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Mais uma moeda social é criada em São PauloBanco Comunitário União Sampaio visa aquecer e organizar a economia local com a liberação de microcrédito produtivo com baixas taxas de juros, entre 2% e 2,2%.
O papel deste Banco Comunitário é de aquecer e organizar a economia local, com a liberação de microcrédito produtivo com baixas taxas de juros, entre 2% e 2,2%, no valor máximo de R$ 1.000,00; e com crédito de consumo na moeda Sampaio, sem taxa de juros, no valor máximo de R$ 300,00. Trabalha-se com a idéia de microfinanças, em que para além da concessão do crédito, busca-se acompanhar e orientar o tomador do crédito. A moeda Sampaio atua como um bônus, por exemplo o ticket alimentação, em que o consumo é direcionado para determinado setor ou atividade. No caso do Sampaio, o consumo é dirigido aos pequenos produtores e comerciantes da Economia Solidária e Popular do Jardim Maria Sampaio e aos integrantes da Rede Solidária Zona Sul, que é uma articulação de Empreendimentos de Economia Solidária e associações do Campo Limpo. Isto permite o fortalecimento destes pequenos empreendimentos, além da geração de trabalho e renda local, estimulada pelo aumento do consumo local, o que conseqüentemente, possibilita o aumento da riqueza local. Não é só a criação de uma outra moeda que permitirá isto, mas esta criação aliada à integração entre crédito produtivo com o crédito de consumo, em outras palavras, aumentando a produção e os meios de troca em um determinado território. Além do efeito econômico dito acima, a moeda Sampaio tem a intenção de fortalecer a identidade do Jardim Maria Sampaio, gerando um campo ainda mais fértil para a organização popular local, por meio do reconhecimento da realidade comum a todos que habitam o local e da criação de instrumentos como: planejamento estratégico, com a definição de prioridades a serem reivindicadas; Fórum Local e Conselho Gestor do Banco Comunitário, aonde são tiradas as diretrizes para a atuação do banco e onde ocorre o controle deste banco, com a participação ampla da comunidade. Vale dizer que esta ação parte dos princípios da Economia Solidária e do Desenvolvimento Local, pressupondo que não existem fórmulas prontas para as ações e projetos locais. Ao contrário, acreditamos que cada ação é uma construção coletiva fundada nos conhecimentos e na realidade local. Trata-se de um outro banco possível, pautado em relações humanas e solidárias, nos laços e afetos comunitários. Venha conhecer, debater ou compartilhar esta idéia conosco. 15h – Vídeos sobre experiências de Bancos Comunitários 15h30 – Chá da tarde 16h – Debate sobre o papel da moeda Sampaio,com a presença de comerciantes locais e com o economista Idalvo Toscano, militante das microfinanças e atualmente trabalha no Banco Central.
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