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Empresa do Rio desenvolve bioinseticida contra mosquito da dengue


Foto: Envolverde     
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Bioinseticida ataca o mosquito sem prejudicar o meio-ambiente

07/04/2008 - A Agribio, empresa integrante da Ineagro (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Agronegócios da Universidade Rural do RJ), desenvolveu um inseticida biológico contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) é parceira da incubadora.

 
O bioinseticida surge num momento mais do que oportuno, já que a epidemia da dengue avança no estado do Rio de Janeiro, onde já foram oficialmente confirmadas 67 mortes até esta terça-feira (01/04). Os pesquisadores e sócios da Agribio, o biólogo Marcelo Castilho e a engenheira agrônoma Kátia Castilho, desenvolveram o inseticida natural isolando a bactéria Bacillus thuringiensis, presente na larva do Aedes aegypti. Após manipulação em laboratório, a bactéria do concentrado ataca a larva do mosquito, produzindo uma toxina que interrompe o ciclo de vida do inseto, "porque a larva sequer chega a se desenvolver e não há tempo de criar resistência ao inseticida", explica Marcelo Castilho.
 
Um diferencial importante nesta pesquisa é que foram usadas apenas bactérias de mosquitos locais, detalhe fundamental, "porque são levadas em conta as características do ambiente, ao contrário do composto utilizado com bactérias importadas", afirma Kátia Castilho. O produto é feito com bacilo vivo e o efeito residual pode durar anos, sem qualquer prejuízo para as pessoas ou para o meio-ambiente. Além disso, o uso de um bioinseticida evita o emprego do fumacê, que, segundo Marcelo Castilho "é uma fumaça de inseticida químico que agride o meio-ambiente, pois mata não só o mosquito da dengue, mas também insetos benéficos".
 
Segundo os sócios, a Agribio, é a única empresa do Rio de Janeiro que desenvolve bioinseticidas. Com os resultados comprovados em laboratório, os pesquisadores estão entrando com pedido de registro junto ao Ministério da Agricultura, mas o processo é demorado: de seis meses a um ano. Por isso, defendem uma licença especial para que o inseticida chegue ao mercado em caráter experimental.
 
A empresa utiliza a infra-estrutura da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro na Estação Experimental de Seropédica (Pesagro-Rio/EES). Também são parceiros na incubadora o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Secretaria Estadual de Agricultura do RJ, Sebrae-RJ, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Rede de Tecnologia do RJ (RedeTec).

 

Fonte: Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)

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