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RTS realiza 1º Encontro Nacional de Sistematização


As discussões deverão prosseguir no GT Metodologia e Sistematização. Além de encontros presenciais, o grupo de trabalho pretende fazer reuniões por meio da Comunidade Virtual da RTS.

Foto: Arquivo RTS
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Ciranda, durante o Encontro
De 16 a 18 de julho, a Rede de Tecnologia Social (RTS) realizou, em Brasília, o 1º Encontro Nacional de Sistematização, em parceria com o Instituto Paulo Freire (IPF) e apoio da Finep/MCT. O objetivo foi construir um referencial de sistematização a partir de experiências concretas de algumas instituições que fazem parte da RTS. “Partindo da realidade das pessoas, queríamos que elas pudessem refletir, estudar e apresentar possibilidades de sistematização para a Rede. Queríamos que o movimento de ação, reflexão e ação fosse vivenciado”, explica Raiane Patrícia Assumpção, assistente da direção de relações institucionais e coordenadora de projeto do IPF.

No primeiro dia, foi feito um levantamento das expectativas dos/as participantes e  do que eles/as conheciam sobre sistematização. Posteriormente, alguns apresentaram suas experiências. “Os demais, olhando para essas iniciativas, refletiram acerca de sua prática e problematizaram a prática do outro”, explica Raiane, que moderou as atividades durante os três dias.

Referenciais teóricos e metodológicos também foram introduzidos para subsidiar os debates. Para estudiosos do tema, a sistematização representa uma articulação entre teoria e prática, envolve a criação participativa de conhecimentos e deve ser  uma reflexão das experiências. De acordo com o educador popular e sociólogo, Oscar Jara Holliday, a sistematização “pressupõe como fundamento a concepção metodológico-dialética, que entende a realidade como una, mutante e contraditória, porque é histórica, porque é produto da atividade transformadora, criadora dos seres humanos”.

A Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) traduz, com a prática, essas definições. “Para a ASA, sistematização é tudo aquilo que se consegue organizar, que consiga explicar um determinado processo, uma determinada ação. Quando um agricultor domina o processo da sua estrutura hídrica, isso é uma sistematização”, explica Antônio Barbosa, sociólogo e coordenador pedagógico do P1+2.

 Foto: Arquivo RTS
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 Participantes do 1o Encontro de  Sistematização
Ele também ressalta a importância de se considerar a utilidade de uma sistematização: “No Semi-Árido,  tem servido para impulsionar processos, onde agricultores visitam agricultores. A gente tem chamado de construção horizontal do conhecimento. As sistematizações terminam privilegiando esse espaço de construção, principalmente na questão dos intercâmbios”.

Reflexões como essas também foram trocadas durante as atividades em pequenos grupos. Alberto Cantanhede, presidente da Rede GTA, participou dos debates. Para ele: “A RTS deu um passo importante para que as organizações possam conduzir melhor seus processos, seus projetos. O trabalho de sistematização, dentro da Rede,  deverá levar em conta a Tecnologia Social em si, a diversidade dos atores e as diferenças regionais”.

PRÓXIMOS PASSOS – No último dia do Encontro, o grupo propôs alguns  encaminhamentos  para orientar o processo de sistematização, no espaço da Rede. “Percebemos que é uma ferramenta fundamental para a promoção da difusão e reaplicação de TSs”, reflete a secretária executiva da RTS, Larissa Barros.

Um documento será encaminhado ao Comitê Coordenador da RTS, com os seguintes itens: concepção de sistematização, referencial teórico-metodológico,  diretrizes, procedimentos, prazos e espaços onde as ações deverão ser desenvolvidas.

Após o Encontro, as discussões deverão prosseguir no âmbito do GT Metodologia e Sistematização, criado no mês de março. Além de atividades presenciais, o grupo pretende fazer reuniões por meio da Comunidade Virtual da RTS.

Participaram do Encontro as seguintes instituições:

- Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong)

- Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA)

- Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase)

- Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)

- Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex)

- Fundação Mussambê

- Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)

- Instituto Aliança

- Instituto Palmas

- Instituto Paulo Freire (IPF)

- Instituto Universidade Popular (Unipop)

- Ministério da Integração Nacional

- Petrobras

- Rede Ater Nordeste

Referências Bibliográficas

GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Práxis. 2 ed - São Paulo: Cortez:  Instituto Paulo Freire, 1998. Introdução - Por que Pedagogia da práxis?; Cap.1. A dúvida e a tarefa de educar (p. 13 - 52)

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. Cap. 8. Paulo Freire: Da pedagogia do  Oprimido à ecopedagogia (p. 99 - 111)

FREIRE, Madalena. Observação, registro, reflexão. Instrumentos Metodológicos  I. 2 ed. 1996

ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: Desafios e perspectivas. São Paulo. Cortez, 1998

JARA, Oscar. Para sistematizar uma experiência. Ministério do Meio Ambiente, 2006.

Clique aqui para ver outras fotos do 1o Encontro Nacional de Sistematização da RTS.

Outras Informações:

Instituto Paulo Freire
Telefone: (11) 3021-5536
Portal: www.paulofreire.org

Por Michelle Lopes – Assessora de Comunicação da RTS

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