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Instituições da Amazônia discutem M&A


A Oficina realizada em Manaus/AM, de 14 a 16 de janeiro, foi mais uma etapa do projeto “Monitoramento e Avaliação das Ações da RTS: um processo de construção coletiva”.

Foto: Daniel Cruz
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Participantes da Oficina

26/01/2008 - A Rede de Tecnologia Social (RTS) realizou mais uma Oficina de Monitoramento e Avaliação. O encontro aconteceu em Manaus/AM, de 14 a 16 de janeiro, com a participação de 30 representantes de instituições que fazem parte da RTS.Além de organizações brasileiras, a Oficina contou com a presença do Instituto para el Desarrollo Local Sostenible y la Conservación de la Diversidad Biológica y Cultural Andina Amazónica (InbiaPerú),  que também integra Rede.

No primeiro dia de atividades, o professor Targino de Araújo Filho fez um breve histórico sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Grupo de Monitoramento e Avaliação da RTS (GT de M&A), em parceria com o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex). As atividades  estão previstas no projeto “Monitoramento e Avaliação das Ações da RTS: um processo de construção coletiva”, patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“Logo no início dessa dinâmica, havia a necessidade de uma base conceitual consolidada sobre M&A. Esse foi o primeiro passo dado, buscando-se uma visão compartilhada por todos. O segundo passo foi levantar informações sobre diversos projetos desenvolvidos no âmbito da RTS, bem como as metodologias utilizadas e as exigências de fiscalização”, explica Targino.

A Oficina Amazônia de Identificação e Construção de Processos de Monitoramento e Avaliação era uma das ações planejadas. Em sua apresentação, a pró-reitora de extensão e interiorização da Ufam, Márcia Perales Silva, destacou a importância da participação coletiva nesse projeto: “Sempre que pensamos na possibilidade de construção de processos de monitoramento e avaliação, a partir da ótica do Forproex e da RTS, entendemos que todos têm condições de contribuir e devem, de alguma maneira, se manifestar”, afirmou.

A troca de informações foi um dos principais aspectos da Oficina, onde houve espaço para apresentação das seguintes experiências:

-SuperAção Jovem

-Meliponicultura

-Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce

-Projeto “Eu nunca contei a ninguém”, destinado a adolescentes e jovens que vivenciam a violência doméstica

-Aproveitamento total do coco babaçu

-Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semi-Árido: Uma Terra e Duas Águas (P1+2)

-Redes y tecnologías sociales e integración amazónica

No segundo dia de atividades, os/as participantes foram divididos/as em dois grupos onde foram levantadas sugestões para a construção de indicadores para o principal produto do projeto: o Sistema de Monitoramento e Avaliação, um software que permitirá o acesso a informações sobre as ações da RTS e projetos de reaplicação de Tecnologias Sociais.

Os indicadores desse Sistema terão, como base, os seguintes temas:

-Geração de emprego e renda + Tecnologias Sociais

-Mobilização e participação comunitária + difusão/articulação + M&A

-Dinâmica de rede + envolvimento das universidades

As sugestões dos grupos foram analisadas e validadas na plenária final da Oficina. Na ocasião, também foram escolhidos/as quatro participantes que passarão a acompanhar o processo do Sistema de Monitoramento e Avaliação da RTS:

-Davi Grijó - Instituto Iraquara

-Jorge Pinto da Silva – Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic) / Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase)/ Rede GTA

-Luiz Augusto Ramos - Instituto Universidade Popular (Unipop)

-Maria Luiza Barroso Magno – Movimento de Promoção da Mulher (Moprom)

 

PRÓXIMOS PASSOS – O Grupo de Monitoramento e Avaliação da RTS (GT de M&A) definirá, em reunião, um cronograma para as próximas atividades. A presidente do Forproex, Eunice Nodari, informou que os resultados recentes do projeto e as diretrizes do Sistema de M&A deverão ser apresentados em reunião do Comitê Coordenador da RTS: “Será dia 21 de fevereiro e vou propor este tema como um dos itens de pauta”.

 

Avaliações de alguns participantes


foto_carlos.JPGCarlos Vega Ocaña

Instituto para el Desarrollo Local Sostenible y la Conservación de la Diversidad Biológica y Cultural Andina Amazónica (InbiaPerú)

Foi muito importante o trabalho desenvolvido nesses três dias porque permitiu avaliar atividades da RTS e definir estratégias para melhorar as ações da Rede e das instituições que a integram.

Levarei, para o meu país, muito interesse em começar a trabalhar o tema da Tecnologia Social. Para nós, é uma novidade. Agora temos uma idéia mais clara e vemos que são ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento sustentável que desejamos.

 

foto_maria_luiza.JPGMaria Luiza Barroso Magno

Movimento de Promoção da Mulher (Moprom)

Eu achei fundamental trazer a Oficina para a Região Norte, fortalecendo as iniciativas regionais. Também foi importante ouvir diretamente as pessoas  e sentir qual é a problemática que as envolve, as dificuldades nessa relação de articulação e  de mobilização.

A Oficina também foi positiva porque a RTS agrega parceiros e esse diálogo foi bastante proveitoso. É uma dinâmica que fortalece. Saímos fortalecidos, conseguimos crescer juntos. Sentimos uma força nova e levaremos novos  conhecimentos para nossa localidade.

 

foto_david.JPGDavi Grijó Cavalcante

Instituto Iraquara

Toda iniciativa que é criada para fortalecer a Rede, em qualquer dimensão, tem resultados efetivos e enriquece qualquer trabalho que esteja acontecendo. A Oficina dá força na hora de expandir os horizontes da Tecnologia Social e  cria uma malha forte para o desenvolvimento dessas tecnologias.

Sem falar que a gente acaba construindo uma rede de contatos mais ampla e isso também  pode ajudar na expansão não só da tecnologia, mas da própria informação que nasce dentro de cada projeto. A RTS se coloca como base de sustentação de uma proposta, que é tornar paupável a expansão dos projetos a partir de um ponto comum, que é a Tecnologia Social.

 

foto_almir.JPGAlmir Barbosa Malheiros

Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Ataic)

É a primeira vez que eu participo de um evento realizado pela RTS. Achei muito bom discutir formas e metodologias de avaliar os projetos que estão sendo desenvolvidos. Estou levando um monte de informações.

É muito importante fazer parte dessa Rede com mais de 500 instituições, onde há experiências de todos os tipos e em todas as realidades possíveis. A gente fica feliz em saber que há muitas pessoas que se dedicam e que estão investindo nas tecnologias para que possam dar suporte ao desenvolvimento sustentável.

 

foto_fernando.JPGFernando da Nóbrega Júnior

Fundação Banco do Brasil

O processo da Oficina foi muito efetivo. Conseguiu aglutinar os esforços das diversas entidades para produzir um material de subsídio para a elaboração do Sistema de Monitoramento e Avaliação. Acredito que esse Sistema vem ao encontro do anseio das entidades e da sociedade em geral, tendo em vista que contribuirá para uma maior transparência quanto aos recursos que são utilizados nesses empreendimentos, e os resultados que esses projetos vêm alcançando.

A Oficina deixou um grande desafio: sistematizar um modelo de Sistema de M&A que permita lograr melhores resultados, mas que também seja simples na sua operacionalidade. Precisamos modelar esse Sistema e torná-lo viável e disponibilizado para toda a Rede o mais breve possível.

 

foto_luiz_augusto.JPGLuiz Augusto Ramos

Instituto Universidade Popular (Unipop)

A Oficina veio responder uma lacuna que há muito tempo vem preocupando as organizações: conseguir observar sinais de mudanças concretas na vida das pessoas em comunidade, mudanças de atitude, de comportamento. As organizações têm carência de instrumentos que apontem nessa direção.

A Oficina contribuiu para  indicar caminhos para as organizações conseguirem mapear com mais concretude as atividades e os resultados que elas estão conseguindo através de suas ações.

Também foi uma oportunidade de ouvir histórias maravilhosas. Pessoas que não tinham ou não têm horizonte, perspectiva de vida e, a partir da aplicação da tecnologia, começam a vislumbrar oportunidades, melhorias da qualidade de vida de sua família, de sua comunidade. Eu levo, daqui, a vontade de superar os desafios que temos na Amazônia.


Clique aqui para ver fotos da Oficina Amazônia de Identificação e Construção de Processos de Monitoramento e Avaliação.

 
Outras Informações

Telefone:(16) 3351-8236 – ramal 9235
Endereço eletrônico: targino@ufscar.br
ou mperales@ufam.edu.br

 

Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da RTS

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