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Empresas discutem Tecnologia SocialVinte e oito instituições participaram dos cafés-da-manhã promovidos pela RTS, durante a Conferência Internacional do Instituto Ethos. Na ocasião, foram apresentadas informações sobre as Tecnologias Sociais “Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais)” e “Reciclagem de Resíduos Sólidos”
Integrantes da Rede de Tecnologia Social (RTS) participaram da Conferência Internacional 2007 - Empresas e Responsabilidade Social, realizada de 12 a 15 de junho, em São Paulo/SP. Trata-se de uma iniciativa do Instituto Ethos e seus parceiros. Em sua nona edição, o tema da Conferência foi o compromisso das empresas para uma sociedade sustentável e justa. Dias 13 e 14 de junho, a RTS realizou cafés-da-manhã com empresários e empresárias. Após dois anos de existência, a Rede considera ser este o momento de ampliar a participação da iniciativa privada em suas ações, convidando novas empresas para se tornarem parceiras na promoção da ampliação do uso das Tecnologias Sociais. Para a RTS, a participação das empresas pode ocorrer das seguintes formas: a) articulando seu negócio com empreendimentos que utilizam Tecnologias Sociais; b) apoiando empreendimentos que utilizam Tecnologias Sociais; c) participando de novos modelos de negócios que privilegiem a utilização de Tecnologias Sociais. PAIS – A Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais) foi o tema do primeiro dia de encontro com empresários/as, em 13 de junho. Na abertura, o gerente de parcerias do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Caio Magri, apresentou informações sobre a RTS e possíveis convergências com a responsabilidade social empresarial. “O movimento tem contribuições a fazer. Também há necessidade de interlocução com questões ligadas às Tecnologias Sociais”, disse. Na seqüência, o engenheiro agrônomo Aly Ndiaye fez uma apresentação sobre o Pais, que é montado em um sistema de anéis, cada um destinado a uma determinada cultura, que complementa a que vem a seguir. O centro do sistema de agricultura familiar ecológica é utilizado para a criação de pequenos animais, como galinhas caipiras e patos. O esterco produzido pelas aves é utilizado para adubar a horta.
O criador da Tecnologia Social explicou o caráter coletivo e versátil da Produção: “Todo sistema de montagem de um Pais procura escutar a comunidade e fazer com que ela participe do processo. Todos estão plantando verduras, mas há uma senhora plantando flor, tempero e ervas”. Ndiaye lembra, ainda, que o Pais possibilita a independência econômica: “Temos condições de trabalhar com tecnologias alternativas, sustentáveis. O agricultor não precisa de nada de fora. Hoje, o Pais é uma política pública que insere o pequeno produtor”. A fim de apresentar mais informações às empresas, o Sebrae Nacional realizou um estudo sobre a viabilidade do Sistema Pais. De acordo com André Wehber, consultor do Sebrae, a atividade “é financeiramente viável. Dá dinheiro para quem planta. Em, no máximo, dez meses, o produtor já consegue o retorno do que investiu.” A renda obtida pelas famílias é de, pelo menos, R$ 350 mensais. No diálogo com os/as empresários/as, o gerente de agronegócios e territórios do Sebrae, Juarez de Paula, explicou o que pode ser feito em termo de parcerias. Atualmente, existe um projeto em andamento para a implementação de 1.080 unidades do Sistema Pais, em diversas regiões do país. “Pretendemos ampliar as ações e, para tal, precisamos de parceiros investidores que entrem com a parte do kit de materiais”, explica Juarez. O Sebrae assumiu o compromisso de realizar a transferência da Tecnologia Social, o acompanhamento das atividades e o suporte na comercialização dos produtos. RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS – No segundo café com empresas, dia 14 de junho, a secretária de articulação institucional e parcerias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Kátia Campos, fez uma apresentação sobre coleta seletiva. Em toda a explanação, foram destacadas as diversas possibilidades de parceria entre o governo, a iniciativa privada e as organizações da sociedade civil. Para Kátia, “importantes instrumentos são ações na área de trabalho e renda do governo federal, com recursos não onerosos que podem compor, junto com recursos da iniciativa privada, uma solução para apoiar cooperativas de catadores”. As ações de transferência de renda estão diretamente ligadas à coleta seletiva. Como a renda obtida com a coleta ainda é muito baixa, muitos catadores recebem apenas R$ 120 por mês. Portanto, esse mesmo público está apto a receber o Bolsa Família. “Se governo e empresas trabalharem para fortalecer uma cooperativa dentro dessa realidade, é possível viabilizar uma renda complementar a determinadas famílias. Assim, elas poderão utilizar melhor os recursos advindos do trabalho”, explica Kátia. Atualmente, cerca de 20 programas do governo transferem R$ 77 bilhões por ano para famílias pobres, no Brasil. Na área de trabalho e renda, são 109 ações no valor de R$ 5,7 bilhões. Tais recursos podem complementar ações da iniciativa privada. Durante o encontro, Kátia Campos destacou, ainda, as vantagens da coleta seletiva. Essa Tecnologia Social tem grande potencial para ser universalizada, pois a matéria-prima – o lixo – está presente em todos os lugares. Além disso, o aspecto econômico da coleta é significativo. Quanto aos aspectos sociais, a atividade permite que qualquer cidadão faça uma ação social, separando materiais. Os/as participantes do café com empresas também receberam informações sobre o Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores, sobre o Comitê Nacional para Implantação da Coleta Seletiva nos Prédios Públicos e sobre normas legais ligadas à coleta. A seguir, as instituições que participaram dos cafés-da-manhã: - Agroindustrial Oeste Paulista
Clique aqui para acessar a apresentação realizada pela secretária de articulação institucional e parcerias do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Kátia Campos.
Links relacionados: Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da RTS |
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