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Agência Mandalla vence Prêmio Inovação em SustentabilidadeProjeto viabiliza tecnologias que unam o conhecimento científico ao saber popular do agricultor
A idéia central do projeto é fixar o homem no campo, viabilizando tecnologias apropriadas que unam o conhecimento científico ao saber popular. O Projeto Mandalla, que será expandido pela Franquia Social, permite que o agricultor cultive vários tipos de frutas, legumes e verduras, sem a necessidade do uso de agrotóxicos, e crie pequenos animais, aproveitando todos os recursos naturais possíveis, com desperdício mínimo.
O prêmio foi entregue por Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, e Jennifer Adams, diretora da Usaid no Brasil, que ficaram satisfeitos com a escolha. “Em tempos de crise de alimentos e de commodities, essa pode ser uma solução para muitos lugares”, aponta Young.
A meta para os próximos cinco anos é expandir o projeto para cada Estado brasileiro e avançar para a América Central e Moçambique. “O dinheiro vai ser fundamental para o processo de estruturação da franquia, trabalho na montagem da estrutura e reaplicação”, explica Handel.
Iniciativas bem-sucedidas
O objetivo do prêmio é apoiar parcerias público-privadas nos temas meio ambiente, tecnologia da informação, desenvolvimento de cadeia de valor, educação e saúde, com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Entre os critérios estabelecidos, a iniciativa, além de já ter sido bem-sucedida, deve ser viável e com potencial de ganho de escala.
Foram submetidos 104 projetos nos 15 dias abertos para inscrição. Desse total, foram escolhidos cinco finalistas: Convivência com a Realidade Semi-Árida, do Centro de Educação Popular e Formação Sindical; Empreiteira Escola – Morar na Cidadania, da Associação Lua Nova; Oficina Escola de Lutheria da Amazônia; Arquitetas da Comunidade, de Joice Genaro Gomes; e a vencedora Franquia Social, da Agência Mandalla. “Imaginem o que ocorrerá no ano que vem, quando teremos mais tempo e mais empresas apoiando. Tenho certeza de que esse prêmio tem potencial para se tornar referência”, comenta Ricardo Young.
Para Jennifer Adams, a iniciativa contempla os objetivos da Usaid no Brasil: “Queremos construir pontes entre os dois governos, entre os dois povos e entre os setores. Esse prêmio é uma parceria entre o lado público e o privado empresarial, em apoio a organizações não-governamentais”.
A Usaid conta hoje com uma rede em busca de soluções inovadoras formada por 50 empresas americanas instaladas no Brasil. “Essa é mais uma forma de unirmos os dois lados”, diz Jennifer. Por Redação do Instituto Ethos |
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