Brasília, 22 de setembro de 2006 - Ano 02 - Nº 15 
CONTEÚDO
Artigo
Por uma política pública de Tecnologia Social
Reaplicação
Entrevista - Pedro Cunca
Agenda RTS
Calendário
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Editorial

Prezado/a leitor/a

O documento constitutivo da RTS afirma que a Rede tem o propósito, entre outros, de estimular a adoção de Tecnologias Sociais como políticas públicas. Após um ano e meio de existência, já temos acúmulo – em nível de ações e reflexões – para iniciar esse diálogo. Uma provocação pertinente é o artigo do pró-reitor de Extensão da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, Aelson de Almeida, presente nesta edição. Para ele, toda TS “precisa ter um caráter eminentemente político ao requisitar um compromisso com a transformação da realidade social”.

Opinião semelhante tem Pedro Cunca Bocayuva, diretor da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase). Em entrevista à Comunicação da RTS, ele conversou sobre a incubação de empreendimentos solidários. Essa Tecnologia Social teve um importante desdobramento, recentemente: a incubação de incubadoras. Tal conceito é apresentado nesta edição do Notícias da Rede.

Lembramos, ainda, que os debates virtuais, preparativos para o Fórum Nacional da RTS, estão ocorrendo na Comunidade de Prática do Portal da Rede (www.rts.org.br). Participe!

Boa leitura!

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Artigo

Por uma política pública de Tecnologia Social

*Aelson Silva de Almeida 

Foto: Claudia Mohn  
 
Para Aelson, há muito o que fazer quanto às políticas de inclusão  

O Brasil tem assistido, especialmente nos últimos três anos, a intensificação do que se denomina movimento em favor da promoção das Tecnologias Sociais. As instituições governamentais, as universidades, os movimentos sociais, as organizações não-governamentais e do terceiro setor, envolvidas com o tema, comungam do pensamento de que o progresso científico e tecnológico, por si só, não tem relação direta com a redução das desigualdades. Pelo contrário, pode, muitas vezes, contribuir para o aumento da lacuna existente entre ricos e pobres. Assim, a TS emerge como a alternativa capaz de contribuir para a inclusão social de milhões de brasileiros e brasileiras.

A TS, compreendida como produto ou processo, tem uma contribuição para além das características técnicas que lhe são inerentes. Não basta ser simples, de fácil uso, demandar mão-de-obra, aproveitar recursos e potencialidades locais e territoriais e poupar o meio ambiente: precisa ter um caráter eminentemente político ao requisitar um compromisso com a transformação da realidade social. Dessa forma, requer práticas metodológicas participativas, reconhecimento dos saberes populares como legítimos (assim como os científicos) e uma visão mais contextualizada da realidade na qual o segmento populacional beneficiário da tecnologia esteja envolvido.

Longe de ser um tema acabado e completo no seu arcabouço teórico-conceitual (é um paradigma em construção), pode-se afirmar, sem medo de cometer erros, que já há um acúmulo significativo de iniciativas que contribuem para sua consolidação. Nesse sentido, sem pretender excluir outros atores, quatro exemplos são bastante ilustrativos para evidenciar o que tem sido feito:

1. Exemplo de sucesso, a Fundação Banco do Brasil criou e está na preparação da quarta edição do Prêmio de Tecnologia Social. A premiação ocorre a cada dois anos e objetiva promover as tecnologias que apresentem soluções para os diversos problemas da sociedade. Os projetos concorrentes ao prêmio são disponibilizados em um banco de dados, disponível no sítio da Fundação para consultas e difusão.

2. Por decisão do Governo Federal, em 2003, foi criada a Secretaria de C&T para Inclusão Social - SECIS, na estrutura do Ministério da Ciência e Tecnologia. Esta Secretaria, com a missão e o desafio de contribuir para a promoção da inclusão social, incentivou e apoiou projetos de TS, por meio de convênios, com repasse de recursos diretamente às instituições, ou de editais de extensão tecnológica, via CNPq. Os editais permitiram apoiar projetos junto às comunidades carentes e contribuiu, fortemente, para fortalecer a Extensão Universitária. Cabe aqui salientar a participação decisiva do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, sem a qual a qualidade dos editais e dos projetos aprovados não seria a mesma.

3. Diversas instituições com história de atuação no campo das tecnologias para inclusão social, sentindo a necessidade de somar esforços, unificar a ação e potencializar os resultados, criaram a Rede de Tecnologia Social (RTS). A Rede, atualmente, conta com mais de 400 participantes institucionais e é referência no Brasil. Contribui decisivamente para a difusão e reaplicação de TS nas regiões mais pobres, além de ser o espaço democrático de participação e amadurecimento conceitual.

4. Por último, e não menos importante, é necessário pontuar a contribuição do Instituto de Tecnologias Sociais (ITS). Este Instituto tem contribuído em quatro campos distintos e complementares. A partir de uma pesquisa minuciosa, construiu e evoluiu conceitualmente, juntou diversas organizações não-governamentais que trabalham a relação Ciência, Tecnologia e Sociedade em torno da constituição de um Fórum e gerou uma nova proposta metodológica para o trabalho em desenvolvimento local participativo.

Apesar de todos os avanços conquistados, como bem ilustram os exemplos acima, muito ainda resta para que a promoção da inclusão social por meio do acesso às TS seja encarada como política pública. Há muitas incertezas quanto à continuidade e permanência do apoio sistemático e incentivo à produção e disponibilização de TS. Isso demonstra claramente fragilidade institucional e necessidade de providências para sanar tal problema.

PRÓXIMOS PASSOS - O Estado deve ser o principal agente na estruturação, coordenação e fomento de uma política de C&T para inclusão social, com ênfase nas TS. Deve, assim, garantir a institucionalização da política e imunizá-la de atitudes estritamente orientadas por vontades individualizadas de governantes. Para tanto, alguns requisitos devem ser considerados à risca:

1. Criar espaços de participação democrática da sociedade nas instâncias decisórias. Só o envolvimento das organizações da sociedade vai permitir a legitimação da política. A TS deve ser uma demanda, um “muito querer” das pessoas e instituições. Esse posicionamento requer uma aliança estratégica de quem coordena (governo) com as instituições, reconhecendo e ampliando o leque de organizações com capacidade de fazer parte do Sistema Brasileiro de C&T.

2. Dotar-se de uma estrutura material e humana qualificada capaz de dinamizar a administração e fazer chegar o apoio a quem dele necessita. Aqueles que lidam com a temática da TS devem buscar sua qualificação permanente. Não se pode conceber a idéia de que é um tema secundário, a ser coordenado por qualquer pessoa sem a devida qualificação. Ademais, uma boa dose de engajamento é fundamental para o encaminhamento adequado da política.

3. Estabelecer estratégias indissociáveis, orientadoras da ação do governo, manifestadas por leis, planos, programas e projetos, garantidas, primeiramente por recursos públicos e complementadas por outras instituições de fomento, públicas ou privadas. Isto requer o reconhecimento da transversalidade da C&T e da interface que ela tem com outras políticas. Nesse sentido merece elogio a criação do Programa de Bolsas de Extensão, do CNPq.

Pelo exposto, é possível inferir que, se por um lado concretamente houve avanços, por outro, muito há o que fazer para preencher a lacuna da institucionalidade da política de inclusão com contribuição da Tecnologia Social. Os próximos passos vão depender da capacidade das organizações de ocuparem os espaços de participação e de arregimentação de novos atores e do compromisso e vontade do governo para prosseguir aperfeiçoando o que iniciou. Nesse sentido, o cenário futuro que ora se configura parece muito favorável.

*Analista em Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), atualmente Pró-Reitor de Extensão Universitária da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB.


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Reaplicação

Entrevista - Pedro Cunca

 

 
Foto: Arquivo Fase
 
 
Cunca lembra que, muitas vezes, a própria comunidade já possui soluções para seus problemas

Nos últimos anos, grupos e departamentos das universidades brasileiras têm unido esforços para ultrapassar as fronteiras do campus e ir ao encontro da população. Exemplos dessa dinâmica são as Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP). Atualmente, existem 30 iniciativas, no Brasil, diretamente ligadas ao ambiente acadêmico, sobretudo aos programas de extensão universitária.

Tais incubadoras trabalham com uma metodologia de ensino, aprendizagem e transferência de tecnologia de gestão para a criação de empreendimentos, valorizando a autogestão e inclusão social. Os/as participantes tornam-se sujeitos do seu próprio desenvolvimento, quanto aos aspectos econômicos, sociais e políticos. A incubação possibilita a transformação do potencial de um grupo em oportunidades de negócios, gerando trabalho e renda.

No Brasil, o trabalho dessas incubadoras é acompanhado de perto pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase). Pedro Cunca Bocayuva, diretor da organização, compartilha reflexões sobre essa Tecnologia Social.


RTS – Qual é a sua reflexão sobre o conceito de Tecnologia Social?
Cunca Há dois planos na abordagem da TS. Primeiramente, se supõe que os processos científicos sejam adequados aos problemas sociais exigindo uma interação de novo tipo, a partir de um enfoque “construtivista” que valoriza a relação entre atores diferentes. Esse aspecto diz respeito à possibilidade de uma crítica ao desenvolvimento tecnológico dominante. Existem demandas sociais a serem resolvidas, o que implica a possibilidade de um novo desenvolvimento técnico. É um repensar de trajetórias de produção e aplicação do conhecimento científico e tecnológico para além dos modelos dominantes.

A possibilidade de abrir essa crítica busca algumas respostas, que estarão relacionadas ao processo de construção dessa tecnologia a partir da perspectiva do envolvimento de idéias, sujeitos e usuários diferentes. Isso modifica o caminho da política científica e tecnológica.

O segundo aspecto é que passamos a reconhecer sujeitos novos que propõem alternativas. No caso, são pessoas que se encontram em situações de vulnerabilidade e exclusão. São sujeitos cujo saberes, tradicionalmente, não são levados em consideração. Essa relação exige um novo diálogo entre universidades e comunidades. Esse é um aspecto importante da estratégia de desenvolvimento do saber científico e técnico. O objetivo é escutar essas populações, se relacionar com elas e torná-las sujeito de processo de mudança social.

Essa é uma possível interpretação para a abordagem das Tecnologias Sociais, que buscam desenvolver alternativas para o contexto de desigualdade e partem do princípio de que não encontramos apenas problemas nas comunidades, mas soluções também.


RTS - Por que as incubadoras são consideradas Tecnologias Sociais?
Cunca - Porque têm o foco social, político e estratégico na possibilidade de construir alternativas para a superação das desigualdades. As incubadoras partem de uma hipótese onde a cooperação de sujeitos pode resolver problemas de acesso ao trabalho e renda e, com isso, gerar dinâmicas de cidadania.

Ao longo dos anos, as incubadoras desenvolveram um conjunto de referências voltadas para o marco jurídico, técnico e produtivo visando gerar trabalho e renda. O objetivo é saber como as universidades podem contribuir. Em vez de adotar o referencial de uma solução clássica, via emprego, a incubadora parte da hipótese da possibilidade do trabalho coletivo e autônomo. A idéia é associar cooperativas populares a trajetórias tecnológicas.

Não é a lógica das cooperativas tradicionais que, no Brasil, sofrem uma dupla distorção. Estão ligadas aos princípios exclusivamente de mercado e existem aquelas que assalariam, como as grandes cooperativas agroindustriais. Outra distorção é a cooperativa da contratação a baixo custo e sem proteção de direitos, precarizando o mundo do trabalho. As cooperativas populares devem superar essas distorções.


RTS – De que maneira?
Cunca - Desenvolvendo ações educativas, jurídicas, técnico-produtivas - onde as incubadoras desenvolvem instrumentos pedagógicos - e de gestão e controle. As incubadoras de cooperativas populares estão ajudando a formar um novo cooperativismo num contexto que vem sendo chamado de economia solidária. O processo de incubação viabiliza as alternativas econômicas. Mas incuba o quê? Grupos e cooperativas. No Brasil, as incubadoras desenvolveram tanto as atividades relativas à constituição das estratégias organizativas, quanto as ferramentas, instrumentos e meios. Tanto a formação cultural, quanto a forma jurídico-institucional, e a forma técnico-produtiva.


Foto: Arquivo Fase  
 
Empreendimento solidário acompanhado pela Fase  

RTS – Além da incubação de empreendimentos solidários, existe a incubação de incubadoras. No que consiste essa última Tecnologia Social?
Cunca - As incubadoras que fazem incubação, além de apoiarem essa microeconomia dos grupos – fortalecendo a construção dos empreendimentos cooperativos e solidários – têm um segundo plano de atuação que é a construção de um ambiente institucional e político que favoreça essas cooperativas, de forma que elas não fiquem isoladas. E, aí, entra um plano médio. As incubadoras incubam ou apóiam políticas locais de prefeituras, políticas setoriais ligadas a catadores e resíduos sólidos. Apóiam também redes de várias cooperativas, fóruns, políticas municipais de inclusão social e cadeias produtivas em determinados segmentos, como: artesanato, mel e pesca.

Nesse segundo plano, as incubadoras se tornam entes de economia solidária nos territórios, são atores de políticas públicas, apóiam o desenvolvimento de legislação adequada.

Além das incubadoras, que se formaram dentro de algumas universidades e se reúnem em redes, inúmeras organizações sociais passam a se interessar por essa estrutura de fomento, de apoio, de fortalecimento de alternativas. É importante que as novas incubadoras universitárias ou geradas em outros arranjos institucionais como escolas técnicas, possam aprender com a experiência das incubadoras já consolidadas.

O edital sobre incubação lançado pela RTS visa justamente repassar conhecimentos, formar novos quadros, ampliar os recursos, descentralizar, difundir e interiorizar ações, ampliando a escala, mobilizando atores e repassando a eles os instrumentos desenvolvidos. A base é o modelo da incubadora tecnológica universitária de cooperativa popular. Como é da natureza da universidade produzir e transmitir conhecimento, há um modo específico dessa produção e transferência. Não pela criação de mega estruturas, mas pela criação de estruturas descentralizadas e em rede. Criam-se outros sujeitos de incubação.


RTS - Qual é a atuação da Fase nesta área?
Cunca -
A Fase sempre trabalhou com associativismo e cooperativismo. Historicamente, sempre trabalhou na área agrária. No início da década de 90, passamos a nos preocupar com a área urbana, principalmente devido à precarização do mundo do trabalho decorrente de processos relacionados ao desenvolvimento tecnológico e a reestruturação produtiva de caráter neoliberal.

Devido à nossa atuação na construção do campo da economia popular e solidária, participamos dos debates e de atividades junto às principais articulações nacionais relativas ao tema. Em função disso, iniciamos um diálogo com as incubadoras e com a Secretaria de Economia Solidária. Na realidade, é muito mais a interlocução recente que está contando. Fomos procurados pelo Comitê Gestor, por meio da Finep, para contribuir com os trabalhos. Criamos, então, um ambiente de acompanhamento do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc), envolvendo um conjunto de encontros, seminários e visitas às incubadoras e empreendimentos apoiados. Atualmente, estamos construindo o banco de dados e processando as informações captadas durante este processo.



RTS - Qual a contribuição das incubadoras no fortalecimento da economia solidária?
Cunca
- As incubadoras assumiram o desafio de construir o cooperativismo popular, estão dentro do campo da economia solidária. Em segundo lugar, apóiam ações de redes e fóruns nos territórios. Nesse sentido, são relevantes para a construção de políticas públicas de geração de trabalho e renda. Em terceiro lugar, as políticas públicas nacionais já levam em conta a experiência das incubadoras como um modo de produção e apoio à economia solidária. Isso ocorre em políticas públicas de grande escala, em fóruns regionais e no Fórum Brasileiro de Economia Solidária, que tem uma interlocução direta com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes/MTE).

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Agenda RTS

Presidenta da Caixa recebe parceiros da RTS

Representantes do Comitê Coordenador da RTS participaram de uma audiência com a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, em Brasília, dia 22 de agosto. A idéia era reafirmar os compromissos da empresa, no âmbito da Rede de Tecnologia Social; e confirmar patrocínio para o Fórum Nacional da RTS, que será realizado no mês de dezembro, em Salvador/BA. “A parceria com a Caixa é muito importante devido à sua capilaridade, em todo o país, e por estar próxima dos poderes municipais, além de atores que promovem o desenvolvimento local”, disse o gerente de Agronegócios e Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Juarez de Paula, na apresentação inicial que realizou, em nome do grupo.

Também compareceram à audiência funcionários/as da Caixa, representantes da Abong, Forproex, Fundação Banco do Brasil, Petrobras e Secretaria Executiva da RTS. Após a apresentação de cada participante, a presidenta Maria Fernanda deu uma resposta positiva quanto ao patrocínio para o Fórum: “A contribuição da Caixa é inteiramente aderente ao que propõe a Rede”.

Na ocasião, Maria Fernanda também reforçou a necessidade das instituições que integram a RTS atuarem de forma cada vez mais integrada. “Precisamos dar um salto em relação ao que propomos para o país. É preciso uma atuação mais efetiva nos processos de articulação”, explicou, a partir de um exemplo da Seppir. A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial encaminhou uma demanda sobre moradias étnicas. Como existem várias Tecnologias Sociais na área de habitação e saneamento, instituições da RTS poderiam convergir nesta dinâmica.

Paulo Magalhães, um dos representantes da Caixa no Comitê da RTS, lembrou que esta atuação integrada faz parte da dinâmica da Rede. Ocorreu, por exemplo, na construção do edital sobre "Incubação de Empreendimentos Solidários", publicado em 2005. “A Caixa, a Finep e o MDS fizeram um esforço comum para construir a chamada pública”, disse.

Durante a audiência, outras possibilidades foram apresentadas a fim de se trabalhar com alianças estratégicas, respeitando o modo de operar de cada instituição. O diretor de Tecnologia Social e Cultura da FBB, Luis Fumio Iwata citou um outro exemplo: “A Fundação, Caixa e Articulação no Semi-Árido Brasileiro estão tentando viabilizar a reforma dos telhados de habitações, no Maranhão. Isso é importante para que essas famílias possam adotar a cisterna de placas para captação de água”.

Nas próximas semanas, haverá reuniões internas, com os/as funcionários da Caixa; e externas, com organizações parceiras, para que sejam analisadas outras possibilidades de ação, principalmente nas áreas de habitação e saneamento. “Precisamos verificar o que existe na RTS e que pode ser aplicado em parceria com a Caixa”, ressaltou Maria Fernanda.

A Caixa integra o Comitê Coordenador da Rede, atualmente composto por 13 instituições.


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Calendário

3º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Realização: Fóruns de pró-reitores de extensão das universidades públicas, particulares e comunitárias brasileiras
Data: 23 a 25 de outubro de 2006
Local: Centro de Cultura e Eventos da UFSC
Telefone: (48) 3331-9915
Email: cbeu@reitoria.ufsc.br
Outras informações: http://www.cbeu.ufsc.br

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Realização: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
Data: 16 a 23 de outubro de 2006
Local: Todos os estados do país
Telefone: (61) 3317-7826
Email: mmenkes@mct.gov.br
Outras informações: http://semanact2006.mct.gov.br

X Colóquio Internacional sobre o Poder Local - “Desenvolvimento e Gestão Social de Territórios”

Realização: Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (Ciags), Anpad e Anpur
Data: 11 a 13 de dezembro de 2006
Local: Salvador/BA
Telefone: (71) 3247-5477
Email: nepol@ufba.br
Outras informações: http://www.gestaosocial.org.br

 
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Links recomendados

Novo site do CNPq
http://www.cnpq.br

O CNPq lançou, recentemente, um novo site. As informações que eram mais acessadas na antiga página são agora os itens de destaque. Já na página principal, é possível o acesso a links com informações sobre bolsas, editais, valores de diárias, prestação de contas, entre outros assuntos. O novo site também traz, em destaque, as notícias sobre o CNPq, além de um espaço reservado para os editais que estão em aberto.

Uma outra novidade é a “Busca no site”. O sistema permite ao/à usuário/a uma pesquisa rápida nas mais de 10 mil páginas indexadas à Agência.

A proposta do CNPq é que as mudanças ainda sejam aprimoradas pelos usuários e usuárias. Por isso, a Agência está recebendo sugestões e críticas pelo e-mail comunicacao@cnpq.br.

Juventudes e Ação Política
http://www.jap.org.br

Nesse site, encontram-se informações sobre o projeto Juventudes e Ação Política (JAP). A iniciativa surgiu em julho de 2005, com a finalidade de contribuir para a discussão, formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas de, com e para as juventudes brasileiras, prioritariamente aquelas dirigidas às juventudes rural e popular urbana. O projeto tem como foco prioritário as áreas de Educação, Trabalho e Direitos. É uma iniciativa do Instituto Aliança, Ágere – Cooperação em Advocacy e Cipó – Comunicação Interativa, em parceria com a Avina.

O site abre este espaço para que jovens possam compartilhar relatos, opiniões, questionamentos e pontos de vista que contribuam com a maior democratização na construção de políticas públicas de juventude. Também há um boletim eletrônico que aborda o tema, a partir de contribuições de jovens e especialistas. Para receber o Boletim JAP, basta solicitar por e.mail: boletim@jap.org.br.


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NOTÍCIAS DA REDE é o informativo eletrônico da Rede de Tecnologia Social (RTS) que reúne, organiza, articula e integra um conjunto de instituições, com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, mediante a difusão e a reaplicação em escala de tecnologias sociais.

Para entrar em contato ou assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da instituição a qual pertence para o e-mail: noticiasdarede@rts.org.br.

Caso queira deixar de recebê-lo, basta responder este mail, com o título CANCELAR.

Outras informações:
Secretaria Executiva da RTS
Telefone: (61) 3217-6102

Expediente
Rede de Tecnologia Social (RTS)

Secretária Executiva: Larissa Barros
Analista Técnica: Geralda Alves Pereira
Jornalista Responsável pela RTS: Michelle Lopes - RP 4825-DF
Assistente Administrativo: Francisco de Assis Vieira


Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Diretor: Emir José Suaiden
Coordenador-Geral Administração: Dalton Rosa de Freitas
Coordenador-Geral Informação Tecnológica: Cecília Oliveira Leite
Analista de Informação: Gabriela Duarte
Desenvolvimento Web: Marcos Sigismundo da Silva


Comitê Coordenador da RTS

· Caixa Econômica Federal (Caixa)
· Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
· Fundação Banco do Brasil (FBB)
· Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT)
· Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)
· Petrobras
· Sebrae
· Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA)
· Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong)
· Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras
· Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
· Instituto Ethos
· Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República


Projeto Gráfico: Mário Fiorese