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Inovação social é discutida na III Conferência de CT&I da BahiaRTS esteve representada no encontro
Mediado pelo superintendente de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) – promotora do evento – Feliciano Tavares, o assunto foi discutido também pelo geógrafo Alcides Caldas, da pós-graduação da Unifacs, e pela socióloga Larissa Barros, da Rede de Tecnologias Sociais (RTS). Irma Passoni definiu a inovação social como “a criação e a mobilização de tecnologias, recursos e metodologias para a construir novos paradigmas de enfrentamento dos problemas sociais, como o combate à pobreza e a promoção da saúde e da cidadania”. Ela citou como exemplo de inovação social o Fundipesca, que assegura barcos novos, com sonar e GPS para pescadores, o trabalho das mulheres rendeiras, a criação de abelhas nativas, a abertura de cisternas e a produção de energia eólica. Segundo Irma, o termo sustentabilidade, muito em voga atualmente, deve ser empregado em suas dimensões social, econômica, cultural, ambiental e ética. “A sustentatibilidade ética”, explicou, “é justamente a distribuição justa e equitativa dos benefícios decorrentes dos usos dos recursos naturais, de forma a contemplar a todos, inclusive as futuras gerações”. A ex-deputada afirmou que o Brasil “é o país-chave para o equilíbrio do planeta, a potência das águas, o detentor das maiores florestas, com mensa biodiversidade e vastas terras agricultáveis”. Já o professor Alcides Caldas apresentou o projeto Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Sociais, executado no bairro da Mata Escura em Salvador, com o principal objetivo de garantir a formação científica e tecnológica de alunos da rede estadual de ensino, com o auxílio de bolsa de iniciação júnior, fornecida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). “Procuramos aproximar as universidades dos problemas locais em busca de soluções conjuntas para as demandas identificadas”, observou Caldas. Larissa Barros informou que a RTS, criada em 2005, congrega, atualmente, cerca de 750 instituições em todo o País, com o objetivo de provocar o diálogo entre os atores que apoiam e repassam as metodologias de desenvolvimento de tecnologias sociais. “Procuramos identificar soluções desenvolvidas em várias partes do País, que têm efetivamente mudado a vida de muitas pessoas. Reaplicar a TS não é copiar e reproduzir em série, mas recriar respeitando as peculiaridades de cada comunidade e de cada região”, afirmou Larissa.
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