|
|
RTS realiza 1º Encontro Nacional de SistematizaçãoAs discussões deverão prosseguir no GT Metodologia e Sistematização. Além de encontros presenciais, o grupo de trabalho pretende fazer reuniões por meio da Comunidade Virtual da RTS.
No primeiro dia, foi feito um levantamento das expectativas dos/as participantes e do que eles/as conheciam sobre sistematização. Posteriormente, alguns apresentaram suas experiências. “Os demais, olhando para essas iniciativas, refletiram acerca de sua prática e problematizaram a prática do outro”, explica Raiane, que moderou as atividades durante os três dias. Referenciais teóricos e metodológicos também foram introduzidos para subsidiar os debates. Para estudiosos do tema, a sistematização representa uma articulação entre teoria e prática, envolve a criação participativa de conhecimentos e deve ser uma reflexão das experiências. De acordo com o educador popular e sociólogo, Oscar Jara Holliday, a sistematização “pressupõe como fundamento a concepção metodológico-dialética, que entende a realidade como una, mutante e contraditória, porque é histórica, porque é produto da atividade transformadora, criadora dos seres humanos”. A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) traduz, com a prática, essas definições. “Para a ASA, sistematização é tudo aquilo que se consegue organizar, que consiga explicar um determinado processo, uma determinada ação. Quando um agricultor domina o processo da sua estrutura hídrica, isso é uma sistematização”, explica Antônio Barbosa, sociólogo e coordenador pedagógico do P1+2.
Reflexões como essas também foram trocadas durante as atividades em pequenos grupos. Alberto Cantanhede, presidente da Rede GTA, participou dos debates. Para ele: “A RTS deu um passo importante para que as organizações possam conduzir melhor seus processos, seus projetos. O trabalho de sistematização, dentro da Rede, deverá levar em conta a Tecnologia Social em si, a diversidade dos atores e as diferenças regionais”. PRÓXIMOS PASSOS – No último dia do Encontro, o grupo propôs alguns encaminhamentos para orientar o processo de sistematização, no espaço da Rede. “Percebemos que é uma ferramenta fundamental para a promoção da difusão e reaplicação de TSs”, reflete a secretária executiva da RTS, Larissa Barros. Um documento será encaminhado ao Comitê Coordenador da RTS, com os seguintes itens: concepção de sistematização, referencial teórico-metodológico, diretrizes, procedimentos, prazos e espaços onde as ações deverão ser desenvolvidas. Após o Encontro, as discussões deverão prosseguir no âmbito do GT Metodologia e Sistematização, criado no mês de março. Além de atividades presenciais, o grupo pretende fazer reuniões por meio da Comunidade Virtual da RTS. Participaram do Encontro as seguintes instituições: - Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong) - Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) - Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) - Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex) - Fundação Mussambê - Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) - Instituto Aliança - Instituto Palmas - Instituto Paulo Freire (IPF) - Instituto Universidade Popular (Unipop) - Ministério da Integração Nacional - Petrobras - Rede Ater Nordeste Referências Bibliográficas GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Práxis. 2 ed - São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 1998. Introdução - Por que Pedagogia da práxis?; Cap.1. A dúvida e a tarefa de educar (p. 13 - 52) Clique aqui para ver outras fotos do 1o Encontro Nacional de Sistematização da RTS. Outras Informações: Por Michelle Lopes – Assessora de Comunicação da RTS |
||||||
|
Portal mantido por: IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Desenvolvido por: SCF Informática |
|||||||