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RTS divulga Tecnologias Sociais finalistasVencedores do Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais serão conhecidos em novembro. Veja informações detalhadas sobre os finalistas da categoria “Aproveitamento/tratamento de rejeitos de processos produtivos”. A Fundação Banco do Brasil (FBB) divulgou, no final de agosto, os 24 projetos finalistas concorrentes ao Prêmio de Tecnologia Social realizado pela instituição. No total, 782 projetos foram inscritos. A comissão de seleção escolheu 120 práticas para certificação. Dessas, apenas 24 concorrerão ao julgamento final, que tem como critérios inovação, exemplaridade, transformação social e potencial de reaplicabilidade. O resultado final será conhecido dia 12 de novembro, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil, em Brasília. Os projetos selecionados nesta última etapa receberão o troféu de "Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social - Edição 2007". O prêmio foi dividido em oito categorias: -Região Geográfica (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste); -Aproveitamento/Tratamento de Rejeitos de Processos Produtivos; -Direitos da Criança e do Adolescente; -Gestão de Recursos Hídricos. Cada uma das oito instituições vencedoras receberá R$ 50 mil. Esses recursos serão destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da Tecnologia Social premiada. A partir desta semana, a Rede de Tecnologia Social (RTS) divulgará, todas as quartas-feiras, os projetos finalistas. O objetivo é dar visibilidade às novas Tecnologias Sociais já certificadas pela FBB. Entre elas a Construção Sustentável, o Óleo Vegetal Usado como Biocombustível e a Utilização de Pó de Basalto na Produção, finalistas na categoria Aproveitamento/Tratamento de Rejeitos de Processos produtivos. CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais desenvolveu a Tecnologia Social “Construção Sustentável”, com o objetivo de construir unidades habitacionais voltadas para o atendimento de demandas sociais e públicas de habitação, utilizando, como matéria-prima, a escória de aciaria – resíduo industrial descartado pelas empresas de siderurgia. Disponibilizado no município de Serra, no estado do Espírito Santo, o projeto apresenta grande relevância, uma vez que o emprego da escória de aciaria pode ser agregado na fabricação de blocos de concreto, representando uma possibilidade de destinação ambientalmente correta ao resíduo sólido gerado pelas empresas da região. Construções realizadas com os blocos produzidos com o material apresentam desempenho idêntico às construções em blocos de concreto produzidos com agregados convencionais. Além disso, a reciclagem da escória de aciaria representa vantagens não só relativamente ao processo industrial, mas também em relação à preservação do meio ambiente, do qual grandes volumes de matérias naturais, como areia e brita, não mais estariam sendo retirados. Outro diferencial é a possibilidade de produção com recursos extremamente baixos, uma vez que a tonelada de escória tem custo de R$ 0,50, enquanto a tonelada de agregados chega ao preço médio de R$ 40,00. Com essa Tecnologia Social, casas e edifícios poderão ser construídos de forma sustentável. ÓLEO VEGETAL USADO COMO BIOCOMBUSTÍVEL
Uma camionete S-10, ano 2001, com motor MWM 2.8 turbo diesel intercooler convertido para óleo vegetal, representa a Tecnologia Social desenvolvida pelo Instituto Morro da Cutia de Agroecologia, no Rio Grande do Sul. Em agosto, o veículo completou mais de 100 mil km rodados exclusivamente à base de óleo vegetal reciclado. Fazendo uma comparação entre os combustíveis tradicionais, as vantagens da utilização de óleo vegetal são inúmeras. As emissões de um veículo rodando com óleo vegetal contêm 40% menos fuligem e são 75% mais puras em relação ao diesel fóssil. O óleo vegetal também propicia melhor lubrificação interna do motor. Na questão ambiental, cada litro de óleo reciclado como combustível é menos um agente poluidor na natureza.
Para adaptar um veículo ao óleo vegetal é preciso instalar um kit para conversão do motor. O custo médio é de R$ 2.500,00. O processo é realizado apenas uma vez e não exige maiores cuidados ou manutenções. A questão econômica também é vantajosa. O óleo vegetal pode ser adquirido gratuitamente nos estabelecimentos que o utilizam para fritura. Mas a utilização desse material não pode ser imediata. É preciso seguir algumas etapas para reciclá-lo. UTILIZAÇÃO DE PÓ DE BASALTO NA PRODUÇÃO
Com o objetivo de melhorar as condições sanitárias e a qualidade de vida de regiões próximas às pedreiras, a Emater-RS criou uma Tecnologia Social para utilização de pó de basalto. Trata-se da utilização desse material na produção vegetal da região.
A meta da Tecnologia Social é atingir todos os produtores do Vale do Caí/RS que têm atividade de produção vegetal, onde o emprego do pó de basalto realmente apresente resultados significativos na melhoria da qualidade dos cultivos e na geração de renda para seus produtores. Há ainda a eliminação do problema ambiental da pedreira. Com a adoção da Tecnologia Social, 70 produtores já relataram a diminuição da ocorrência de doenças e injúrias nas culturas. Outras Informações Por Cláudia Mohn – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Colaboração: Assessoria de Imprensa da Fundação Banco do Brasil |
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