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Brasília, 20 de novembro de 2007 - Ano 03 - Nº 25

CONTEÚDO

PRÊMIO 1
Anunciados vencedores do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2007

PRÊMIO 2
Prêmio Finep de Inovação Tecnológica está na reta final

ENTREVISTA
Silvanio de Matia Gomes – Rede GTA/Rondônia

PALESTRA
Pessoas e Comunidades Produtoras de Conhecimento e Desenvolvedoras de Tecnologias

CALENDÁRIO DE EVENTOS

EXPEDIENTE

EDITORIAL

Prezado/a leitor/a

As Tecnologias Sociais estão ganhando cada vez mais espaço na sociedade brasileira. Iniciativas como o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social e o Prêmio Finep de Inovação Tecnológica colaboram para que experiências bem sucedidas, nas áreas de trabalho, educação, cultura, saúde etc. tenham visibilidade. Nesta edição do “Notícias da Rede”, damos espaço para as oito TSs vencedoras do Prêmio Fundação BB – Edição 2007, cuja vitória final foi anunciada dia 12 de novembro. Também estamos divulgando os cinco projetos vencedores regionais da categoria “Inovação Social” do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica, cuja etapa final acontecerá em Brasília, no mês de dezembro.

Este informativo eletrônico traz, ainda, uma entrevista com o coordenador Executivo da Rede GTA - Regional Rondônia, Silvanio de Matia Gomes, sobre o Seminário e a Oficina de Certificação Socioparticipativa de Produtos Agroextrativistas, realizados em Porto Velho, de 7 a 11 de novembro.

Na seção Artigo, a diretora executiva da Abong e integrante do Comitê Coordenador da Rede de Tecnologia Social, Aldalice Otterloo, faz reflexões sobre Pessoas e Comunidades Produtoras de Conhecimento e Desenvolvedoras de Tecnologias.

Boa leitura!

PRÊMIO 1  


Anunciados vencedores do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social 2007

Foto: Divulgação FBB

Finalistas do Prêmio após entrega de troféus

Dia 12 de novembro, foram anunciados, em Brasília, os oito vencedores do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2007. Do total de 782 inscrições, 120 práticas foram certificadas e 24 concorreram à final. A inovação, a exemplaridade, a transformação social e o potencial de reaplicabilidade foram os critérios utilizados no julgamento.

Todas as 24 Tecnologias Sociais finalistas receberam o troféu de “Finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social – Edição 2007” e cada instituição vencedora ganhou R$ 50 mil. Os recursos deverão ser destinados a atividades de expansão, aperfeiçoamento ou reaplicação da Tecnologia Social premiada.

A premiação é concedida, a cada dois anos. Durante a cerimônia desta quarta edição do Prêmio, o presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena, lembrou que “há quase uma década, a instituição entendeu que trabalhar com Tecnologias Sociais era a forma correta de dar continuidade às ações da Fundação”.

A quarta edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social foi realizada em parceria com a Petrobras, com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da KPMG Auditores Independentes.

O representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny, destacou a importância das parcerias entre as instituições, conforme recomendações dos Oito Objetivos do Milênio, estabelecidos pelas Nações Unidas. Ele ressaltou, ainda, o desempenho competente do Comitê do Prêmio, responsável pela escolha das Tecnologias Sociais vencedoras, pois esse “tem sido muito exigente em sua análise”. Por sua vez, o gerente setorial de comunicação da Região Norte/Nordeste/Centro-Leste da Petrobras, José Samuel Magalhães, anunciou que a empresa continuará apoiando práticas de Tecnologias Sociais. “Isso nos deixa com mais responsabilidade perante a sociedade”, afirmou.

 
Foto: Divulgação FBB
 
 
Finalistas do Prêmio Fundação BB e presidente Jacques Pena plantam sementes da árvore de baru

Na data de divulgação dos vencedores, representantes das 24 iniciativas finalistas passaram o dia reunidos em Brasília, trocando experiências. Ao final, plantaram sementes da arvore de baru, castanha típica do Cerrado, simbolizando a preocupação com a região. O ato foi uma homenagem a esse bioma. A decoração e as atrações culturais da cerimônia de entrega do Prêmio também foram inspiradas no Cerrado.

VENCEDORES - O vencedor da categoria Região Sudeste foi o projeto Bairro-Escola, desenvolvido pela Prefeitura de Nova Iguaçu e que permite a oferta, em horário integral, de atividades no contra-turno escolar. O projeto Policultura no Semi-Árido, realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia, foi o ganhador da Região Nordeste e funciona com a implantação de policultivos em pequenas propriedades agrícolas, onde são manejados grãos, hortaliças, leguminosas, árvores frutíferas e lenhosas junto à criação de abelhas nativas e animais para consumo e venda.

A Tecnologia Social vencedora da Região Sul foi Silagem de Colostro, desenvolvida pela Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ascar/Emater-RS) para armazenar o excedente do colostro, que serve para alimentar bezerras.

Na categoria Região Centro-Oeste, o ganhador foi o projeto Agroextrativismo Sustentável da Favela, realizado pelo Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac), de Goiânia/GO, para promover a implementação do manejo sustentável e o domínio sobre a cadeia da comercialização do fruto denominado favela, também conhecida como faveira, barbatimão ou fava d’anta. O projeto Encauchados de Vegetais da Amazônia, que resgata técnica indígena de fabricação da borracha, foi o ganhador da categoria Região Norte.

Nas categorias “Aproveitamento/tratamento de rejeitos/resíduos/efluentes de processos produtivos”, “Direitos da Criança e do Adolescente” e “Gestão de Recursos Hídricos”, os vencedores foram, respectivamente: Óleo Vegetal Usado como Biocombustível, do Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (Imca); Monitoramento do Orçamento Criança, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca/CE); e Projeto Córrego da Serra, desenvolvido pelo Colégio Estadual Raimundo Santana Amaral.

Clique aqui para acessar dados detalhados sobre as iniciativas vencedoras do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.

Clique aqui para acessar fotos das iniciativas vencedoras.

  Saiba mais...

Carbono Neutro

Na cerimônia de entrega do Prêmio, o presidente da Fundação BB, Jacques Pena também anunciou que aquela solenidade era Carbono Neutro: “A exemplo do que faz o Banco do Brasil, daqui para frente todos os eventos realizados pela Fundação terão a emissão de carbono neutralizada”.

O Carbono Neutro é uma iniciativa adotada por empresas a fim de reduzir o nível de emissão de gás carbônico. Especialistas afirmam que a quantidade de CO2 na atmosfera é a mais alta dos últimos 420 mil anos. Os oito anos mais quentes da História ocorreram na última década.
Os Gases de Efeito Estufa (GEE) são os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas no planeta, em especial pelo aquecimento global. Reduzir a emissão de GEE é fundamental para a sobrevivência humana na Terra.

De acordo com a MaxAmbiental, uma das alternativas para conter o problema é neutralizar a fabricação de um determinado produto, a prestação de serviços, processos de vendas, funcionamento de instalações industriais, escritórios ou núcleos operacionais.

Também é possível neutralizar viagens ou a locomoção de executivos/as e funcionários/as, canais de distribuição, atividades de comunicação e promoção de eventos.

Sítios: www.carbononeutro.com.br e www.carbonobrasil.com

Outras Informações
Fundação Banco do Brasil (FBB)
Sítio:
www.fbb.org.br


Por Assessoria de Comunicação da RTS e Assessoria de Comunicação da FBB

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PRÊMIO 2  


Prêmio Finep de Inovação Tecnológica está na reta final

Foto: Arquivo FBB
Óleo de cozinha é reaproveitado na produção de biocombustível

Os vencedores nacionais do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica serão anunciados em Brasília, dia 12 de dezembro. A iniciativa visa estimular os esforços inovadores de empresas, cooperativas e instituições de ciência e tecnologia que geram resultados positivos para a sociedade brasileira. Os/as candidatos/as estão concorrendo nas seguintes categorias: “Inovação Social”, “Produto”, “Processo”, “Grande Empresa”, “Pequena Empresa” e “Instituição de Ciência e Tecnologia”. Na edição deste ano, houve um total de 732 propostas inscritas em todo o país.

O Prêmio Finep possui etapas regionais, onde são escolhidos os vencedores de cada categoria. A última fase é de caráter nacional, quando são anunciados os primeiros lugares. Lançada em 2005, a categoria “Inovação Social” é julgada a partir dos critérios definidores de Tecnologias Sociais. Ano a ano, a modalidade está permitindo o mapeamento e a divulgação de projetos que contribuem para a promoção do desenvolvimento sustentável, no Brasil.

INOVAÇÃO SOCIAL – O óleo vegetal usado como biocombustível foi vencedor regional, na região Sul, do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica – Categoria Inovação Social. Em Montenegro, município a 80 quilômetros de Porto Alegre, o Imca desenvolve atividades para a utilização integrada dos recursos naturais. Uma delas é o reaproveitamento do óleo de cozinha na produção de biocombustível. Por mês, cerca de 2.000 litros de óleo são reciclados, gerando aproximadamente 1.200 litros de combustível.

A cada 15 dias, o óleo é recolhido em estabelecimentos comerciais do município. Com a proposta de incentivar a coleta receptiva, o Instituto mantém um posto que recebe o material entregue pela população. O Imca também faz a adaptação de motores a diesel para o uso do biocombustível, por meio da instalação gratuita de um sistema. Em parceria com a Rede Ecovida de Agroecologia, agricultores de Lajes, em Santa Catarina, e Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, já têm veículos adaptados para utilização do óleo de cozinha como combustível.

Já na Região Sudeste, o primeiro lugar na categoria Inovação Social coube à Embrapa Gado de Leite, de Minas Gerais. Diminuir a contaminação microbiana, melhorando a qualidade do leite e a oferta de produtos mais seguros para o consumo humano é o objetivo do projeto desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite da Embrapa. O instituto lançou, em julho deste ano, o Kit Embrapa de Ordenha Manual, que ensina, aos pequenos produtores, medidas simples e de fácil compreensão. A Embrapa realiza treinamento para utilização do Kit a fim de orientar os pequenos produtores sobre a obtenção do leite com baixas contagens bacterianas.

 
Foto: Arquivo Ipec
 
  Sanitário compostável Húmus Sapiens sem utilização de água

Em Pirenópolis/GO, a preocupação do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado  é aproveitar os potenciais da natureza e evitar o desperdício de água. Foi com a Tecnologia Social denominada Húmus Sapiens que o Ecocentro Ipec ganhou o Prêmio Finep, na região Centro-oeste. Trata-se se um sistema sanitário integrado de aproveitamento dos dejetos humanos constituído de sanitários compostáveis e minhocários acoplados. Nos sanitários, os dejetos são lançados diretamente em câmaras de compostagem, sem o uso de água para a descarga. Esse composto é levado posteriormente para o minhocário onde é produzido o húmus, um adubo orgânico para a agricultura. Assim, o Húmus Sapiens fecha o ciclo da natureza sem agredir o meio ambiente, poupando anualmente milhares de litros de água tratada.

Além dos recursos hídricos, a produção de flores foi tema de premiação na iniciativa da Finep. Na Região Nordeste, no município de Pilões, a 140 quilômetros de João Pessoa, 21 mulheres aumentaram sua renda média mensal em mais de 250% plantando flores. Se antes elas recebiam R$ 200 por mês no corte da cana, hoje ganham até dois salários mínimos com a venda dos crisântemos de corte – flores sem raiz usadas na ornamentação de ambientes. Pioneiras no cultivo dessa planta, as integrantes da Cooperativa dos Floricultores do Estado da Paraíba (Cofep) desejam transformar o município no pólo de flores da Paraíba.

Atualmente, há 38 estufas cobertas em uma área de cinco mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol. A cada semana, são colhidos de cada estufa aproximadamente 8.750 crisântemos. O pacote, com 25 flores, é vendido a R$ 12 na Paraíba e em Pernambuco. O próximo passo, que será dado em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), é a construção de mais 26 estufas para produção de rosas, gérberas e folhagens.

Na Região Norte, a iniciativa vencedora na categoria Inovação Social do Prêmio Finep é a série de produtos denominados “Encauchados de Vegetais”, desenvolvida pelo Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio).

 

Vencedores regionais da categoria “Inovação Social” do Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica

Região Sul
Instituto Morro da Cutia de Agroecologia/RS
Óleo de cozinha é reaproveitado na produção de biocombustível

Região Sudeste
Embrapa Gado de Leite/MG
Kit de ordenha para evitar contaminação por bactérias

Região Centro-oeste
Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado – Ecocentro Ipec/GO
Sanitário compostável Húmus Sapiens

Região Nordeste
Cooperativa dos Floricultores do Estado da Paraíba (Cofep)/PB
Cultivo e comercialização de flores

Região Norte
Pólo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais/AC
Encauchados de vegetais

Fonte: Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)

 

Outras Informações
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Sítio:
www.finep.gov.br

Por Assessoria de Comunicação da RTS e Assessoria de Comunicação da Finep

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ENTREVISTA   Silvanio de Matias Gomes

 

 
Foto: GTA Rondônia
 
 
Coordenador executivo da Rede GTA - Regional Rondônia, Silvanio de Matia Gomes

Dia 7 de novembro, foi realizado, em Porto Velho, Estado de Rondônia, o Seminário de Lançamento da Certificação Socioparticipativa. De 8 a 11, ocorreu a Oficina de Sensibilização para a Certificação Socioparticipativa. A iniciativa foi da Rede GTA, em parceria com a Ada Açaí e Rio Terra. Em entrevista à Assessoria de Comunicação da RTS, o coordenador executivo da Rede GTA -  Regional Rondônia, Silvanio de Matia Gomes, conversou sobre os principais resultados e encaminhamentos dos encontros.

RTS – Quais foram os objetivos do Seminário e da Oficina?
Gomes -
O objetivo do Seminário era sensibilizar o conjunto das instituições e comunidades agroextrativistas para a importância da certificação sociparticipativa como um instrumento de desenvolvimento sustentável, em Rondônia. Com a Oficina, buscamos constituir e implementar o sistema de participação de garantia para a produção agroecológica, no Estado. Além do processo de sensibilização das comunidades para a certificação socioparticipativa, é preciso ter uma estrutura que certifique os produtos.

No projeto que temos no âmbito da RTS, o resultado principal é construir os parâmetros básicos específicos de certificação socioparticipativa para a comercialização diferenciada dos produtos. Mas isso não dá conta de tudo. Será possível ter um documento que oriente a certificação. Será um documento indicativo para verificarmos se o processo está andando de acordo com os parâmetros e os acordos coletivos.

Mas quem vai certificar? Então, além dos parâmetros, estamos implementando a estrutura estadual de certificação socioparticipativa. Em Rondônia, a certificação ficará sob a responsabilidade do Sistema Participativo de Garantia Folha Verde. Acreditamos que os outros Regionais do GTA deverão trabalhar nessa perspectiva.

RTS - E o que é esse Sistema?
Gomes –
Trata-se de uma Tecnologia Social desenvolvida para facilitar os processos de garantia dos produtos agroecológicos da agricultura familiar e do agroextrativismo. O Sistema Participativo de Garantias - SPG Folha Verde constitui-se de um Conselho de Certificação, Câmara Técnica, Câmara de Recursos e Comissões de Verificação. Toda a estrutura é formada por organizações da sociedade civil e instituições públicas, municipais, estaduais e federais.

O Conselho tem uma visão política porque deverá trabalhar a relação entre organizações da sociedade civil e instituições públicas, bem como os interesses individuais e coletivos. Será uma relação política, porém subsidiada pelo conteúdo técnico. A Câmara Técnica é responsável pela análise dos processos antes de serem encaminhados para o Conselho de Certificação.

A Câmara de Recursos, como o próprio nome já diz, é o espaço, que a família cadastrada para o processo tem para recorrer, caso sinta-se prejudicada pela Comissão de Verificação ou Câmara Técnica. Na base, haverá a Comissão de Verificação, formada pelos agricultores técnicos das comunidades. Estão previstos trabalhos de capacitação, de fortalecimento de multiplicadores em agroecologia. Serão essas pessoas que, na comunidade, farão a verificação da conformidade. Essa Comissão fará visitas às unidades para verificar se estão sendo seguidos os acordos e parâmetros.

RTS – Então, já há um fluxo previsto.
Gomes -
O processo acontecerá de baixo pra cima. Existem os acordos coletivos, os parâmetros e a comunidade que passará pelo processo de certificação socioparticipativa. A Comissão de Verificação acompanhará as famílias cadastradas. Uma vez alcançadas as metas que estavam estabelecidas para a certificação, os documentos serão encaminhados à Câmara Técnica. Se estiverem corretos, serão enviados ao Conselho de Certificação. Aqueles que apresentarem algum problema irão para a Câmara de Recursos.

Como estamos lidando com seres humanos, poderá haver rivalidade, conflito. Digamos que a Comissão de Verificação já tenha um conflito com determinado agricultor. Tal fato poderá atrapalhar a certificação. Se essa pessoa se sentir prejudicada, poderá acionar a Câmara de Recursos. Em seguida, organizações que pertencem à Câmara Técnica irão verificar a situação. Daí será chamado o Conselho de Certificação e visto o que está acontecendo na comunidade. Por fim, caberá à Comissão de Verificação passar um novo laudo à comunidade.

Em Rondônia, o Sistema Participativo de Garantia Folha Verde é coordenado pela Associação de Desenvolvimento da Agroecologia e Economia Solidária (ADA – Açaí).

 
Foto: GTA Rondônia
 
  Participantes em encontro sobre certificação socioparticipativa

RTS – Voltando ao Seminário e à Oficina, algo deve ser destacado em relação à programação?
Gomes -
O Seminário e a Oficina tiveram como grande objetivo a questão de sensibilizar as comunidades e instituições públicas. Esse é um tema novo, é uma Tecnologia Social que as pessoas ouviram falar, mas não sabem como funciona, não se apropriaram. Então, foi um momento de sensibilização e de conhecimento dos conceitos gerais. 

RTS – Como a organização avalia a realização do Seminário e da Oficina?
Gomes -
É uma avaliação positiva. Tivemos uma média de 70 pessoas participando, tanto do Seminário, quanto da Oficina. Isso gerou um interesse muito grande. Diversas instituições públicas, principalmente as federais, estiveram presentes. Por exemplo: a Embrapa, a Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário, ligada ao MDA, a Superintendência Federal de Agricultura, ligada ao Mapa, a Universidade Federal de Rondônia, a Ceplac, e o Ibama.

RTS – Quanto ao projeto de certificação socioparticipativa de produtos agroextrativistas, em andamento no âmbito da RTS, que ações já foram realizadas e quais serão os próximos passos?
Gomes –
O projeto foi lançado no segundo semestre de 2006. Ano passado, fizemos reuniões nas comunidades, em Rondônia, a fim de sensibilizar as pessoas e buscar interessados em participar do processo de certificação.

Em conjunto com o projeto de certificação, fizemos o diagnóstico das comunidades, levantando a situação ambiental, de saneamento, de saúde, de educação, de geração de renda. Estamos sistematizando essas informações. Também fizemos cursos de capacitação em agroecologia e, agora, o Seminário e a Oficina.

Como disse anteriormente, na relação com a RTS o produto final é ter um documento referência para certificação, que são os parâmetros básicos e específicos. Isso é feito em seminários e assembléias.

A estrutura de certificação precisa ser formada no Estado. O projeto com a RTS deverá terminar em 2008. Daí pra frente, essa estrutura ficará responsável pela continuidade das ações.

RTS – Quando o consumidor poderá chegar a um mercado de Rondônia e comprar um produto com o selo de certificação socioparticipativa?
Gomes -
A ADA Açaí está assinando um convênio com a Fundação Banco do Brasil para a implementação de três agroindústrias na área de abrangência do projeto com a RTS, que é o Baixo Rio Madeira. O foco será o beneficiamento do açaí, com doces e licores. O SPG Folha Verde vai certificar essas três agroindústrias. Esse é o primeiro passo.

Haverá o selo da Rede GTA, o selo do SPG Folha Verde, o selo da comunidade, o selo da família. O produto terá alguns selos, a depender do processo. Esse convênio é um recurso independente do projeto que já está em andamento.

Resumidamente, com a RTS o nosso resultado é construir o documento “Parâmetros Básicos e Específicos”. Também assumimos a construção da estrutura de certificação. Uma outra demanda é a implementação de agroindústrias. Ou seja, estamos conseguindo fechar a cadeia. Esse processo está muito interessante.

Por Michelle Lopes – Assessoria de Comunicação da RTS

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PALESTRA   


Pessoas e Comunidades Produtoras de Conhecimento e Desenvolvedoras de Tecnologias

Aldalice Otterloo

A diretora executiva da Abong e integrante do Comitê Coordenador da Rede de Tecnologia Social, Aldalice Otterloo, fez uma apresentação sobre Pessoas e Comunidades Produtoras de Conhecimento e Desenvolvedoras de Tecnologias, no 2º Fórum Brasil Sustentável, realizado dia 19 de outubro, durante a Conferência Latino-americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social (7a Ecolatina), em Belo Horizonte/MG.

Aldalice, que também é pedagoga e educadora popular, realizou sua explanação com base em três eixos: desenvolvimento sustentável, gestão de conhecimento e Tecnologia Social.

Clique aqui para ler a palestra de Aldalice Otterloo.

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CALENDÁRIO DE EVENTOS   
Expo Brasil Desenvolvimento Local (6ª edição)
Realização:
Rede de Informações para o Terceiro Setor (Rits)
Data: 3 a 5 de dezembro de 2007
Local: Centro de Convenções de Natal/RN
Telefone: (21) 2215-0605
Endereço eletrônico: noticiasexpobrasil@gmail.com
Outras informações: www.expobrasil.org.br


Ecovilas – Design e Implementação
Data: Data: 3 a 10 de fevereiro de 2008

Permacultura – Design e Consultoria
Data: 20 a 27 de abril de 2008


BioConstruindo 2008
Data: 13 a 20 de julho de 2008


Realização dos três eventos acima: Ecocentro Ipec
Local: Sede do Ecocentro Ipec, em Pirenópolis/GO
Telefone: (62) 3331-2111 ou 3331-1568
Endereço eletrônico: cursos@ecocentro.org
Outras informações: www.ecocentro.org

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NOTÍCIAS DA REDE é o informativo eletrônico da Rede de Tecnologia Social (RTS) que reúne, organiza, articula e integra um conjunto de instituições, com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, mediante a difusão e a reaplicação em escala de Tecnologias Sociais.

Para entrar em contato ou assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da instituição a qual pertence para o e-mail: noticiasdarede@rts.org.br.

Caso queira deixar de recebê-lo, basta responder este mail, com o título CANCELAR.

Outras Informações
Secretaria Executiva da RTS
Telefone: (61) 3217-6102

EXPEDIENTE   

Rede de Tecnologia Social (RTS)

Secretária Executiva: Larissa Barros
Animadora de Redes: Isabel Miranda
Jornalista Responsável: Michelle Lopes - RP 4825-DF
Assistente Administrativo: Francisco de Assis Vieira
Estagiária de Jornalismo: Gabriela Abreu

Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Diretor: Emir José Suaiden
Coordenação Geral de Tecnologias de Informação e Informática: Dalton Rosa de Freitas
Coordenação Geral de Desenvolvimento e Pesquisa de Novos Produtos: Cecília Oliveira Leite
Desenvolvimento Web: Marcos Sigismundo da Silva
Design Gráfico: Flávia Rubenia Barros

Comitê Coordenador da RTS

· Caixa Econômica Federal (Caixa)
· Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
· Fundação Banco do Brasil (FBB)
· Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
· Ministério da Integração Nacional (MI)
· Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)
· Petrobras
· Sebrae
· Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA)
· Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong)
· Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras
· Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
· Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
· Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR)