A Oficina realizada em Natal/RN foi parte das atividades que vêm sendo desenvolvidas pelo Grupo de Monitoramento e Avaliação da RTS (GT de M&A) em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex).
Foto: Yêda Mello
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Participantes da Oficina
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“Nenhum de nós é tão bom e tão inteligente quanto todos nós...” (M. Ferguson). Esta foi a filosofia da Oficina Nordeste de Identificação e Construção de Processos de Monitoramento e Avaliação. O encontro foi realizado pela RTS, de 3 a 5 de dezembro, em Natal/RN, durante a VI Expo Brasil Desenvolvimento Local. Na ocasião, 40 integrantes da Rede - envolvidos com projetos de reaplicações de Tecnologias Sociais na região - participaram de debates, troca de informações e reflexões sobre formas eficazes de se acompanhar e potencializar as ações da RTS.
A Oficina foi parte das atividades que vêm sendo desenvolvidas pelo Grupo de Monitoramento e Avaliação da RTS (GT de M&A) em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex), por meio do projeto “Monitoramento e Avaliação das Ações da RTS: um processo de construção coletiva”, patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
No primeiro dia de atividades, houve relatos das seguintes experiências de reaplicação de Tecnologias Sociais:
• Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semi-Árido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2)
• Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Sistema Pais)
• Projeto Abelhas Nativas
• Mini-fábricas de beneficiamento de castanha-de-caju
• Barraginhas
• Incubadoras de Empreendimentos Solidários
• Energia Renovável
As atividades do segundo dia tiveram início com a mesa-redonda sobre “Monitoramento e Avaliação: os caminhos para a consolidação de políticas públicas”. Na ocasião, Rodrigo Fonseca, analista da Finep, resgatou a trajetória da RTS, lançada em abril de 2005. Lembrou que, desde seu primeiro momento, a Rede visa contribuir com “uma proposta de desenvolvimento não hegemônico, contra a lógica atual, que é excludente, formadora de desigualdades. Dentro desse contexto, é importante discutir o papel da tecnologia”.
Fonseca também ressaltou que a RTS precisa mostrar seus resultados. “Tal iniciativa é um forte argumento na disputa por um desenvolvimento alternativo, no Brasil. Além disso, a demonstração faz com que determinadas Tecnologias Sociais sejam transformadas em políticas públicas”.
Em seguida, a pró-reitora de extensão e interiorização da Ufam, Márcia Perales Silva, fez sua apresentação explicando a estratégica metodológica das oficinas de monitoramento e avaliação, no âmbito da RTS; a interlocução entre a Rede e o Forproex; a importância de princípios coletivos, tais como equidade, empoderamento, produtividade, inclusão etc.; e os processo e a potencialização de uma rede, dentre outros assuntos.
Foto: Yêda Mello
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Trabalho em grupo na Oficina
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Em sua reflexão sobre o bom funcionamento de uma rede, Márcia ressaltou que é preciso mais que boas práticas: “Para que uma rede funcione, é necessário haver viabilidade financeira, técnica, política e social. Esse conjunto de condições é fundamental para que a rede possa se fortalecer e as articulações sejam construídas de forma mais constante”.
Quanto aos processos de avaliação, Márcia afirmou que trata-se de uma obrigatoriedade entendida a partir de uma dinâmica pedagógica: “Esse trabalho exige necessariamente o envolvimento de cada integrante. A avaliação não é um exercício desinteressado e neutro, pois implica, por exemplo, em decisões políticas”.
Ainda durante a Oficina, os/as participantes dividiram-se em grupos para tratar das seguintes temáticas:
-Geração de emprego e renda + Tecnologias Sociais
-Mobilização e participação comunitária + difusão/articulação + M&A
-Dinâmica de rede + envolvimento das universidades
No último dia de Oficina, houve uma plenária final onde cada grupo apresentou suas preocupações, desafios e propostas. O conteúdo subsidiará o Sistema de Monitoramento e Avaliação, em construção pelo Forproex, com o apoio da Finep. “O Sistema será um software, mais amplo que um banco de dados. Será possível acessar informações sobre as ações da RTS e projetos de reaplicação de Tecnologias Sociais. Também será possível emitir relatórios”, explica Márcia.
PRÓXIMOS PASSOS - De 14 a 16 de janeiro, acontecerá a Oficina Norte de Identificação e Construção de Processos de Monitoramento e Avaliação, em Manaus/AM. “Vamos fazer a próxima oficina, sobre M&A, com uma nova perspectiva, a partir da aprendizagem que tivemos em Natal. A partir daí, levaremos os resultados ao GT de Monitoramento e Avaliação para encaminharmos outras dimensões desta iniciativa”, explica o professor e coordenador do projeto, Targino de Araújo Filho.
Outras Informações:
Oficinas de M&A - RTS
Telefone: (16)3351-8236 ramal 9235
Endereço eletrônico: targino@ufscar.br
Avaliação dos/as participantes
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Irmã Mônica de Barros
Congregação das Filhas de Jesus e presidente da Cáritas de Janaúba
Eu desenvolvo um trabalho e não sabia que fazia Rede Tecnologia Social local. Eu vim para uma rede nacional sem saber que realizava o mesmo na base. Eu vim com uma bagagem de experiência de intercâmbio de uma mini-rede nas comunidades. Esta Oficina abriu um horizonte muito grande. Imagino que teremos um intercâmbio muito bom.
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Luciano Cordoval
Embrapa Milho e Sorgo
Tivemos oportunidade de mostrar o nosso trabalho e conhecer iniciativas de outras pessoas que vieram aqui, trazendo Tecnologias Sociais. Os debates foram ricos. Também tivemos oportunidade de convidar dois parceiros para a Oficina – um de Minas Gerais e um do Piauí – os dois grandes pólos de desenvolvimento do projeto Barraginhas.
Saio daqui confiante de que grandes parcerias e grandes fusões de tecnologias vão acontecer. Já estou sentindo a fusão concreta com o Sistema Pais. Combinei, com a Irmã Mônica, de construirmos 100 barraginhas em sua região, onde há o Pais. E Lenart, da Petrobras, reforçou o interesse em fazer a junção dessas duas tecnologias.
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Paulo Wataru Morimitsu
Mini-fábricas de beneficiamento de castanha-de-caju
A dinâmica dessa Oficina é muito interessante porque ela resgata alguma resposta para a sociedade sobre como as Tecnologias Sociais podem beneficiar grupos, comunidades, principalmente a região Nordeste. As organizações sociais têm a possibilidade de reaplicar essas práticas. Acho que as Tecnologias Sociais têm muitas riquezas que podem ser aproveitadas.
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José Roberto
Instituto Eco-engenho
É necessário estreitar mais os laços da Rede de Tecnologia Social, para que ela flua horizontalmente. Esse foi um dos fatores mais importantes dessa reunião.
Eu também tive oportunidade de me abrir, de dizer as coisas com muita transparência. Me senti muito à vontade para compartilhar fatos sobre uma certa mudança de paradigma quanto à inclusão social no Semi-Árido, ao combate à pobreza.
O saber popular está aí, a gente deve considerar. Mas também devemos levar informação e tecnologia às pessoas. É nessa linha que estamos desenvolvendo nossa teoria de projetos de inclusão social, nossa teoria de Tecnologia Social.
Tecnologia Social não é, por exemplo, a tecnologia solar que chamaram, nesta Oficina, de energia renovável. Pode ser energia eólica, biomassa etc. Pode ser qualquer tipo de tecnologia: uma alavanca, uma roda d’água. Enfim, equipamentos e processos que possam ser adaptados para tirar pessoas de uma situação de miséria. Não é preciso aguardar o mesmo tempo da evolução de Darwin para deixar de ter gente pobre no Semi-Árido.
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Murilo Drummond
Associação Maranhense para a Conservação da Natureza (Amavida)
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
A Oficina foi muito boa, foi bastante densa, com muitas informações, idéias e discussões. Temos um volume de informações que possibilitará a construção de um documento bastante consistente.
Eu levo, na bagagem, para o Maranhão, o conhecimento, novas pessoas, novas tecnologias que eu não conhecia, e a possibilidade de estabelecer novas interações. Enfim, levo a possibilidade de fortalecer uma rede de entidades envolvidas com o processo de construção da tecnologia.
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Targino Araújo
Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex)
Eu estou surpreso. A Oficina superou minhas expectativas. Para mim, foi um momento de grande aprendizagem. O grupo foi muito colaborativo, compreendeu. Foi muito rico. Alguns resultados ratificaram o que já estávamos fazendo quanto ao monitoramento e avaliação das ações da RTS. Também abrimos novos caminhos. Então, eu fiquei super otimista.
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Rodrigo Fonseca
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
A Oficina foi bastante interessante, proveitosa. A gente teve uma discussão de conteúdo sobre o tema “Monitoramento e Avaliação” partindo das experiências. Foi fundamental ter um primeiro dia em que se viu as experiências para, depois, partirmos para o tema, com base no mundo real.
Também foi muito importante para o grupo do Forproex, que está conduzindo o projeto, entrar na Rede efetivamente, se sentir dentro da RTS, sentir como funcionam as conexões.
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Clique aqui para ver fotos da Oficina Nordeste de Identificação e Construção de Processos de Monitoramento e Avaliação.
Clique aqui para ler a Síntese dos Grupos de Trabalho da Oficina. O documento está em construção e será aprimorado após a Oficina que acontecerá em Manaus/AM.
Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da RTS