Brasília, 09 de agosto de 2006 - Ano 02 - Nº 14
CONTEÚDO
Intercâmbio
Agricultores buscam inovações para captação de água e geração de renda
Reaplicação
Tecnologia Social possibilita produção de alimentos orgânicos
Agenda RTS
Calendário
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Editorial

Prezado/a leitor/a

Esta edição destaca o protagonismo de trabalhadores rurais na busca de efetivas soluções de transformação social. São pessoas como seu Antônio Borges, um agricultor do Semi-Árido que desenvolve e implanta técnicas de captação de água em seu sítio; e Denizon dos Santos, que mora em Pai Pedro/MG e apostou na tecnologia social ?Pais?, a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável.

No mês de julho, integrantes da RTS tiveram a oportunidade de ver, de perto, essas iniciativas. Os detalhes das visitas de campo estão registrados em duas matérias deste boletim.

Aproveitamos para informar, ainda, que o Fórum Nacional da RTS foi adiado para o mês de dezembro. Esse importante encontro da Rede ocorrerá durante a 5ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, em Salvador/BA. Dessa forma, poderemos potencializar a troca de informações e experiências entre lideranças regionais e instituições que trabalham com tecnologias sociais numa perspectiva de promoção do desenvolvimento.

A Expo entra em sua quinta edição já consolidada, no contexto brasileiro e internacional, como o principal espaço hoje existente para a visibilidade das experiências de desenvolvimento local e para a articulação entre organizações e redes em torno do tema. Tal encontro possui grande afinidade com a missão da RTS.


Boa leitura!


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Intercâmbio

Agricultores buscam inovações para captação de água e geração de renda

Comitê Coordenador da Rede de Tecnologia Social (RTS) faz visita de campo
em Soledade, na Paraíba

Foto: Joamir Barros
Canteiro econômico, no sítio Riacho de Santo Antônio, em Soledade, Estado da Paraíba

A família de seu Antônio Borges é numerosa. Além de sua esposa, dona Maria Cristina, sete filhos/as moram no sítio Riacho de Santo Antônio, no município de Soledade (Estado da Paraíba). Buscar o sustento e a alimentação saudável de todos nunca foi fácil. Mas, a partir do ano 2000, uma dinâmica diferente começou a acontecer naquela região. Após um longo período de seca, em 1999, seu Antônio decidiu procurar alternativas. Foi quando abandonou práticas tradicionais de agricultura, passando a experimentar tecnologias sociais. Hoje, seu sítio possui cisterna de placa, mandala, quintal produtivo, barragem subterrânea e biodigestor. Somadas, essas práticas garantem renda e alimento à família.

"As alternativas que temos aqui nos ajudam a conviver com o Semi-Árido", explica seu Antônio. Tal dinâmica vem chamando atenção de pessoas da região, de outros estados e até de outros países. No dia 11 de julho, foi a vez do Comitê Coordenador da RTS conhecer o sítio. Durante um dia, cerca de 30 pessoas trocaram informações, compartilharam experiências e percorreram parte dos 80 hectares da propriedade. O encontro foi viabilizado pela Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA) e instituições que a integram, como o Programa de Aplicação de Tecnologia Apropriada às Comunidades (Patac) e a AS-PTA.

O aproveitamento de frutas nativas para a alimentação é o principal trabalho realizado no sítio. Geralmente, essa vegetação do Semi-Árido é reconhecida apenas como parte da paisagem da região. Entretanto, elas apresentam valores nutricionais que podem ser experimentados a partir de receitas criativas. Atualmente, a família de Antônio Borges produz sucos, bolos, geléias e cocadas para consumo próprio. Também fornece lanches para encontros que ocorrem na região, e lucram com a iniciativa.

As receitas possuem cactos, combeba, xique-xique, milho e mandioca, entre outros vegetais. Além de gerar renda com a comercialização dos produtos, a segurança alimentar é garantida por meio de medidas simples, com base na agricultura familiar.

Outro aspecto dessa dinâmica é a intensa troca de informações entre os agricultores. "Sempre que vou a um encontro, uma visita de intercâmbio, consigo uma experiência e coloco em prática. Esse é um momento de grande felicidade. Também fazemos oficinas com pessoas da comunidade", diz Antônio Borges.

O jovem Gilson Borges, 21 anos, percebe a importância dessa colaboração. Ao apresentar, ao grupo, a cisterna de placa instalada em sua casa, ele chamou atenção para o Fundo Rotativo Solidário. "Recebemos um recurso para montar essa cisterna. Agora, quando tivermos condições, devemos passar esse dinheiro para a comunidade. Outras famílias decidirão como investir. Pode ser uma cisterna. Mas pode ser também uma palma consorciada", explica Gilson.

O Fundo Rotativo Solidário é uma das diferentes modalidades de financiamento geridas por organizações e grupos comunitários, como alternativa a créditos oficiais. É constituído a partir da contribuição de famílias ou estimulado por um capital externo, que pode proceder de diversas fontes. A iniciativa é um mecanismo de gestão de recursos coletivos para o investimento no desenvolvimento local. Além de facilitar o acesso a recursos financeiros pelas famílias rurais, inclusive as mais pobres, os Fundos têm fortalecido processos organizativos, capacidades de gestão autônoma de projetos e recursos comunitários, no Semi-Árido brasileiro.

A avaliação de Conceição Marques, da ASA Maranhão, reflete as impressões do grupo sobre a visita realizada em Soledade, na Paraíba. "Para mim, foi muito rico estar aqui. Valeu ver o cheiro verde, a abóbora, a batata e o milho dentro de um programa criado pela sociedade civil, que é o Programa Um Milhão de Cisternas. Valeu ver o resultado desse sistema de produção agroecológica e o processo de educação popular. Vou fazer questão de mostrar essa experiência para meus colegas", diz.

Foto: Joamir Barros
Sucos, bolos e doces de combeba, xique-xique, milho e mandioca

Marilene Nascimento Melo, assessora técnica da AS-PTA, resumiu a dinâmica da família: "Eles desenvolvem experiências que permitem melhorar o manejo da água, manejo da vegetação nativa, manejo dos animais e manejo do solo. Este conjunto de inovações tem contribuído para a garantia da segurança alimentar e o aumento de renda, além do início do reequilíbrio ambiental". Marilene, que também é representante da ASA-Brasil no Comitê Coordenador da RTS, afirmou, ainda, que "é visível o aumento da auto-estima das pessoas. Os filhos jovens vêm participando ativamente desde processo de transição agroecológica".

CALENDÁRIO - A visita ao sítio Riacho de Santo Antônio ocorreu no dia seguinte à reunião do Comitê Coordenador da RTS, realizada em Campina Grande, na Paraíba. O grupo, que possui encontros mensais, pretende promover, cada vez mais, visitas de intercâmbio entre os/as integrantes da Rede.

Sementes da Paixão

Foto: Joamir Barros
Seu Zé Pequeno

Durante a visita de intercâmbio, na Paraíba, o agricultor José de Oliveira, conhecido como Zé Pequeno, fez uma apresentação sobre o Banco de Sementes. A seguir, seu depoimento:

"Sou filho de um agricultor pé no chão, ou seja, aquele que tem a semente para seu plantio e consumo. Quando eu era solteiro, fazia um trabalho religioso com um grupo de jovens. Depois que me casei, aos 22 anos, comecei a assumir um trabalho com os agricultores.

O que eu estava sentindo, os outros também sentiam: a falta da semente. Portanto, baseado na vida de meus pais, eu pensei em fundar um Banco de Sementes.

Com nosso banco familiar, meu pai abastecia seus 11 filhos. Muitos dormiam tranqüilos, na vizinhança, porque, chegando na casa de José Inácio, não faltava semente. Portanto, um banco familiar fazia tudo isso de bom acontecer.

Então, pensei em fundar um banco não só familiar, mas comunitário. Esse banco foi criado em 1974, com a ajuda dos franciscanos de Lagoa Seca. Começamos com duas variedades de semente: milho e feijão.

Resumindo a evolução do banco, começamos com 10 famílias e, ao longo dos anos, chegamos a atingir 150 famílias. Começamos com duas variedades, hoje temos 35 variedades.

Foi um meio que achamos para sair da dificuldade de não ter a semente para o plantio e para o consumo humano. Foi onde buscamos variedades que estavam desaparecidas. Foi onde encontramos solução para nossa independência.

Temos uma rede de sementes maravilhosa na Paraíba, com bancos de sementes bem abastecidos. É onde a gente planta a Semente da Nossa Paixão, é a semente que vinha dos meus bisavós, dos meus avós. Eles plantavam, hoje plantamos nós".

Essa experiência foi transformada em poesia pelos agricultores. Como diz Joaquim de Santana:

Foto: Joamir Barros
Sementes da Paixão

"As sementes da paixão
Falando as nossas verdades
São os tipos de sementes
Das nossas variedades

Têm sementes de hortaliças
Têm sementes de fruteiras

Também tem semente humana
Que é semente de gente
Tem de ser selecionada
De pessoas competentes"

*Poesia extraída do livro "Semente da Paixão: cultivando a vida e guardando os frutos no Semi-Árido"

Por Michelle Lopes - Assessoria de Comunicação da RTS
Colaboração - ASA/Paraíba


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Reaplicação

Tecnologia Social possibilita produção de alimentos orgânicos

O sistema "Pais" foi tema do Encontro realizado em Pai Pedro, Estado de
Minas Gerais

Foto: Agência Sebrae de Notícias
Unidade de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais)

Uma horta, um quintal agroecológico, uma forma de irrigar simples e barata e uma criação de aves caipiras podem ocupar o mesmo espaço, simultaneamente, e permitir a reciclagem de nutrientes. É o que prova a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais). Essa Tecnologia Social garante um modo de produção baseado na sustentabilidade econômica, social e ambiental.

A Pais está sendo reaplicada em diversas regiões do país. A iniciativa é fruto de uma parceria firmada entre a Fundação Banco do Brasil (FBB), o Sebrae e o Ministério da Integração Nacional. A tecnologia é empregada no Projeto "Unidades Familiares de Produção Agrícola Sustentável - UFPAS", em fase de implantação em 12 Estados, sendo nove no Semi-Árido, além do Mato Grosso do Sul, Goiás e Espírito Santo. A expectativa é que sejam implantadas 30 hortas orgânicas por município, totalizando 1080 unidades. Para isso, serão investidos R$ 6,4 milhões.

A fim de divulgar a tecnologia Pais, o Sebrae realizou um Encontro, em Pai Pedro/MG, dia 14 de julho. Na ocasião, houve apresentações sobre a temática, o lançamento de uma Cartilha e visita ao sítio do trabalhador rural, Denizon dos Santos, que implementou a tecnologia em sua propriedade. Cento e quarenta pessoas participaram do evento que contou com a presença de integrantes de instituições parceiras, de autoridades governamentais e diversos trabalhadores rurais.

Em sua saudação, o presidente da FBB, Jacques Pena, chamou atenção para os desafios que surgem num processo de reaplicação de tecnologia social: "Nos dá muita satisfação ver esse resultado porque foram muitas as dificuldades. Tivemos diversas reuniões e discussões para que o dinheiro fosse bem aplicado. É difícil pegar uma idéia e fazer com que ela brote em centenas de cidades diferentes".

O ator e produtor de alimentos orgânicos, Marcos Palmeira, também esteve no encontro e destacou as alternativas que a Pais proporciona: "É um projeto aberto, é uma idéia que o produtor vai desenvolver de acordo com as suas possibilidades. Não é um modelo fechado, não tem uma patente. Então, a Pais de um produtor pode ser diferente daquela implantada pelo do vizinho".

Além de viabilizar a produção de alimentos livres de agrotóxicos, o sistema Pais ainda estimula a organização e a cooperação entre agricultores familiares e o conseqüente processamento dos produtos, com vistas à agregação de valor e geração de maior renda para as famílias envolvidas. Na opinião do gerente de Agronegócios e Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Juarez de Paula, "atualmente, as pessoas estão muito preocupadas em consumir alimentos saudáveis. E os produtos agroecológicos respondem essa tendência".

Foto: Arquivo Sebrae Nacional
Trabalhador rural Denizon dos Santos

A tecnologia social Pais inspirou-se na atuação de pequenos produtores que optaram por fazer uma agricultura sustentável, sem uso de produtos tóxicos e com a preocupação de preservar o meio ambiente. Integrando técnicas simples e já conhecidas por muitas comunidades rurais, o modelo busca:

  • Reduzir a dependência de insumos vindos de fora da propriedade;
  • Diversificar a produção;
  • Utilizar com eficiência e racionalização os recursos hídricos;
  • Alcançar a sustentabilidade em pequenas propriedades;
  • Produzir em harmonia com os recursos naturais;
  • Reconstruir e produzir, nas áreas degradadas em volta das casas, "Quintais Agroecológicos".

Tal sistema começou a ser pensado e desenvolvido em 1999, com uma família de pequenos produtores, sob a orientação do engenheiro agrônomo Aly Ndiaye.

A Pais parte da idéia de se ter produção integrada, organizada em forma de anéis, cada um deles destinado a uma determinada cultura, que complementa a que vem a seguir.

O centro desse sistema de agricultura familiar ecológica é utilizado para a criação de pequenos animais como galinhas e patos. O esterco produzido pelas aves aduba a horta, após passar por um processo de compostagem (transformação de matéria orgânica em adubo).

São usadas também as leguminosas para fim de adubação verde, evitando trazer insumos de fora da propriedade, o que poderia comprometer a sustentabilidade do sistema.

A irrigação é feita de maneira simples e barata, pelo método de gotejamento, que não desperdiça água. O uso de cobertura morta (aproveitando material disponível no local) sobre a terra retém a umidade no solo, diminuindo a necessidade de mais água.

Assim, torna-se possível a reaplicação dessas unidades produtivas nas regiões semi-áridas brasileiras, onde os baixos índices pluviométricos têm comprometido o sucesso de projetos produtivos e, consequentemente, a sustentação das famílias.

Com R$3.650,00 de investimento inicial em itens como mangueiras, caixa d?água, bomba para irrigação, mudas, sementes e arame para confecção de cerca, é possível montar uma unidade Pais.

TEORIA E PRÁTICA - Essas informações estão presentes na Cartilha sobre a tecnologia Pais, lançada em Pai Pedro/MG. Com uma tiragem de 12 mil exemplares, a publicação será distribuída nos estados onde o projeto vai ser implantado.

Foto: Arquivo RTS

Visita à Unidade de Pais, em Pai Pedro, Estado de Minas Gerais

As explicações existentes na Cartilha puderam ser conferidas de perto na visita à chácara do trabalhador rural, Denizon dos Santos. "A Pais mudou muita coisa em minha vida. Minha renda melhorou. Hoje, eu tiro cerca de 400 reais por mês, sem contar com o alimento da família", explica.

O processo de implantação da Pais sempre ocorre com a colaboração de entidades locais. Em Pai Pedro/MG, a Cáritas Diocesana de Janaúba está acompanhando as atividades. Sua presidenta, irmã Mônica de Barros, fala sobre o que significa essa iniciativa: "Eu reduziria ou ampliaria numa expressão que é muito feliz. Vamos fazer o deserto florir. Com esse florir, teremos comida de qualidade na mesa do camponês, no mercado e nas feiras".

Como desdobramento das atividades do sistema Pais, irmã Mônica pretende unir esforços para construir o Centro do Agricultor Familiar Pais. Já o trabalhador rural, Denizon, afirma que a formação de uma cooperativa poderia viabilizar um retorno maior ao seu trabalho. Projeto é o que não falta nesta região semi-árida de Minas Gerais. A terra é fértil em oportunidades.

Depoimento

Foto: Arquivo RTS
Marcos Palmeira

O ator e produtor de alimentos orgânicos, Marcos Palmeira, participou do Encontro, em Pai Pedro/MG e compartilhou sua história com os trabalhadores rurais. A seguir, os principais trechos:

"Vou explicar o motivo da minha presença aqui. Eu fui criado no sul da Bahia, na região de Tororó/Itapetinga. Quando era criança, dizia: ?Eu não sou coelho para comer folha'. Tinha sempre essa história e a gente vê como isso não tem razão de ser. Nada mais gostoso que uma folha, principalmente orgânica.

Meu avô sempre achava que as terras da fazenda desperdiçavam muita coisa. Numa fazenda convencional, se descarta muita coisa para comprar sempre insumos de fora.

Depois de um certo tempo, eu busquei um pedaço de terra para produzir e consegui uma fazendinha, no Estado do Rio de Janeiro, na região de Teresópolis. É hoje o Vale das Palmeiras, que se tornou uma fazenda orgânica.

Quando eu cheguei nessa fazenda, a minha idéia era mexer com gado de leite. Eles já produziam verduras e distribuíam para o supermercado. Então, decidi não mexer no processo natural da fazenda. Mas comecei a reparar que eles não comiam o que produziam.

Para mim, tudo que vinha da terra era natural. Eu ainda não tinha noção do que seria o orgânico. Eu pensei: "Os caras não estão comendo. Será que o antigo dono era um carrasco, não permitia que eles comessem"? Decidi perguntar por que eles não estavam comendo. E recebi a resposta: "Nós estamos colocando veneno todo dia, como vamos comer esse negócio"? Aí, caiu a minha ficha. É lógico. Aquilo que a gente vê como um fortificante, um remédio para combater uma praga, é um veneno, na verdade.

Então, decidimos cortar radicalmente os agrotóxicos. No começo, começamos a perder a produção, pois a questão não era só retirar o veneno. Até que, um dia, com o auxílio de um produtor chamado João Carlos, entendemos que o importante era tratar o solo. Introduzimos a adubação verde e começamos a trabalhar com o equilíbrio. Descobrimos, então, que não existe praga. Existe desequilíbrio.

Daí, vem minha história, daí vem minha paixão. Eu me engajei e hoje isso faz parte da minha vida".

Por Aly Ndiaye, engenheiro agrônomo criador da "Pais"; Larissa Barros e Michelle Lopes, da Secretaria Executiva da RTS

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Agenda RTS

A Secretaria Executiva da RTS está funcionando no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), em Brasília/DF. O novo número telefônico é: (61) 3217-6102. O instituto também passou a ser responsável pela administração do Portal da RTS, por meio de um convênio firmado com a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCT).

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Calendário

5º Festival Lixo e Cidadania

Realização: Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte (Asmare), em parceria com os Fóruns Nacional e Estadual de Lixo e Cidadania e a Rede de Economia Solidária
Data: 22 a 26 de agosto de 2006
Local: Bairro Pompéia - Belo Horizonte/MG
Telefone: (31) 3293-8366
E.mail: festival@festivallixoecidadania.org.br
Outras informações: www.festivallixoecidadania.org.br

III Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social (III ENEDS)

Realização: Núcleo de Solidariedade Técnica - SOLTEC/UFRJ
Data: 31 de agosto e 1º de setembro de 2006
Local: Auditório do Centro de Tecnologia (Bloco A) da UFRJ, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2562-7780
E.mail: soltec@poli.ufrj.br
Outras informações: www.soltec.poli.ufrj.br/eneds

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Realização: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
Data: 16 a 23 de outubro de 2006
Local: Todos os estados do país
Telefone: (61) 3317-7826
Email: mmenkes@mct.gov.br
Outras informações: http://semanact2006.mct.gov.br


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Links recomendados

Portal Gestão Social
www.gestaosocial.org.br

O portal divulga as ações do Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social (CIAGS). Trata-se de um espaço de articulação de saberes teóricos e práticos em desenvolvimento e gestão social, que promove a aproximação entre discentes, professores e pesquisadores de gestores sociais do Estado, sociedade civil e empresas.

Reconhecido pela Câmara de Pesquisa e Pós-graduação da UFBA, o CIAGS é o primeiro centro de pesquisa do país a formatar um programa completo em gestão social, por oferecer qualificação nos níveis de extensão, especialização e mestrado, bem como em níveis específicos de capacitação voltados a profissionais que atuam em campo. Uma das metodologias inovadoras desenvolvidas pelo CIAGS é a Residência Social que instaura uma nova relação entre universidade e comunidade, complementando a formação acadêmica do estudante com uma vivência prática intensiva.

No portal, o CIAGS disponibiliza serviços gratuitos, além de consulta presencial ou on-line ao acervo de sua biblioteca, composta por livros, revistas, relatórios, dissertações, teses, manuais, projetos, modelos, guias e legislações.

Renima ? Rede Nacional de Informação sobre o Meio Ambiente
www.ibama.gov.br/renima

Neste site, é possível localizar a legislação federal e legislações estaduais relativas à área de meio ambiente. Estão disponíveis atos legais, normativos e administrativos. Também há dados sobre as Unidades de Informação Especializadas do Ibama (UNIEs) que fazem parte da Rede Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Renima).

A Renima é uma rede descentralizada formada por centros cooperantes e um centro coordenador, a cargo do Centro Nacional de Informação, Tecnologias Ambientais e Editoração (CNIA). Criada para apoiar o processo de gestão ambiental, dá suporte informacional a atividades técnico-científicas e industriais.

Seu principal papel é fazer a integração dos órgãos componentes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), em particular de entidades estaduais de meio ambiente.


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NOTÍCIAS DA REDE é o informativo eletrônico da Rede de Tecnologia Social (RTS) que reúne, organiza, articula e integra um conjunto de instituições, com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, mediante a difusão e a reaplicação em escala de tecnologias sociais.

Para entrar em contato ou assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da instituição a qual pertence para o e-mail: noticiasdarede@rts.org.br.

Caso queira deixar de recebê-lo, basta responder este mail, com o título CANCELAR.

Outras informações:
Secretaria Executiva da RTS
Telefone: (61) 3217-6102

Expediente
Rede de Tecnologia Social (RTS)

Secretária Executiva: Larissa Barros
Analista Técnica: Geralda Alves Pereira
Jornalista Responsável pela RTS: Michelle Lopes - RP 4825-DF
Assistente Administrativo: Francisco de Assis Vieira


Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Diretor: Emir José Suaiden
Coordenador-Geral Administração: Dalton Rosa de Freitas
Coordenador-Geral Informação Tecnológica: Cecília Oliveira Leite
Tecnologista: Henrique D. H. Fernandes
Analista de Informação: Gabriela Duarte
Desenvolvimento Web: Marcos Sigismundo da Silva


Comitê Coordenador da RTS

· Caixa Econômica Federal (Caixa)
· Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
· Fundação Banco do Brasil (FBB)
· Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT)
· Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)
· Petrobras
· Sebrae
· Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA)
· Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong)
· Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras
· Grupo de Trabalho Amazônico (GTA)
· Instituto Ethos
· Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da Presidência da República


Projeto Gráfico: Mário Fiorese