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Oficinas da RTS reúnem registros de Tecnologia Social


Conteúdo irá alimentar Espaço Aberto de Conhecimento da RTS, plataforma virtual cuja finalidade será disponibilizar um banco permanente de TS, um ambiente para redes sociais e novas ferramentas de colaboração e construção coletiva do conhecimento.

Foto: RTS
Oficinas-da-RTS-reunem-registros-de-Tecnologia-Social.jpg
Espaço foi construído coletivamente dentro da RTS

19/03/2010
- A RTS realizou em Brasília, nesta quinta-feira (18/03), sua sexta oficina de registro de Tecnologias Sociais. Com representantes de instituições associadas à RTS no Distrito Federal e em Goiás, o encontro teve como objetivo estimular a alimentação de Tecnologias Sociais no Espaço Aberto de Conhecimento, plataforma virtual da RTS cuja finalidade será disponibilizar, no Portal da Rede, um banco permanente de TSs, um ambiente para redes sociais e novas ferramentas de colaboração e construção coletiva do conhecimento. Além de Brasília, também foram realizadas oficinas na Bahia, Ceará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

“O Espaço Aberto foi construído coletivamente por diversas instituições da Rede e será um espaço interativo de referência em Tecnologia Social. A idéia é lançá-lo com pelo menos 50 TSs já disponibilizadas” explicou durante o encontro a animadora de redes da RTS, Isabel Miranda. A dinâmica incluiu uma apresentação sobre o Espaço e suas funcionalidades, bem como o auxílio ao preenchimento do Formulário de Registro de Tecnologia Social, no qual constam informações básicas como o principal problema enfrentado pela Tecnologia Social, o passo-a-passo para a reaplicação e os contatos das organizações responsáveis pelo registro.

O Espaço Aberto de Conhecimento agrupará as Tecnologias Sociais em 23 temas. São eles: Agricultura familiar, Comunicação, Cultura, Democratização do conhecimento, Desenvolvimento local, Economia solidária, Educação, Energia, Geração de trabalho e renda, Juventude, Meio ambiente, Microfinanças, Moradia, Organização e fortalecimento de capital social, Processo produtivo, Promoção de direitos (gênero, raça e deficiências), Reciclagem de resíduos sólidos, Recursos hídricos, Saneamento básico, Saúde, Segurança alimentar e nutricional, Segurança Pública e Tecnologias assistivas / ajudas técnicas.

Entre as Tecnologias Sociais já registradas estão o sanitário compostável Húmus Sapiens, o fogão ecoeficiente, o Aquecedor Solar de Baixo Custo (ASBC), o ensino de matemática para deficientes visuais, o aproveitamento sustentável da rama da mandioca e da manipueira, o sistema de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), o aproveitamento total do coco babaçu e as tecnologias de captação de água de chuva para a produção de alimentos Tanque de pedra (caldeirão), Barragem subterrânea, Cisterna calçadão e Barreiro trincheira.

Além disso, o Espaço permitirá a criação de comunidades dedicadas a aprofundar as discussões sobre estas tecnologias. Entre as ferramentas que os internautas terão à disposição estão conferências online (chat/VoIP); ambientes de publicação de vídeos, áudio, imagem e textos e a classificação dos conteúdos via tags.  “As oficinas também estão sendo fundamentais para o aprimoramento da própria ferramenta”, completou a secretária-executiva da RTS, Larissa Barros. 

O lançamento do Espaço Aberto de Conhecimento está previsto para abril, quando a RTS completa cinco anos. Participaram da oficina em Brasília representantes da Fundação Banco do Brasil, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS), Campo Escola de Tecnologia Social da Universidade Católica de Brasília (Celogs-UCB), Rede Comunitária de Comunicação (RedeCCom ) e das Ongs Casa Verde, Ágere, Mão na Terra e Trilha Mundos.

CNCTI

Durante a oficina, também foi discutida a mobilização das instituições da Rede para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI),  que tem a RTS na comissão organizadora. Com o tema “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vistas ao Desenvolvimento Sustentável”, o encontro ocorrerá, em Brasília (DF), entre os dias 26 e 28 de maio de 2010. 

“Falta conhecimento de como fazer política na área das Tecnologias Sociais e pouco interesse da comunidade científica no assunto. Por isso também é importante levar à discussão novas formas de construção coletiva do conhecimento”, disse durante a oficina o analista da Finep Rodrigo Fonseca.  

Coordenada pelo MCT e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI) tem como objetivo central elaborar diretrizes para a consolidação de um Sistema Nacional articulado que promova a cooperação entre os âmbitos federal, estadual e municipal, consolidando a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I).

“Como a Conferência ocorrerá em Brasília, é fundamental que as instituições daqui estejam mobilizadas para ocupar esses espaços. É importante que as pessoas e instituições que trabalham com o desenvolvimento, difusão e reaplicação de Tecnologias Sociais acompanhem e participem do processo”, completou a secretária-executiva da RTS, Larissa Barros.

As discussões da 4ª CNCTI serão norteadas segundo as quatro linhas do Plano de Ação 2007-2010: Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; Inovação na Sociedade e nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas; e Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Comparada com as edições anteriores, a 4ª CNCTI é a primeira a ter como pilar o tema da sustentabilidade. Segundo a Comissão Executiva da Conferência, isso significa  fortalecer os debates sobre o próprio uso da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento social, bem como a utilização sustentável da biodiversidade, mudanças climáticas, energia, recursos naturais, desigualdades regionais e educação científica.

Durante a oficina, ficou acertada a mobilização de novos encontros presenciais para a definição da estratégia de mobilização da RTS na Conferência.

Por Vinícius Carvalho, jornalista do Portal da RTS

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