem desempenhar um papel ativo na determinação da índole do seu Convivium e organizar eventos, ou simplesmente participar nas atividades que despertem mais o seu interesse local, nacional ou internacional.

Os/as associados/as recebem a revista quadrimestral Slow, descontos em mercadorias de promoção do Slow Food e têm o direito de participar em todos os eventos organizados pelo Slow Food.

Outras Informações

Endereço eletrônico:
roberta.sa@mda.gov.br
Sítios: www.slowfood.com
www.slowfoodbrasil.com
www.slowfoodfoundation.com

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