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Cepal recomenda inovação para desenvolvimento da América LatinaEstudo ressalta importância estratégica da diversificação e do desenvolvimento de espaços que conjuguem aprendizagem tecnológica e competitividade
A pesquisa aponta a relevância do setor público para impulsionar o processo de inovação, que seria reforçado em cada região por etapas de desenvolvimento e pela a importância dos recursos naturais e de sua estrutura produtiva. A Cepal considera duas orientações essenciais para o desenvolvimento da América Latina e Caribe. A primeira é a necessidade de se gerar uma cultura da inovação que permita criar e beneficiar as oportunidades sobre a base de novas propostas, sem transitar em caminhos já percorridos. A segunda propõe detectar e fazer um bom uso das oportunidades que o mundo oferece, assim como aprender com as experiências e os avanços de outras regiões. Caminhos Outra recomendação é para que as políticas públicas impulsionem as cadeias regionais de produção, compartilhem e potencializem o processo de inovação. “Para tal fim, é necessário ampliar os esquemas de integração existentes e abarcar novas áreas como os serviços, as comprar governamentais, a infra-estrutura e as pesquisas em áreas específicas”, sugere o estudo. Além disso, a Cepal orienta aos países para que melhorem os marcos institucionais, criando regras mais claras, e ampliando a integração regional num marco que reconheça as assimetrias e o estabelecimento de mecanismos de compensação em favor dos países de desenvolvimento relativo. Para formar essa base, a proposta da pesquisa é implementar políticas e programas que tenham os mesmos níveis de tendências microeconômicas e que induzam as mudanças estruturais necessárias com o ênfase na inovação. Economia A pesquisa ainda destaca que a situação atual, em que se encontra a América Latina e o Caribe, são mais favoráveis. Nos últimos 30 anos, a maior parte dos países não sofre com embargos e sugiram, neste período, novas oportunidades de aprendizagem setoriais, de inovação e de desenvolvimento da capacidade tecnológica. O estudo ressalta que os núcleos, de qualquer estratégia de desenvolvimento futuro, devem ser formados pela diversificação e pelo desenvolvimento de espaços que conjuguem aprendizagem tecnológica e competitividade. As novas tecnologias, como nanotecnologia, pesquisas sobre novos materiais e fontes renováveis de energia impulsionam também as grandes inovações de processos, produtos e modelos de negócio, de acordo com a comissão da ONU. “Todas essas tecnologias são convergentes e têm a capacidade de afetar e redefinir as trajetórias de um conjunto muito mais amplo de setores”, diz o estudo. A Cepal ressalta que a macroeconomia está favorável ao crescimento e considera que os elos devem ser fortalecidos. A pesquisa recomenda os seguintes elos para que os países alcancem o desenvolvimento: inovação (no seu sentido amplo), qualidade da educação geral e técnica, infra-estrutura, iniciativa empresarial e a qualidade das instituições públicas. O secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, participa dos debates sobre a pesquisa em Santo Domingo. Para conferir a íntegra do estudo acesse este link. Por Tatiana Fiúza, para o Gestão C&T online. |
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