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RTS conclui 2º Fórum Nacional


Divididos em cinco áreas temáticas, grupos de trabalho apresentaram Tecnologias Sociais, classificadas segundo capacidade de transformação social, reaplicação em escala e geração de trabalho e renda.

Foto: Kenia Ribeiro
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15/04/2009 - A plenária final do 2º Fórum Nacional RTS socializou os resultados das oficinas e do envolvimento das instituições na difusão e reaplicação de  Tecnologias Sociais. Os grupos de trabalho, como proposto na metodologia do encontro, foram divididos em cinco áreas temáticas – agroecologia e segurança alimentar, energias renováveis, cidades sustentáveis, água e agroextrativismo. Na ocasião, houve apresentações de diversas práticas de TSs. 

Para analisar a relevância das tecnologias apresentadas, os grupos as classificaram segundo a capacidade de transformação social, reaplicação em escala e geração de trabalho e renda. 

De acordo com a relatora do grupo de agroecologia e segurança alimentar, Dalva Mansur, o objetivo foi trabalhar a agricultura considerando a preservação ambiental. A Tecnologia Social da meliponicultura (produção de mel com abelhas sem ferrão) foi a mais indicada pelo grupo. Outras como mandiocultura e Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) também foram bem avaliadas. 

A área do agroextrativismo apontou uma metodologia própria para classificar as TSs apresentadas. Segundo o relator do grupo, Manoel Silva, as tecnologias foram divididas conforme processo, método e técnica. Posteriormente, houve uma divisão das iniciativas por temas, que possibilitaram avaliar a importância dos projetos. O aproveitamento integral do buriti e do babaçu foi bastante recomendado.  

O grupo de energias renováveis chamou a atenção para o papel da energia na atualidade. Para a relatora, Rebeca Kuperstein, é preciso analisar a questão sob o viés da diminuição do uso de energias não-renováveis. Ela também ressaltou que uma Tecnologia Social se define pela forma como é usada. O aquecimento solar popular foi citado diversas vezes. 

O grupo responsável pelo tema água demonstrou que algumas das Tecnologias apresentadas já tinham aplicação em vários locais do país. O reuso de água de lavagem de roupa, por exemplo, é bastante utilizado em Mato Grosso; o programa H2sol, de captação de águas de nascentes com energia solar, acontece no Semi-árido baiano. 

O último grupo, responsável pelo tema cidades sustentáveis, chamou atenção para difusão da informação sobre as Tecnologias Sociais. Para o relator, Jarbas Cruz, o desconhecimento dificulta a ação da Rede. A reaplicação das Tecnologias atendem demandas socioambientais, mas só se faz isso com conhecimento. De acordo com Cruz, incubação de empreendimentos solidários e organização da cadeia produtiva dos materiais recicláveis foram as TSs mais citadas pelo grupo, devido à sua capacidade de transformação social, reaplicação em escala e geração de trabalho e renda. 

Dinâmica 

A segunda parte da plenária foi marcada por uma dinâmica na qual os participantes deveriam responder à pergunta: “Como podemos reaplicar em escalar e difundir a TS?” Entre as respostas mais ouvidas, estiveram elaboração de encontros regionais para discussões mais aprofundadas, formação de agentes para transmitir informações, intercâmbio entre as diversas organizações para conhecimento de novas TSs e elaboração de cartilhas e manuais técnicos com ensinamentos sobre Tecnologias Sociais.  

Por Assessoria de Imprensa do 2º Fórum Nacional da RTS

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