Portal RTS - Rede de Tecnologia Social



Informativo Eletrônico

E-mail*
Nome

                                             Twitter    YouTube    Aumentar o tamanho da fonte Voltar ao tamanho padrão de fonte Diminuir o tamanho da fonte
Ações do documento

Cidade mineira mostra a força do cooperativismo


São Roque de Minas, que até hoje não tem agência bancária, contou com a criação de uma cooperativa de crédito para retomar o desenvolvimento local

Foto: Agência Minas
Cidade-mineira-mostra-a-forca-do-cooperativismo.jpg
 

28/01/2010 - Há 14 anos, a cidade de São Roque de Minas (MG), a 320 km de Belo Horizonte, não possuía agência bancária. Naquela época, nenhum banco se interessou em investir na pequena cidade, e seus moradores eram obrigados a viajar até cidades vizinhas para ter acesso a serviços bancários. Essa realidade permaneceu até o dia em que um grupo de 22 moradores locais se reuniu e resolveu montar uma cooperativa. A iniciativa, desacreditada por muitos, hoje possuí 8.782 cooperados, acumula 31.340 operações de crédito e  R$ 21 milhões de depósitos totais.

A história de constituição da cooperativa foi narrada nesta segunda-feira (25) pelo presidente da instituição, João Leite, durante o IV Seminário de Microcrédito, no Rio de Janeiro.

A cooperativa iniciou seus trabalhos em 1991 e serviu como agente central de mobilização de toda a comunidade em direção ao objetivo comum de desenvolver o município. “A Saroncredi iniciou seus trabalhos estimulando a produção local de café, milho e também do queijo canastra. Além de distribuir mudas de café, a cooperativa investiu na capacitação dos produtores e na melhoria da qualidade de grãos, ofereceu crédito e  criou um canal de exportação”, conta João leite.

Em 1993, a cooperativa já tinha conseguido resgatar toda a economia que São Roque havia perdido. “Os produtores de milho saíram da condição de importador para exportador. A cidade, que sofreu com o desemprego, hoje tem carência por pessoas capacitadas para preencher as vagas de trabalho”, comemora. A partir de 2007, a cooperativa deixou de atender apenas produtores rurais e passou a ser de livre admissão, atendendo diferentes perfis de cooperados, e passou a trabalhar com a carteira de microcrédito, passando a integrar o Sistema Sicoob.

No ano passado, a cooperativa inaugurou uma nova sede, que custou R$ 2 milhões, metade do BNDES, no âmbito do programa que financia projetos coletivos com prazo de pagamento de dez anos, e o restante bancado pela própria cooperativa. Atualmente a Saroncredi tem como fontes de recursos: BNDES – R$ 1 milhão; recursos próprios – R$ 180 mil; BDMG – R$ 500 mil; e empréstimos – R$ 331 mil.

A taxa de juros cobrada é 1.20% para atividades rurais e 1.50% para atividades urbanas. O índice de inadimplência é de 0,55%. “A qualificação dos nossos serviços fez com que o Banco Central nos visse como instituição séria e nos deu permitiu ter condições para acessar recursos do BNDES”, disse. Ainda segundo João Leite, o Sebrae contribuiu, por meio do serviço de consultoria.

Por Xeyla Oliveira, da Agência Sebrae de Notícias

Portal mantido por: IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Desenvolvido por: SCF Informática