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Prezado/a leitor/a, Esta edição do Notícias da Rede foi produzida com base nos debates realizados na Oficina Regional da RTS - Amazônia Legal. Conseguimos reunir cerca de 40 integrantes da Rede, em Belém/PA, dias 25 e 26 de abril. A "Cidade das Mangueiras" ficará na história da RTS como o local onde, pela primeira vez, houve um encontro com dezenas de instituições integrantes da RTS. Foram diversos os relatos, trocas de experiências, questionamentos, sugestões, compromissos. É possível ter idéia dessa dinâmica na matéria principal de nosso informativo eletrônico. As informações que conseguimos reunir e repercutir serão bastante úteis para o aprimoramento dos trabalhos na Oficina do Semi-Árido, que acontecerá esta semana (dias 11 e 12 de maio), em Recife/PE. Ainda no âmbito dos eventos e iniciativas importantes, gostaríamos de lembrar que o Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica está com inscrições abertas até 30 de junho. Com sete categorias (Produto, Processo, Pequena Empresa, Média/Grande Empresa, Instituição de Ciência e Tecnologia, Inventor Inovador e Inovação Social), o Prêmio ocorre em duas etapas - regional e nacional. O projeto classificado em primeiro lugar de cada categoria em cada região brasileira concorre ao Prêmio Nacional. Outras informações sobre o Prêmio podem ser encontradas nesta edição. Boa leitura! voltar "E aprendi que se depende sempre de tanta muita diferente gente Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas É tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá É tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense estar" Foi ao som da música Caminhos do Coração, de Gonzaguinha, que os/as participantes da Oficina Regional da RTS - Amazônia Legal encerraram o encontro realizado em Belém/PA, dias 25 e 26 de abril. "Essa música explicita bem o sentido de Rede. Mostra que nenhum de nós é resultado apenas de nossa individualidade", disse Aldalice Otterloo, diretora geral da Unipop (Instituto Universidade Popular) e representante da Abong Nacional no Comitê Coordenador da RTS. Durante dois dias, cerca de 40 pessoas estiveram reunidas a fim de promover uma integração entre instituições que fazem parte da Rede de Tecnologia Social e iniciar os preparativos para o Fórum Nacional da RTS, que ocorrerá em agosto deste ano. A metodologia da Oficina priorizou as discussões em Grupo. Após a abertura do encontro, os/as participantes dividiram-se em três equipes para discutir as seguintes questões: Faça um breve histórico dos trabalhos realizados por sua instituição (setor/área e atividade econômica de atuação).Os resultados dos grupos de trabalho foram apresentados no segundo dia da Oficina, em plenária. Em linhas gerais, as instituições entendem que a RTS deve ser um espaço de troca de experiências e informações, além de um canal para se propor políticas públicas.
Em relação ao foco de atuação da Rede, os grupos consideraram que não tinham informação suficiente para aprofundar o debate. Nesse sentido, solicitaram o envio de subsídios às instituições da RTS. Os grupos sugeriram, ainda, que a Rede desenvolva ações voltadas para os biomas Cerrado e Pantanal. Quanto aos temas que deverão ser discutidos no Fórum Nacional da RTS, foram apresentadas as seguintes sugestões: Comércio justo e economia solidária;Duarte Miranda Júnior, da Universidade Popular Comunitária, em Cuiabá/MT, foi relator do Grupo 1 e considerou positivas as discussões: "É muito bom estar dentro desses debates porque as idéias fluem. Por exemplo, há um ano a RTS estava começando. A idéia surgiu a partir de discussões. Nesta Oficina, o trabalho em grupo foi excelente porque as pessoas vieram para cá com muitas idéias a fim de contribuir", avalia. Na opinião de Nicolau Priante Filho, da Cooperativa Coorimbatá e gerente do Projeto de Promoção do Desenvolvimento Local e Economia Solidária do MTE, um dos aspectos positivos da Oficina foi o contato com o Comitê Coordenador da RTS: "Na elaboração de nossos projetos, será mais fácil ter uma conversa direta com os integrantes do Comitê. Isso nos dá mais segurança quanto aos rumos que devemos tomar", diz o relator do Grupo 2.
Terezinha também acredita que a comunicação entre as instituições da RTS precisa ser potencializada: "Em nosso grupo, surgiu a pergunta: daqui para frente, como ficará a interação entre as instituições, e das mesmas com as comunidades envolvidas? É preciso ocorrer uma troca de maneira horizontal", explica. A expectativa é que essa articulação ocorra, sobretudo, por meio do Portal da RTS, que disponibiliza uma Comunidade de Prática onde as pessoas podem conversar virtualmente, por meio de fóruns e salas de bate-papo. Foi com esse objetivo que a organização da Oficina decidiu encerrar o encontro com uma apresentação do Portal, feita pela analista de sistemas da ABIPTI, Maria Izabel Motta. "A idéia é que os temas do Fórum Nacional sejam discutidos previamente em nosso Portal, bem como todas as decisões ligadas aos preparativos do evento", explica. AVALIAÇÃO - Após a Oficina, os/as participantes avaliaram o encontro. Os depoimentos foram positivos. O contato presencial e as trocas entre pessoas criaram novas sinergias. Essa dinâmica deverá influenciar a atuação da RTS e seus projetos para o futuro. Entretanto, o grupo considera que aspectos ligados à metodologia da Oficina, organização e infra-estrutura do evento, além de ações de comunicação devem ser aprimorados. A secretária executiva da RTS, Larissa Barros, destaca o caráter aberto da Oficina: "Nossa idéia não era sair de Belém com um documento fechado, mas principalmente saber o que pensam nossas instituições quanto aos diversos aspectos da Rede: difusão, reaplicação etc. Estamos em uma fase de estruturação e essas opiniões são fundamentais. Neste momento estamos apenas iniciando os debates preparatórios para o Fórum Nacional da Rede", conclui. PRÓXIMOS PASSOS - A próxima Oficina Regional da RTS será realizada com instituições com atuação no Semi-Árido. O encontro ocorrerá em Recife/PE, dias 11 e 12 de maio. Para participar da Oficina, é necessário que a instituição tenha sede no território do Encontro e faça parte da RTS. Para aderir à Rede, deve-se preencher o Manifesto de Interesse e enviá-lo por e.mail ou Correio. Também é preciso mandar o Termo de Adesão com carimbo da instituição, CNPJ e assinatura do/a responsável legal. Esses dois documentos estão disponíveis no portal www.rts.org.br. A versão impressa pode ser solicitada por telefone. A instituição pode participar da RTS por meio de seis modalidades: mantenedor, investidor, articulador de redes sociais, detentor de tecnologias sociais, reaplicador e divulgador. Por Michelle Lopes - Assessora de Comunicação da RTS
Leia também: Instituições da Amazônia discutem Tecnologia Social Entrevista - Aldalice Otterloo voltar O Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica está com inscrições abertas até 30 de junho, pelo site www.finep.gov.br/premio. Com sete categorias (Produto, Processo, Pequena Empresa, Média/Grande Empresa, Instituição de Ciência e Tecnologia, Inventor Inovador e Inovação Social), o Prêmio ocorre em duas etapas - regional e nacional. O projeto classificado em primeiro lugar de cada categoria em cada região brasileira concorre ao Prêmio Nacional. O destaque da última edição ficou com a categoria Inovação Social, lançada ano passado. Já em sua estréia, recebeu 166 projetos, ficando em segundo lugar em número de inscritos, atrás apenas da categoria Produto, com 318 inscritos e, tradicionalmente, a mais procurada. O Sudeste e o Sul foram as regiões que participaram com mais projetos de Inovação Social. Nessa categoria, poderão concorrer instituições que desenvolvam inovações sociais ou ainda os grupos beneficiados por elas. Entende-se como inovação social a utilização de tecnologias que permitam promover a inclusão social, geração de trabalho, renda e melhoras nas condições de vida. O Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica visa estimular os esforços inovadores das empresas no campo tecnológico, notadamente dos projetos que gerem resultados de impacto para a sociedade brasileira. Foi lançado em 1998, apenas na Região Sul, com 25 inscrições. No ano seguinte, na mesma região, foram inscritos 48 projetos. Em 2000, o Prêmio se tornou nacional e recebeu 279 inscrições. Em sua última edição, em 2005, atingiu a marca de 679 inscritos.
Saiba mais: Por que vale a pena participar do Prêmio FINEP? Conheça os 679 participantes de 2005 Por Paula Ferreira - Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) voltar O que as empresas brasileiras têm a ver com as mudanças climáticas do planeta? Quais são suas responsabilidades diante do desmatamento na Amazônia? Essas são perguntas que estarão presentes nos debates da Conferência Internacional 2006 - Empresas e Responsabilidade Social, que será realizada entre os dias 19 e 22 de junho, em São Paulo/SP. Trata-se de uma realização do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e seus parceiros.
RTS - Qual é o diferencial entre a Conferência Internacional de 2006 e as edições anteriores? Itacarambi - O primeiro diferencial é que todas as atividades estão estruturadas em dois eixos básicos: promover a eqüidade social e promover o equilíbrio ecológico. Outro diferencial é que vamos abordar o papel social das empresas. Nesse sentido, existem visões distintas. Uma visão é que esse papel é o de gerar lucro para os acionistas. Outra visão é que esse papel é mais amplo. Além de gerar lucro para os acionistas, as iniciativas da empresa também devem contribuir para o bem-estar da sociedade. Para discutir o papel social da empresa, é importante que isso esteja dentro de um marco maior que inclua o papel do Estado e da sociedade civil, pois essas três esferas são complementares e precisam estar articuladas. Um fator importante quanto à Conferência é que, cada vez mais, estamos trazendo visões de outros países para o debate. Para esta edição, está prevista a participação de pessoas da Inglaterra, Holanda, África do Sul, países da América do Norte e países da América Latina. São contatos bem diversos porque a responsabilidade social é um assunto mundial. Também vamos trabalhar com duas oficinas. A primeira terá, como tema, a Gestão de Projetos para a Sustentabilidade, dando continuidade ao painel sobre a ISO 26000 de Responsabilidade Social. A segunda oficina esclarecerá as principais modificações da 3ª Geração do modelo de relatório de Sustentabilidade GRI. RTS - Que temas serão abordados com destaque? Itacarambi - Vamos trabalhar com temas amplos e profundos. Por exemplo, o combate ao desmatamento amazônico e mudanças climáticas. São temas centrais e que já vêm sendo trabalhados pela sociedade brasileira. Nosso diferencial é levantar o seguinte questionamento: como as empresas com prática de responsabilidade social podem contribuir para a solução de problemas ambientais? Qual é o papel do empresariado? Trata-se de uma discussão bem diferente das reflexões que ocorrem em âmbito governamental. Vamos lidar com questões conflitantes, como os interesses do agrobusiness e o uso econômico da biodiversidade para a produção de fármacos e perfumes, por exemplo. RTS - A temática Tecnologia Social está prevista nos debates? Itacarambi - Discutiremos a questão no Painel sobre Cooperação Intersetorial para o Desenvolvimento Local. Este painel apresentará como as empresas podem cooperar com outros atores para a promoção do desenvolvimento local. Discutirá ainda quais os mecanismos necessários para o fortalecimento desta cooperação com base nas experiências bem-sucedidas. Pretendemos mostrar os resultados do Encontro Internacional do Nordeste do Brasil, realizado pelo GT Responsabilidade Social e Combate à Pobreza, em Recife, no mês de março. Esse grupo é formado pela Agência de Desenvolvimento Solidário da CUT, Fundação Avina, Fundação Banco do Brasil, ICCO, Instituto Ethos e Unitrabalho. As Tecnologias Sociais serão tratadas no âmbito do fortalecimento de cadeias produtivas que geram trabalho e renda, tais como o mel, a mandioca e os resíduos sólidos. RTS - No Brasil, as empresas estão se tornando, de fato, socialmente responsáveis? Itacarambi - O movimento é crescente. Há vários indicadores que mostram isso. O assunto está presente em qualquer encontro de executivos e na mídia, inclusive em pautas de economia. Também tivemos um grande aumento no número de associados do Instituto Ethos. Hoje, são 1200 inscritos. RTS - Nesse cenário, quais são os principais desafios? Itacarambi - É preciso que a responsabilidade social deixe de ser um assunto ligado apenas à direção das empresas e passe a ser de fato incorporado à visão e prática dos funcionários e no sistema gerencial das empresas, como prática de negócio. Outro desafio é internalizar a responsabilidade social nas cadeias produtivas das empresas, ou seja, se uma empresa muda seu comportamento e também influencia os clientes, muda-se um setor inteiro. O processo de compra e venda precisa incorporar critérios responsáveis.
Por Michelle Lopes - Assessora de Comunicação da RTS voltar
Em seguida, dias 17 e 18 de maio, ocorrerá o Seminário sobre Acompanhamento e Avaliação da RTS. Após um ano de existência, um dos grandes desafios da Rede é ter uma ampla visão sobre os resultados de suas ações de difusão e reaplicação, bem como as necessidades de mudança. O Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, membro do Comitê Coordenador da RTS, construirá um sistema, em parceria com outras instituições integrantes da Rede, que atenda a essa demanda. O objetivo do Seminário é que, antes dos trabalhos práticos, ocorra uma intensa discussão sobre a metodologia a ser adotada e caminhos a serem percorridos. Participarão do encontro integrantes da Secretaria Executiva da RTS, do Comitê Coordenador da Rede, do Grupo de Trabalho "Acompanhamento e Avaliação", além de professores que fazem parte da Comissão de Avaliação do Forproex, vindos de Universidades do Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. voltar
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NOTÍCIAS DA REDE é o informativo eletrônico da Rede de Tecnologia Social (RTS) que reúne, organiza, articula e integra um conjunto de instituições, com o propósito de promover o desenvolvimento sustentável, mediante a difusão e a reaplicação em escala de tecnologias sociais. Este produto está previsto no Projeto Sistema de Informação e Comunicação para a Rede de Tecnologia Social (SIC/RTS), desenvolvido pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI) com recursos da Secretaria de C&T; para Inclusão Social, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para entrar em contato ou assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da instituição a qual pertence para o e-mail: noticiasdarede@rts.org.br. Caso queira deixar de recebê-lo, basta responder este mail, com o título CANCELAR. Outras informações: Secretaria Executiva da RTS Telefone: (61) 3340-1367 |
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