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Especialista mostra novas estratégias de inovação em sete países


Pesquisa sobre tendências mundiais da inovação analisou sete países: EUA, Canadá, Irlanda, Finlândia, França, Reino Unido e Japão.

Foto: Finep
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O foco central da pesquisa foi entender como esses países conseguiram atingir um alto nível de inovação.

25/08/2008
- Em palestra no Espaço Cultural da FINEP nesta quarta-feira (20/08), o professor Glauco Arbix (do Instituto de Estudos Avançados da USP) apresentou os resultados da pesquisa sobre tendências mundiais da inovação, realizada por sua equipe de pesquisadores em sete países: EUA, Canadá, Irlanda, Finlândia, França, Reino Unido e Japão. O trabalho resultou em recomendações ao Governo em relação às novas tendências nas estratégias de inovação adotadas nesses países.  

“A idéia não foi comparar os países entre si, nem com o Brasil, mesmo porque cada um tem sua própria dinâmica”, explica Arbix. O foco central da pesquisa foi entender como esses países conseguiram atingir um alto nível de inovação e analisar se essas estratégias seriam adaptáveis ao Brasil.  

Segundo o professor, “tentamos captar tendências, não copiá-las”. Apesar das realidades dos sete países serem bem diversas, a pesquisa chegou a cinco pontos em comum, no que se refere às novas políticas de inovação: 

1) cada um dos países, à sua maneira, caminha para um novo paradigma, em que o conhecimento ocupa lugar central no desenvolvimento. Mais do que nunca, é possível alcançar o desenvolvimento econômico e social investindo em inovação; 

2) todos perseguem o aperfeiçoamento dos sistemas de inovação já existentes; 

3) as empresas estão no centro das estratégias e atividades de pesquisa e desenvolvimento, e, por isso, é essencial que os empresários sejam capacitados para a inovação permanente, com auxílio das agências de inovação; 

4) é evidente nos sete países a grande pressão para que as universidades se adaptem às mudanças. A idéia é que haja cada vez mais intercâmbio entre academia e empresas, mesmo em economias tradicionalmente mais liberais, como nos EUA; 

5) mais cooperação e diálogo entre poder público e privado para mobilizar a construção de economias mais dinâmicas.  

No caso do Brasil, o professor vê como uma das principais necessidades de mudança rumo à inovação a montagem de um sistema de redes, à semelhança do modelo francês de pólos de competitividade formados por centros de pesquisa e empresas privada, em que o estado entra com fomento, capacitação e recursos.  

Presente à palestra, o Presidente da FINEP, Luis Fernandes, frisou a relevância do tema no momento em que a empresa passa pelo processo de seu novo Plano de Gestão Estratégica. “Cada vez mais, vemos a necessidade de nos tornarmos pró-ativos em relação aos nossos clientes e a capacitação é fundamental nesse processo”, disse Fernandes.  

O professor Glauco Arbix é membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Group of Advisors do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, além de Coordenador Geral do Observatório de Inovação e Competitividade de Estudos Avançados da USP. 

 Fonte: Finep

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