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Cooperativas brasileiras apostam no algodão orgânicoJusta Trama e Natural Fashion investem em formas alternativas de produção, com a ótica da preocupação ambiental
Produção ambiental consciente e com a perspectiva do comércio justo. Duas experiências desse tipo relacionadas ao algodão foram apresentadas na manhã desta quarta-feira (5), em Brasília, durante o evento ‘Agronegócios & Inovação’. A programação segue até sexta-feira (7), na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Idalina Maria Boni e Nelsa Fabian Nespolo apresentaram ao público do evento o trabalho desenvolvido pela Justa Trama, rede formada por cooperativas de todas as regiões brasileiras. Fazem parte da Justa Trama a Univens – Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos, de Porto Alegre (RS); a Fio Nobre, de Santa Catarina; a Cones – Cooperativa Nova Esperança, de Nova Odessa (SP); a Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (CE); e a Cooperativa Açaí, de Porto Velho (RO). Mais de 700 trabalhadores integram a rede. Idalina, de Itajaí, e Nelsa, de Porto Alegre, vêm da experiência de cooperativismo e auto-gestão em suas cidades. Elas atuam na frente da Justa Trama, uma grife que trabalha com a produção de roupas feitas com itens como algodão orgânico, tinturas naturais e sementes. “É fundamental que as pessoas consumam com consciência e que pensem nos processos que esse ato desencadeia”, diz Idalina. “Ao comprar uma camisa ‘normal’, a pessoa usa um produto que consumiu uma determinada quantidade de substâncias tóxicas, como tintas, e está pondo isso em contato com seu corpo”, alerta Nelsa. Na visão da Justa Trama, deve-se pensar, além do ambientalmente correto, no comércio justo e na possibilidade de geração de emprego e renda para quem trabalha na grife. “Um dos pontos importantes para a nossa atividade está em discutir o valor justo do trabalho e valorizar cada etapa da atividade coletiva”, defende Nelsa. Maysa Gadelha falou no evento sobre o trabalho realizado pela Natural Fashion, consórcio de grupo de artesãos fundado em 2000 na cidade de Campina Grande (PB). A grife paraibana, que gera 850 empregos, desenvolve roupas, acessórios, artigos de cama, mesa e banho confeccionados com algodão de colorido natural. O algodão colorido de Campina Grande deriva de melhoramento genético e apresenta cores como marrom e verde. O trabalho de tecelagem do algodão da Natural Fashion é feito por meio de diversas parcerias, com empresas da Paraíba, Sergipe e Pernambuco. “A Natural Fashion leva vários aspectos em consideração como o apoio ao homem do campo, o comércio justo e a valorização da cultura popular”, afirma Maysa. Gadelha cita a importância do apoio de entidades como o Sebrae e a Embrapa para a Natural Fashion. O trabalho da grife tem ganho impulso. O consórcio já exporta para seis países, entre eles os Estados Unidos, vende seus produtos em quase todas as capitais brasileiras e se prepara para inaugurar uma franquia de lojas sustentáveis a partir do mês de abril. Na abertura do evento ‘Agronegócios & Inovação’, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, destacou a importância do agronegócio para o País e disse que é necessário mostrar o caminho da inovação para milhões de empresários brasileiros. “Inovar significa fazer uma revolução para criar grandes produtos e processos”, assinalou o presidente. “Temos que promover eventos como esse em todos os estados”, afirmou. Outras Informações: Fonte: Agência Sebrae de Notícias © Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída. |
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