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Artesãos transformam sucatas em churrasqueiras em Caruaru


Criados pelos irmãos Juarez e Zezinho, produtos são feitos por meio da reciclagem de ferros velhos e outros materiais

Foto: Marcelo Araújo
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05/11/2008 - Criatividade aliada ao ambientalmente correto e à geração de oportunidades de negócios, trabalho e renda. Assim funciona a Barraca da Solda Elétrica São Caetano, localizada no setor de ferragens da Feira de Caruaru (PE). Seus proprietários, os irmãos José, conhecido como Zezinho, e Juarez Amaro, usam peças de madeira e ferragens para construir diversos modelos de churrasqueiras que fazem sucesso entre os visitantes.

À primeira vista, a Barraca da Solda Elétrica São Caetano mais parece um depósito de sucata: eletrodomésticos inutilizados, como freezers e fogões, móveis velhos, rodas de carro, arames, latas e tonéis se amontoam a perder de vista. Mas quem visita o local logo percebe que aquilo tudo nada mais é do que a matéria-prima do trabalho dos irmãos Amaro.

Pelas mãos habilidosas de Zezinho e Juarez, tonéis de metal viram enormes churrasqueiras que têm até chaminé. Pedaços de lata formam o corpo, e tubos de PVC dão o suporte para assar os populares espetinhos de carne, linguiça e frango. Os irmãos se valem ainda de rodas de automóveis para criar a base de outra churrasqueira, enquanto pedaços de ferro e arame formam a grelha para assar a carne. “Aqui, reciclamos tudo”, garante Zezinho.

Ao ser perguntado sobre como desenvolveu a idéia, há seis anos, o próprio Zezinho admite não saber de onde vem tanta criatividade. “Eu simplesmente olho para um monte de peças na minha frente. De repente, as idéias aparecem na cabeça, pego tudo e começo a criar”, conta o artesão dos metais, que trabalha com o irmão e três funcionários na barraca. Além de fabricar churrasqueiras, eles consertam carrinhos de mão para carregar cargas e carroças.

A São Caetano fabrica mais de 200 churrasqueiras por mês em 12 modelos diferentes, vendidas principalmente na própria Feira de Caruaru. Segundo Zezinho, 90% da produção vão para os colegas feirantes, que fornecem ao público. Os irmãos ainda vendem suas “obras-de-arte” para clientes de outros estados como Sergipe, Alagoas e até São Paulo.

Zezinho conta que os compradores demonstram grande receptividade e interesse pelos seus produtos, não apenas pela originalidade mas também pelos aspectos ambientais. “As pessoas acham as nossas churrasqueiras diferentes”, diz.

Já o irmão Juarez se orgulha ao falar que trabalha de forma sustentável, sem poluir o meio ambiente. “Tomamos o maior cuidado com os nossos produtos. Até a tinta somos nós quem fabricamos. Quando o serviço acaba, recolhemos as sobras e vendemos ao ferro velho”, explica.

O feirante revela que volta e meia aparecem pessoas de outros países, que chegam para comprar suas churrasqueiras. “Um dia desses vieram uns alemães aqui. Ficaram maravilhados e tiraram um monte de fotos. Eles não acreditam no que a nossa criatividade é capaz”, afirma Juarez.

Pneus-lixeiras

A alguns metros da Barraca São Caetano, Luisa Maria de Lima, dona da Luisa Ferragens, vende um produto não menos criativo e importante do ponto de vista ambiental: cestos de lixo feitos de pneus.

Marcos, marido de Luisa, assina a criação dos cestos e também de bacias produzidas com os pneus. Segundo a esposa, ele desenvolve o produto há mais de 15 anos. “É uma invenção importante porque recicla os pneus, evita a poluição e a proliferação do mosquito da dengue”, diz Luisa Maria.


Por Marcelo Araújo, enviado especial da ASN

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