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Parceiros da ASA visitam comunidades do Semi-árido


As visitas às propriedades rurais fizeram parte da programação do Encontro Preparativo para a fase piloto do P1+2, realizado em Pernambuco

Foto: Gleiceani Nogueira
VISITA-parceiros.jpg
Mesa de Intenções e Parcerias

09/05/2008 – Na última terça-feira (6/5), instituições parceiras da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) conheceram experiências de tanque de pedra e cisterna calçadão, desenvolvidas nos municípios de Venturosa e Jataúba, em Pernambuco. Participaram das visitas a propriedades rurais representantes das seguintes instituições: Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Fundação Banco do Brasil, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Rede de Tecnologia Social (RTS).

As visitas fizeram parte da programação do Encontro Preparativo para a fase piloto do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2), realizado em Pernambuco, de 5 a 7 de maio. Na ocasião, reuniram-se instituições parceiras da ASA, coordenadores/as, gerentes administrativos e representantes legais das 13 entidades que vão atuar como Unidades Gestoras Territoriais (UGTs) do P1+2.

No primeiro dia de atividades, a Mesa de Intenções e Parcerias permitiu uma intensa troca de reflexões e informações. Larissa Barros, secretária-executiva da RTS, iniciou as apresentações lembrando que “o P1+2 foi construído no âmbito da Rede de Tecnologia Social. Hoje, várias instituições começam a perceber que as tecnologias de captação de água fazem a diferença no Semi-árido e merecem investimentos”. Larissa informou, ainda, que o Comitê Coordenador da RTS revisou o Plano de Ação para 2008 e elegeu o apoio ao P1+2 como uma das metas prioritárias.

A fase piloto do Programa terá duração de um ano e beneficiará 3.369 famílias dos estados de Pernambuco, Ceará, Piauí, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. Rogério Miziara, representante da Fundação Banco do Brasil, anunciou os planos da instituição em relação a investimentos no P1+2: “Este ano, nosso recurso está destinado a ações de monitoramento e avaliação do Programa. Para 2009/2010, a Fundação pretende apoiar as UGTs. Para tal, precisamos desenhar um projeto até o mês de dezembro”.

Ainda quanto a recursos para o P1+2, Igor Arsky, coordenador do Programa Cisternas do MDS, relembrou valores já repassados pelo Ministério.  “Os investimentos confirmam a importância que o MDS confere às ações de convivência com o Semi-Árido”. Igor disse, ainda, que o governo tem uma grande expectativa em relação ao P1+2, pois “o projeto deve ser um passo além do Programa Um Milhão de Cisternas, dialogando ainda mais com outras políticas de governo, como o combate à desertificação e a processos erosivos”.

Uma forma de ampliação dessas articulações é a adesão de outros órgãos governamentais ao P1+2, como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que, recentemente, envolveu-se com o Programa. “Estamos fazendo um esforço para entrar mais efetivamente nas atividades da Rede ASA e, especialmente, no Programa Uma Terra e Duas Águas. Temos o desafio de incorporar a convivência com o Semi-Árido mais definitivamente em nossas políticas e ações”, revelou Lílian Rahal, chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA.

A Codevasf também está aportando recursos nessa fase piloto do P1+2. Durante o Encontro Preparatório, o representante da Companhia e técnico em desenvolvimento regional, Paulo Bergamaschi, destacou a importância da seriedade na implementação das ações: “Quando assumimos um projeto para desenvolver, realmente acompanhamos do início ao fim. Costumamos fiscalizar e manter contato com os técnicos nas superintendências regionais. Para nós, é uma surpresa agradável participar do desenvolvimento do P1+2”.

Reflexões


Também participou da Mesa de Intenções e Parcerias, Luciano
Marçal, membro da coordenação executiva da ASA Brasil.
A seguir, suas principais reflexões:


“O início da fase piloto do P1+2 é um momento muito especial.
Marca a história da ASA Brasil na construção de um projeto de
convivência com o Semi-Árido. É uma história de todos nós.

O P1+2 aponta uma nítida perspectiva: avançar par além da
água de beber e atuar sobre a garantia do acesso à água para
produção de alimentos. Precisamos descentralizar,construir
uma malha hídrica diversificada, capaz de garantir o acesso
à água para cada família que vive no Semi-Árido.

Existem experiências exitosas capazes de mostrar e evidenciar
caminhos para a produção de alimentos. As inovações incidem
na produção de hortaliças e frutas, na diversificação
produtiva, na regularização da oferta da produção de
alimentos e, também, sobre a renda de muitas famílias.

No Semi-Árido, há milhares de experiências bem-sucedidas,
mas que  estão num relativo isolamento social. Precisam se
encontrar. É nessa perspectiva que o P1+2 traz contribuições
metodológicas,na medida em que estimula a sistematização e o
intercâmbio de experiências para a convivência com o
Semi-Árido.

O Programa também traz, com as experiências, o saber
acumulado e a capacidade criativa de cada agricultor
envolvido. Resgata-se o papel histórico das famílias
agricultoras num processo de produção de conhecimentos
colocando uma perspectiva importante,inclusive, para discutir
o sistema de pesquisa e extensão, com a participação dessas
famílias.

Enfim, o P1+2 deverá somar-se à trajetória da ASA Brasil
na perspectiva política de construção de um novo paradigma
de desenvolvimento para o Semi-Árido brasileiro. Esperamos
que o Programa, somado à continuidade do P1MC, possa
demarcar um novo momento na construção de um projeto para
o Semi-Árido.

Creio que o P1+2 é uma grande responsabilidade. Estamos
conscientes quanto ao nosso desafio de bem gerir recursos
públicos. Talvez, seja um momento único para mostrar que é
possível construir uma relação entre Estado e sociedade em
um projeto de desenvolvimento bem sucedido, que faça avançar
padrões mais dignos de convivência com o Semi-Árido”.

Outras Informações

Portal: www.asabrasil.org.br
Por Michelle Lopes – Assessora de Comunicação da RTS

Colaboração: ASA Brasil

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