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Participantes da Expo Brasil discutiram Slow Food
Fundado por Carlo Petrini em 1986, o Slow Food se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos em 1989, com sede internacional em Bra, na Itália. Atualmente conta com pelo menos 80 mil membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 122 países. No Brasil, as atividades ocorrem por meio de uma parceria entre o Slow Food e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, elaborados de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no mundo, e defende a necessidade de que os/as consumidores/as estejam bem informados, se tornando co-produtores.
Além dos Convivia, o Slow Food promove eventos como o Slow Fish, o Salone Del Gusto e o Terra Madre, com o objetivo de aproximar consumidores de produtores, reunindo pessoas interessadas em ecogastronomia. O movimento também criou a Fundação Slow Food para a Biodiversidade, que tem a função de apoiar projetos, e a Universidade de Ciências Gastronômicas, na Itália. “É o primeiro curso de graduação em gastronomia com uma grade que não aborda cozinha francesa, cozinha japonesa etc. Aborda antropologia, história da alimentação, agroecologia e outras temáticas. É a gastronomia completa, de tempos anteriores. Não é um conceito novo”. Após a apresentação de Roberta, o público manifestou grande interesse pelo tema, realizando diversas perguntas sobre: a equipe do Slow Food no Brasil; investimentos realizados no país, por parte da Fundação Slow Food; formas de adesão; e o funcionamento dos Convivia, entre outros assuntos. Ao ser questionada sobre a relação entre o Slow Food e o comércio justo, Roberta explicou que há muita ligação: “O próprio MDA dá um apoio grande nesse sentido. A Fundação Slow Food também trabalha com comércio justo na Europa. Além disso, estão realizando seminários na África e na América Latina, abordando o consumo sustentável e consciente, ligado ao comércio justo”. Faça Parte Qualquer pessoa pode aderir ao Slow Food, a associação é individual. Para tal, há dois caminhos: fazer uma inscrição on line, por meio do sítio internacional (http://store.slowfood.com/store/welcome_eng.lasso); ou entrar em contato com um Convivium de sua cidade. Os/as integrantes fazem parte de uma associação internacional - grande e diversificada – e de uma associação local menor, o Convivium. Também são apoiadores dos projetos da Arca do Gosto e das Fortalezas em defesa da biodiversidade. Uma parte da cota associativa (cinco euros) é destinada à Fundação Slow Food para a Biodiversidade. Todos/as têm a oportunidade de integrar a Delegação do Convivium ou de abrir um novo Convivium. Todos/as podem desempenhar um papel ativo na determinação da índole do seu Convivium e organizar eventos, ou simplesmente participar nas atividades que despertem mais o seu interesse local, nacional ou internacional. Os/as associados/as recebem a revista quadrimestral Slow, descontos em mercadorias de promoção do Slow Food e têm o direito de participar em todos os eventos organizados pelo Slow Food. Outras Informações |
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