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Aproximação entre RTS e Fórum Nacional de Secretários Municipais de C&T é debatida em Brasília


Objetivo de encontro foi compartilhar ações em desenvolvimento pelas duas entidades e levantar possíveis estratégias conjuntas para a reaplicação de TSs

 

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Aproximação pode intensificar reaplicação de TSs

18/04/2008 - Representantes da diretoria do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Ciência e Tecnologia se reuniram, nesta quarta-feira (16-04), com a secretária-executiva da RTS, Larissa Barros. O encontro, realizado na sede da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), em Brasília, serviu para a apresentação das plataformas de ação de ambas as entidades e para a identificação de potenciais parcerias que resultem na reaplicação de Tecnologias Sociais (TSs). O Fórum, criado em 2001, reúne 107 prefeituras e dedica-se à articulação de seus filiados com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico local.

“Foi um primeiro encontro, mas estamos certos de que a RTS nos possibilitará maior conhecimento sobre o tema e a aproximação de novos parceiros”, avalia a Diretora Executiva da Agência de Desenvolvimento Econômico de Campo Grande/MS e primeira vice-presidente do Fórum, Edna Antonelli. Segundo ela, os principais beneficiários desse processo devem ser os pequenos municípios associados ao Fórum, já que a maioria tem poucos recursos e instrumentos em sua estrutura executiva, o que aumenta a demanda por soluções de menor custo que gerem resultados concretos para a transformação social e para o maior envolvimento das comunidades locais com o tema.

Segundo a secretária-executiva da RTS, Larissa Barros, a aliança é estratégica tendo em vista a potencialidade do Fórum para intensificar a reaplicação de TSs e sensibilizar as prefeituras brasileiras para o assunto. “Afinal de contas, é nos municípios que as coisas acontecem de fato. Estabelecer um canal de diálogo a partir das Secretarias de C&T existentes, levando o enfoque das Tecnologias Sociais, é uma boa forma de iniciar essa aproximação”, diz.

De acordo com Edna, um dos próximos passos deve ser a organização de visitas técnicas com dirigentes municipais de ciência e tecnologia a territórios onde estejam sendo implementadas TSs de referência. “Muitos prefeitos ainda desconhecem o tema. É importante criar condições para que eles possam vivenciar essas experiências”, afirma.

Na opinião da coordenadora da Unidade de Inovação e Desenvolvimento Regional da Abipti e secretária-executiva do Fórum, Leoni Lüdke, o que também está em jogo é a integração de ações na área que já estejam em curso. “É a primeira vez que o Fórum tem efetivamente contato com a RTS, embora as Tecnologias Sociais já sejam trabalhadas isoladamente por algumas secretarias”, destaca.

Também participaram do encontro o secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos/SP, Emerson Pires Leal;o secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico de Ananindeua/PA, Sebastião Reginaldo Ferreira;o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá/PR, Ercílio Santinoni, e a superintende de C&T da Companhia de Desenvolvimento de Vitória/ES, Rosa Trevas.

Diagnóstico

Entre as atividades desenvolvidas hoje pelo Fórum Nacional de Secretários Municipais de Ciência e Tecnologia estão parcerias nas áreas dos arranjos produtivos locais (APLs), centros vocacionais tecnológicos (CVTs) e o lançamento de editais voltados para o desenvolvimento tecnológico municipal. A construção de um diagnóstico que permitirá identificar as vocações e as potencialidades tecnológicas nos municípios associados ao Fórum também está em curso, em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e a Abipti. 

“Vamos fazer uma radiografia dos municípios para que possamos desenvolver projetos integrados e buscar o fortalecimento dos municípios”, diz Leoni. O questionário, que envolve questões como a relação de projetos em andamento e as principais instituições de fomento presentes nestes municípios, será encaminhado pela Abipti. “E não é só isso. Queremos saber também quais projetos foram abandonados e porquê”, complementa. O diagnóstico deve ficar pronto até o final de julho.

Além do diagnóstico, o Fórum também promoverá este ano cinco encontros nas grandes regiões do país, dos quais dois já foram realizados em Ananindeua/PA (Região Norte) e em São Carlos/SP (Região Sudeste). “Na medida em que a gente se reúne, discute, formula, nós vamos ganhando, encorpando essa ação no sentido de nos fortalecer. Isso permite que os próprios municípios se desenvolvam um pouco mais em relação a essa tarefa”, avalia o presidente do Fórum, Vitor Ramos. Ele lembra que a maioria dos municípios pequenos não possui uma secretaria específica voltada para a área de C&T e que esta função geralmente está inserida dentro da estrutura de uma outra secretaria, como a de Desenvolvimento Econômico.

Uma das principais prioridades do Fórum, segundo Ramos, é a aproximação junto ao Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional. Lançado em novembro de 2007, o programa prevê investimentos de cerca de R$ 40 bilhões no setor até 2010. “Há recursos disponíveis, na medida em que o presidente Lula lança o PAC da C&T, mas a grande questão é como os municípios, especialmente os menores, se apropriam de parte desse recurso para que possam construir a sua infra-estrutura, os projetos que buscam a qualificação do município enquanto agente de transformação”, apontou.

Por Vinícius Carvalho – Jornalista do Portal da RTS (com informações do Gestão C&T Online)

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