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Universidades experimentam boom no registro de patentes17/01/2008 - Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) revela que, entre 2000 e 2004, as universidades brasileiras experimentaram um salto de 120% no número de pedidos registro de patentes. Neste período, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) administrou um orçamento de pouco mais de R$ 1,9 bilhão destinado à inovação de produtos e processos. "Isso revela uma mudança no comportamento dos pesquisadores, que, antes davam prioridade absoluta para a publicação - o que colocava o conhecimento em domínio público, inviabilizando seu aproveitamento econômico", observou Lúcia Motta, do INPI. No início do milênio, as universidades e instituições de pesquisa solicitaram o registro de 784 inovações - mais que o dobro dos pedidos feitos na década de 1990. Embora os números absolutos impressionem, os pesquisadores responsáveis pela investigação, Jeziel da Silva Nunes e Luciana Goulart de Oliveira, ressaltam que os depósitos de patentes feitos por universidades somam apenas 0,78% do total de pedidos ao INPI. "O Brasil ainda é um país cuja história de ciência, tecnologia e inovação é tão recente quanto o Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT): são 40 anos! As instituições de pesquisa, com a retomada dos investimentos do FNDCT com base nos fundos setoriais a partir dos anos 2000, também passaram a buscar parcerias com o setor produtivo, onde, na verdade, a idéia se transforma em produto que chega à sociedade", observa Rogério Medeiros, chefe do departamento de acompanhamento, avaliação e gestão da informação da Finep. Fonte: www.finep.gov.br |
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