Portal RTS - Rede de Tecnologia Social



Informativo Eletrônico

E-mail*
Nome

                                             Twitter    YouTube    Aumentar o tamanho da fonte Voltar ao tamanho padrão de fonte Diminuir o tamanho da fonte
Ações do documento

Brasil vai testar eficiência de placa solar


Laboratório na USP será o primeiro do país a avaliar durabilidade e consumo de equipamentos que usam luz do sol para gerar energia

Foto: Envolverde
Brasil-vai-testar-eficiencia-de-placa-solar.jpg
Laboratório avaliará os sistemas que abastecem imóveis com energia elétrica, usados principalmente em comunidades isoladas

18/06/2008 - O Brasil vai poder testar a eficiência das placas solares usadas para gerar energia elétrica. O primeiro laboratório brasileiro para avaliar o consumo de energia de equipamentos desse tipo que transforma radiação solar em eletricidade foi inaugurado nesta quarta-feira (18/06) na USP (Universidade de São Paulo).

Os equipamentos que se saírem melhor nos testes ganharão um atestado de qualidade do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), da Eletrobrás. O "Selo Procel de Economia de Energia", como é chamado, identifica os aparelhos mais eficientes e, com isso, estimula a fabricação de produtos que consomem menos eletricidade. Eletrodomésticos como geladeira, ar-condicionado e lâmpada já recebem o selo.

A estrutura a ser inaugurada na USP, o Laboratório de Etiquetagem de Sistemas Fotovoltaicos, está equipada com um Simulador Solar, importado da Alemanha, que faz uma simulação artificial dos raios do sol para testar a eficácia dos conversores. O local conta ainda com uma câmara climática, que vai testar a degradação do material ao ser exposto ao sol, avaliando a durabilidade de painéis e células fotovoltaicas. Os equipamentos custaram R$ 340 mil.

"Agora, vamos ter condições plenas de certificar equipamentos de geração fotovoltaica", afirma o chefe da divisão de suporte técnico do Procel, Emerson Salvador. "Vou saber quais equipamentos que geram mais energia e se o material empregado também é de qualidade, ou seja, se a vida útil dele vai ser mais prolongada."

O laboratório, por enquanto, não avaliará as placas solares que aquecem água de chuveiro, mas apenas os sistemas que abastecem imóveis com energia elétrica — usados principalmente em comunidades afastadas das redes de eletricidade e com poucos moradores, nas quais não é economicamente viável estender uma linha de transmissão. Situações como essa são especialmente comuns na Amazônia.

O laboratório foi montado no Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e é apenas o primeiro de seis previstos para serem instalados em São Paulo até outubro e que integram o Projeto de Capacitação Laboratorial, coordenado pela Eletrobrás por meio do Procel. No total, serão investidos R$ 1,8 milhão, proveniente da Eletrobrás e parceiros como o GEF (Global Environment Facility), o Banco Mundial e o PNUD.

"A idéia é expandir o selo para outros produtos e fortalecer outros que já existem", afirma Salvador. Nos novos laboratórios, todos certificados pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), serão testados televisores, aquecedores elétricos, compressores industriais e outros equipamentos que consomem energia elétrica. Dois laboratórios ficarão na União Certificadora para o Controle de Conformidade de Produtos, no bairro do Jabaquara. Neles, vão ser realizados ensaios em lâmpadas, reatores, chuveiros e torneiras elétricos e até sistemas de hidromassagem.

Por Osmar Soares de Campos, do Pnud

Fonte: Envolverde/Pnud
 

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Portal mantido por: IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
Desenvolvido por: SCF Informática