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ASA realiza encontro para retomada do P1MC


Foto: ASA
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Representantes das UGMs durante reunião de retomada do P1MC


18-04-2008 - “Assim como o umbuzeiro é resistente às condições ambientais da Caatinga, nós da sociedade civil também podemos resistir e lutar para que o povo do Semi-Árido tenha uma vida mais digna”. Com essa frase, dita pela assessora pedagógica do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), Denise Assis, e ao som da canção “Umbuzeiro Sagrado”, do poeta e compositor Jessié Quirino, foi encerrando hoje pela manhã (18/04), em Recife-PE, o encontro com as Unidades Gestoras Microrregionais (UGMs) do P1MC, da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA).

O encontro teve início no dia 16 e representa o primeiro passo para a retomada do Programa.  Cerca de 80 pessoas, entre coordenadores e gerentes administrativo-financeiros das UGMs participaram do evento. Durante três dias, eles foram capacitados sobre os novos procedimentos para execução do Programa. Na ocasião, também foram apresentadas as novas funcionalidades do Sistema de Informação Gestão e Auditoria (Siga), desenvolvido para registrar os dados físicos e financeiros do P1MC.

Para a presidenta da Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semi-Árido (AP1MC) – entidade que gerencia os programas da ASA –, Valquíria Lima, o encontro foi um momento de formação importante para a retomada do P1MC, que durante seis meses esteve paralisado devido às negociações da continuidade do termo de parceria junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “Foi um momento de muita angústia, mas também de reflexão importante sobre a execução do Programa, sua importância para a ASA e para as próprias entidades. E este encontro nos mostra que conseguimos vencer alguns desafios”.

Apesar de algumas mudanças referentes aos componentes e ao modelo de gestão do Programa, Valquíria destaca que os princípios e a metodologia de trabalho da ASA continuam os mesmos. “Continuamos a trabalhar a participação popular, o processo coletivo de construção de cisternas e o fortalecimento das ASAs nos estados”, afirmou.

Ela ressaltou ainda que as mudanças fazem parte dos desafios das organizações da sociedade civil na gestão dos recursos públicos. “A conjuntura atual exige de nós [sociedade civil] cada vez mais conhecimento sobre a legislação, reforçando a nossa responsabilidade política e a qualidade na ação.”

 
Por Gleiceani Nogueira (ASA)
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