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Prêmio FBB de Tecnologia Social: Região NorteCrédito agroecológico, policultura e inclusão digital são exemplos de Tecnologias Sociais da Região. Do total de 782 práticas inscritas no prêmio, 120 foram certificadas e 24 concorrem ao julgamento. A inovação, a exemplaridade, a transformação social e o potencial de reaplicabilidade serão os critérios utilizados na escolha.
Do total de 782 práticas inscritas no prêmio, 120 foram certificadas e 24 concorrem ao julgamento. A inovação, a exemplaridade, a transformação social e o potencial de reaplicabilidade serão os critérios utilizados na escolha. A premiação é concedida, a cada dois anos, para identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais, conceito que compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade, que representem soluções efetivas de transformação social. Todas as 24 Tecnologias Sociais selecionadas nessa fase receberão o troféu de “Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social – edição 2007”. O resultado final será conhecido às 19h30 de 12 de novembro, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil, em Brasília (DF) e cada uma das oito instituições vencedoras receberá R$ 50 mil. Os recursos deverão ser destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da Tecnologia Social premiada. O prêmio foi dividido em oito categorias: “Região Geográfica – N/NE/CO/SE/S”, “Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos”, “Direitos da Criança e do Adolescente” e “Gestão de Recursos Hídricos”. A quarta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social é realizada em parceria com a Petrobras, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da KPMG Auditores Independentes. Conheça um pouco das Tecnologias Sociais. Nesta matéria, veja as finalistas da categoria “Região Norte”:
De acordo com dados do Ministério da Justiça, 34% das pessoas que saem da prisão cometem outro delito em até seis meses. A reincidência é, portanto, uma das conseqüências mais preocupantes do atendimento jurídico-social. “Lá fora”, os egressos são impactados pela falta de moradia, de atividades lícitas para obter remuneração e de apoio familiar. Para diminuir esses problemas, a Associação Pólo Produtivo Pará, de Belém, criou o Projeto Fábrica Esperança, a partir do entendimento de que a valorização da auto-estima por meio da profissionalização é um fator essencial para a absorção de quem cumpre pena no mercado de trabalho. A Fábrica Esperança, que iniciou suas atividades em janeiro de 2006, integra ao seu corpo de funcionários presos condenados à pena privativa de liberdade em regime aberto, beneficiados com prisão domiciliar e os egressos do sistema penitenciário do Pará, que trabalham pelo regime celetista. Os internos condenados à pena privativa de liberdade também podem atuar, mas dentro da própria prisão, costurando bolas esportivas, por exemplo. Os participantes do projeto recebem treinamento em segurança do trabalho, confecção industrial de rouparia hospitalar, malharia, serigrafia, entre outros. No total, já passaram pelo projeto quase 300 pessoas. Nesse período, a reincidência criminal foi de apenas 6%, contra a porcentagem de 75% registrada no restante do país. Outro dado importante é que cada egresso, ao conquistar emprego e renda, deixa de praticar três crimes por dia, totalizando uma redução de 14.130 ocorrências mensais no Pará.
Contribuir para preservar o meio ambiente e melhorar as condições de vida das famílias do campo no Baixo Tocantins é a meta do projeto Redes Locais Tecendo Saberes Agroecólogicos. A prática é realizada pela Associação Paraense de Apoio às Comunidades Carentes (Apacc) em 39 comunidades das ilhas e 56 de terra firme do município de Cametá, no Pará. Os habitantes da região vinham sendo afetados por diversos fatores, como a crise ambiental, o desequilíbrio ecológico, a derrubada de madeira, as queimadas, a monocultura e o endividamento junto a instituições bancárias. Em busca de alternativas de desenvolvimento sustentável, o embrião da Tecnologia Social finalista foi o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural, que procurou, entre 2000 e 2003, discutir práticas para o desenvolvimento dos sistemas de produção a partir da valorização dos saberes dos agricultores e agroextrativistas. Mais tarde, surgiu o Programa de Formação Agroextrativista, composto por duas fases sucessivas. Na primeira, é feita a formação inicial em grupos nas comunidades rurais e, na segunda, a composição de uma rede de agricultores multiplicadores das inovações e discussões realizadas anteriormente. A rede atua com formação continuada, organização política, comunicação e mobilização. Um dos resultados do projeto é que 80 multiplicadores de Cametá realizaram, em 2006, mais de 4 mil visitas de apoio técnico, 768 mutirões de trabalho e avaliação de práticas produtivas, atingindo cerca de 3 mil famílias. Houve, ainda, a diversificação das lavouras, a recuperação dos solos, a produção e o plantio de 100 mil mudas de frutíferas e essências florestais. A elevação em 70% de áreas de açaizais nativos manejados e em 275% da produtividade do açaí por hectare e o fomento da apicultura também são resultados do programa.
Há muito que a extração da borracha perdeu importância econômica nos seringais do Norte brasileiro. Os habitantes mais comuns dos seringais nativos, os indígenas e migrantes nordestinos, começaram a procurar os grandes centros urbanos para sobreviver, levando inchaço e bolsões de miséria às periferias. Com a redução dessa população, some também boa parte dos conhecimentos tradicionais de manejo das florestas. Para gerar trabalho e renda para a população extrativista da Amazônia, por meio da transformação do látex nativo em produtos sustentáveis, combinando técnicas de saber popular e de conhecimento científico, o Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio) está recuperando uma das técnicas indígenas usadas antigamente. Os encauchados de vegetais usam a desidratação do látex na temperatura ambiente. Inicialmente, foi desenvolvido um processo de fabricação da água de cinzas para estabilizá-lo, em substituição à amônia (NH3) ou ao hidróxido de potássio (KOH). Ela é usada, ainda, como indutora para a produção dos pigmentos vegetais, em substituição ao etanol e como estabilizante para as fibras vegetais, garantindo compatibilidade entre látex, fibras e pigmentos em suas composições. O látex é colhido de seringueiras nativas, através de manejo comunitário de baixo impacto. A vulcanização é realizada por meio de aquecimento controlado. As fibras vegetais são produzidas a partir da trituração artesanal de espécies com alta incidência na flora local. Cargas e pigmentos misturados ao látex são desidratados pela evaporação na temperatura ambiente, reduzindo assim os custos de produção. Todos os processos do novo sistema produtivo foram pesquisados, juntamente com índios e seringueiros, pelo professor Francisco Samonek, a partir de 1994. Alguns dos resultados do projeto são a criação de um processo de fabricação de tecido emborrachado e a implantação de unidades para a produção do tecido emborrachado e para as fibras vegetais no Acre. Outras Informações |
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