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Abertura do 2º Fórum Nacional da RTS destaca papel das tecnologias sociais no desenvolvimento do país


Em quatro anos, RTS soma 695 integrantes e investimentos da ordem de R$ 220 milhões. Para o Comitê Coordenador da Rede, as TSs precisam receber mais investimentos e se tornar políticas públicas.

Foto: Kenia Ribeiro
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14/04/2009 - Mais qualidade de vida para a população brasileira e a transformação do mundo em um lugar melhor para viver deram o tom das reflexões de abertura do 2º Fórum Nacional da Rede de Tecnologia Social (RTS), na segunda-feira, 13/04, em Brasília, no Hotel Grand Bittar.

A idéia de que um novo mundo é possível pautou a maioria dos discursos dos palestrantes da primeira mesa, que debateram a importância da Rede para a sociedade. Foram ressaltados os objetivos do Fórum e os resultados esperados pelos organizadores do encontro. Além disso, foi feita uma análise das ações da RTS em seus quatro anos de existência.

A comemoração dessa trajetória é objetiva. “Nesse período, aumentamos a Rede de 30 para quase 700 instituições, com um investimento de cerca de R$ 220 milhões”, destacou a secretária executiva da RTS, Larissa Barros.

De acordo com a diretora executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Aldalice Otterloo, o “objetivo do encontro é trocar experiências e debater idéias e, com isso, avançar para a construção de um mundo melhor”, disse.

Para o coordenador geral do Departamento de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Roberto Marinho, “a Tecnologia Social é o futuro da integração entre economia solidária e geração de trabalho e renda para as populações de baixa renda”. Na opinião de Marinho, é preciso que se concebam políticas públicas de ciência e tecnologia que possibilitem ampliação ao acesso de novas tecnologias sociais.

O secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia (Secis/MCT), Joe Valle, destacou a institucionalização das Tecnologias Sociais. “O MCT criou um edital anual para trabalhos na área e a fim de gerar capital para práticas de TS”, informou.

Os outros integrantes da mesa, entre eles o representante da Financiadora de Estudos e Projetos do MCT, Rodrigo Fonseca, o diretor técnico nacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Carlos Barbosa, o secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adoniran Sanches e a representante da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), Maria Betânia Andrade, concordaram em um ponto fundamental: união de esforços para contribuir com o desenvolvimento social por meio de Tecnologias Sociais e da economia solidária. Para Betânia, por exemplo, “o fortalecimento da Rede representa melhoria na qualidade de vida de milhares de pessoas”.

Histórico e avaliação das ações da RTS

A integração das redes tem merecido atenção nas discussões da RTS. Segundo o Comitê Coordenador da RTS, a falta de sistematização das diversas experiências das redes configura um problema. Para o moderador e coordenador de Tecnologia Social da Petrobras, Lenart Nascimento, os processos de difusão de Tecnologia Social precisam ter um apelo maior. O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, chama atenção para outro desafio: “Falta integração de temas diferentes que, no entanto, se completam. Precisamos ter capacidade de demonstrar que nossas ações se relacionam”.

De acordo com Pena também é preciso buscar investimento privado e valorizar as Tecnologias Sociais: “A discussão do tema fornece informações e fortalece o senso crítico. Temos de aproveitar o bom momento de reflexão sobre temas socioambientais para incrementar a capacidade de resolução dos problemas ligados à área”, disse. Já Nascimento lembrou que, apesar dos mais de R$200 milhões investidos, o montante ainda é pouco para o propósito.

Na opinião da secretária executiva da RTS, Larissa Barros, é possível traçar uma boa perspectiva de ações, mas ressalta: “Colhemos bons frutos nesses anos, mas não podemos nos acomodar. Os desafios que propusemos solucionar são grandes, e o trabalho é árduo”. Na opinião de Larissa, os centros urbanos merecem maior atenção nos próximos anos, pois a identificação de Tecnologia Social nesses territórios ainda não é suficiente.

Maria Betânia, da ASA, disse que avaliar os quatro anos de RTS é um desafio, pois a diversidade e o alcance da Rede são grandes. “Vejo que temos resultados positivos. Reunimos e articulamos uma boa integração entre os parceiros. Nossos objetivos têm sido alcançados coletivamente, fortalecendo uma dinâmica de Atuação no Semi-árido Brasileiro”, disse. No entanto, ela ressaltou outros pontos a serem alcançados. “O nosso propósito é que as Tecnologias Sociais sejam adotadas como políticas públicas”.

O representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Marcus Villarim, concluiu: “Temos de melhorar esse trabalho em rede, pois o desconhecimento de práticas ainda existe, e o conceito de rede é o trabalho coletivo. Temos de retirar do casulo centros tecnológicos e novas Tecnologias Sociais e promover a interatividade”.

Por Assessoria de Imprensa do 2º Fórum Nacional da RTS

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