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“Perfume de Mulher” inspira projeto para portadores de deficiênciaAssociação Cultural de Capacitação e Inclusão Social ensina dança de salão a deficientes visuais. O projeto Perfume de Mulher estabelece, por meio da pedagogia, o acompanhamento e a tabulação do processo por profissionais de educação física e fisioterapia.
Inspirado no filme Perfume de Mulher, protagonizado pelo ator Al Pacino, a Associação Cultural de Capacitação e Inclusão Social (Ascapis) criou um projeto para ensinar dança de salão a pessoas portadoras de deficiência visual. Além de oferecer uma opção de lazer para os/as participantes, o projeto Perfume de Mulher estabelece, por meio da pedagogia, o acompanhamento e a tabulação do processo por profissionais de educação física e fisioterapia, que atuam em esquema de voluntariado. Segundo João Carlos Corrêa, presidente da Associação, a proposta da Ascapis é criar uma sistemática que possa ser aplicada em outras cidades. “Este ano, vamos transferir o conhecimento adquirido com o projeto de dança para três entidades, situadas em outros estados brasileiros”. Além do Perfume de Mulher, a Ascapis desenvolve também outros projetos no Distrito Federal. A atuação da Associação reflete o tema da inclusão social no atendimento que faz com jovens da rede pública de ensino e/ou em situação de risco social. Entre eles, está o projeto Dança e Cidadania, que consiste no ensino de aulas de danças tradicionais (de salão) e populares (frevo, xaxado, coco, street dance) para cerca de 300 jovens. “Os egressos do Projeto estão sendo chamados para ministrar aulas de dança em suas comunidades e a participar de grupos profissionais de dança, realizando apresentações em eventos e palestras para jovens menos favorecidos”, comenta Corrêa.
Na Ceilândia Oeste, cidade-satélite de Brasília, a Associação Cultural de Capacitação e Inclusão Social instalou uma gibiteca, uma biblioteca comunitária e um telecentro de informações e negócios. Esses projetos objetivam o estabelecimento de um espaço para favorecer membros da comunidade de baixo poder aquisitivo à leitura e à troca de experiências. O espaço é aberto também a voluntários/as que ministram cursos de artesanato, aulas complementares e orientação à cidadania. Os telecentros, fruto da parceria da Associação com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, favorecem cursos de capacitação em informática à comunidade, com certificação da Secretaria. O projeto Palco Cidadão – em fase de captação de recursos - está nos planos da Ascapis para 2007. Trata-se de um curso com duração de um ano que ensinará aulas de danças tradicionais e populares, oficinas teatrais e teoria/vivência de organização de eventos em ações sociais. O atendimento será para 2.400 jovens e adolescentes de 10 cidades do Distrito Federal. “A diversidade de estéticas e ritmos e a proposta teatral baseada na improvisação e na imaginação criativas possibilitam oferecer uma oportunidade única de integração social, educação cultural e profissionalização, com repercussão direta no desempenho escolar”, explica o presidente da Associação. A Ascapis também espera formar, este ano, agentes de cidadania por meio de um consórcio firmado com o Movimento de Olho na Justiça e o Instituto Povo do Cerrado. Com atendimento previsto para 48.000 pessoas, o projeto Formar Agentes de Cidadania prevê a capacitação de interessados/as, em 18 comunidades do Distrito Federal e Entorno, com cursos, palestras, distribuição de cartilhas e CDs. Toda a sistemática será acompanhada por coordenadores de área, supervisores e monitores da própria comunidade. A metolodogia está focada no conhecimento das normas legais e estruturas institucionais dos direitos concretos e na premissa da ação coletiva organizada e consciente como meio de obtenção e garantia de novas conquistas. Outras Informações Por Cláudia Mohn – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
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