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Empresa francesa de cosméticos usa matéria-prima brasileiraRepresentante da marca francesa de cosméticos L’Occitane participa do seminário Agronegócios e Inovação, promovido pelo Sebrae Nacional em Brasília
A L’Occitane é uma marca francesa de cosméticos com 28 anos de atividades. No início deste ano, lançou a primeira linha de produtos feitos fora da França, denominada Linha Brasil. O nome revela a origem das matérias-primas e o processo de produção que envolve comunidades da Amazônia. Quatro protetores solares a base do buriti, cupuaçu e castanha do Pará, totalmente orgânicos e que utilizam filtros 100% minerais, foram apresentados no seminário Agronegócios e Inovação, promovido pelo Sebrae Nacional, em Brasília. “Todos os produtos são feitos no Brasil”, enfatizou Virginia Nicolaidis, representante da grife no País. A jovem executiva falou que essa é a segunda experiência da L’Occitane no desenvolvimento de produtos com matéria-prima de outro continente. A primeira delas ocorreu na África, quando descobriu a manteiga de Karité, utilizada pelas mulheres na pele e cabelos. “A Karité se tornou o ouro das mulheres”, explicou Virginia. No início, o projeto da L’Occitane envolvia 400 mulheres, hoje são quatro mil, segundo ela. A grife espera repetir o sucesso social e econômico conseguido na África no Brasil. “Estava faltando a linha solar em nossos produtos. A riqueza da biodiversidade e o lifestyle brasileiro nos atraíram”, revelou Virginia. Inês Bloise, da Beraca Ingredientes, e Ana Asti, da Fundação L’Occitane Brasil, também falaram do projeto que envolve a extração e beneficiamento do buriti, cupuaçu e castanha do Pará para a indústria francesa de cosméticos. Os produtos da Linha Brasil possuem certificados como produtos 100% orgânicos. Comunidades da Ilha de Marajó, responsáveis pela extração e coleta dos frutos dos buritis, estão se beneficiando com o projeto de comércio justo desenvolvido pela fundação, segundo Ana Asti. Das sementes desse fruto é produzida a manteiga, que dá origem ao novo bálsamo pós-sol, lançado recentemente. Segundo Inês Bloise, o buriti é a fonte mais rica de betacaroteno do mundo, sendo três vezes mais potente do que a cenoura, com poderosa ação anti-oxidante. Outra comunidade que está sendo beneficiada com a Linha Brasil de produtos da L’Occitane é a de Igarapé-Mirim (PA), de onde sai a castanha do Pará para a produção do autobronzeador totalmente natural. “O óleo da castanha do Pará tem mais selênio do que o óleo de amêndoas”, informou Inês. O Projeto Velas Artesanais Ilha de Marajó, apoiado pela Fundação L’Occitane, também foi apresentado no seminário do Sebrae Nacional . A andiroba é a matéria-prima utilizada há gerações como repelente pela população marajoara. “Trata-se de uma castanha extraída de árvore de 25 metros. O peso da castanha é 40% óleo”, explicou a representante da Beraca Ingredientes, parceira do projeto, responsável pela capacitação e acompanhamento de todas as etapas desde a extração até o beneficiamento do fruto. Uma cooperativa foi criada em decorrência do projeto e conta atualmente com 20 mulheres. Para agregar valor e gerar renda constante para as mulheres, que coletam a andiroba, é preciso criar condições de processar o refino no próprio local. Para isso, a Fundação L’Occitane Brasil adquiriu um terreno, onde vai montar a fábrica de velas de andiroba. A produção será comercializada nas lojas da grife na França. Os novos produtos e o projeto apoiado pela fundação da indústria francesa representam um grande desafio, segundo Virgínia. “Estamos muito animados. É uma aventura coletiva de homens e mulheres do Brasil”, resumiu a jovem executiva. Outras Informações Fonte: Agência Sebrae de Notícias © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. |
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